Junho 19, 2009

Tema 5
Multifuncional = Multiuso


A arquitetura, no cenário urbano atual, através de integração, verticalização, revitalização de áreas urbanas, busca-se uma multifuncionalidade de edifícios. Essa é conseqüência de uma grande diversidade urbana, onde as pessoas moram, trabalham e estudam num mesmo local ou no próprio entorno.
O espaço proposto ou espaço formado pode ser, com o tempo, vivenciado de várias formas, com diferentes usos. Não só os espaços, a arquitetura, mas também mobiliário e materiais. O indivíduo propõe para praticamente tudo que existe novas funções, novos usos. Isso se deve a criatividade e a diversidade urbana.
A “famosa” sustentabilidade é multifuncional. Onde se reaproveita materiais feitos para um tipo de uso transformando-o o mesmo em um objeto, dando-lhe uma nova função.
Tema 7
Ficções Filosóficas

“Era uma vez três porquinhos que viviam com a sua mãe.Um dia ela disse-lhes:
- Queridos filhos, penso que já são grandinhos para viverem sozinhos e poderem trabalhar. Têm braços fortes e não lhes falta inteligência para pensar o que é melhor para cada um. Primeiro têm que construir as vossas próprias casas perto uns dos outros e contarem com todos os perigos que possam surgir. Os porquinhos puseram-se a caminho.
De todos os três o pequeno era o mais trabalhador, o do meio era trapalhão e o maior era preguiçoso. Como o maior era preguiçoso, fez a casa de palha para ser mais rápido. O do meio fez a casa de madeira pois também não gostava muito de trabalhar. Mas, o mais novo, o mais trabalhador, fez a sua com cimento e tijolos.
Um dia, apareceu o lobo que com um sopro derrubou a casa do mais velho e com outro sopro deitou abaixo a casa do porquinho do meio. Os porquinhos muito amedrontados correram para casa do irmão mais novo com o lobo correndo atrás deles para os comer.
O porquinho abriu-lhes a porta rapidamente e, os irmãos, entraram muito admirados por verem uma casa tão forte e tão bonita.
O lobo pensava que a derrubava, soprava e dizia: - Soprarei soprarei e a casa derrubarei!
Mas a casa era forte e ele não a conseguiu derrubar. Por isso, muito envergonhado fugiu e não voltou mais.
Os porquinhos ficaram tão felizes que fizeram uma grande festa.”

Arquitetura de contrastes...
Arquitetura fracassada...
Arquitetura moderna...
Arquitetura ousada...
Arquitetura comodista...
Arquitetura que convém...
Arquitetura por arquitetura...

Junho 18, 2009

Percurso

Percurso

Uma ação/questão que se destaca por toda a cidade de Coronel Fabriciano, principalmente nas regiões periféricas, é o fato do desuso dos passeios que seriam inteiramente de pedestres.
O fato do desuso dos passeios é conseqüência das inúmeras irregularidades encontradas em seu percurso, tais como os degraus, sendo de inteira responsabilidade do proprietário do imóvel, entre outras como placas, mercadorias (em portas de comércios), bicicletas e lixos.
A maioria dessas irregularidades além da responsabilidade dos moradores é também responsabilidade da secretaria de obras e urbanismo do município, que por sua vez, além de falhar em sua fiscalização (em relação à construções mal elaboradas que afetam os passeios), não dispõe de infra-estrutura adequada, tais como a coleta diária de lixo (também uma barreira formada pelo acúmulo de lixo nas calçadas), regularidades em obras públicas, como rede pluvial e fluvial, que muitas das vezes criam barreiras, etc. Os pedestres, os personagens mais afetados, também se tornam culpados ao se deparar com a anomalia e não questionarem e reivindicarem pelos seus direitos. É de extrema importância a cobrança para com o poder público para que assim sejam realizadas benfeitorias na área do município.
O ato dos pedestres utilizarem à avenida como passeio coloca em perigo sua própria vida. A ação já se tornou um ato impensado e automaticamente realizado, de forma negativa, já é considerada como ato cultural, que formado por hábitos e costumes se dá pela acomodação com situações com um nível de dificuldade aparentemente elevado.
Enfim, uma questão que para muitos pedestres é considerado desprezível, demonstra a partir de um olhar mais minucioso sobre a situação que tal ato é “conseqüente de” e resulta em uma “tal conseqüência”.
Tema 2
Sorria, você está sendo condicionado!



Ficção da Construção Social

Ontem, antes de entrar em casa, passei pela rua que todos os dias me conduz ao paradoxo conflito entre projetar, construir para todos mas não de acesso a todos.
Estirado na calçada de frente à minha casa estava um morador de rua que, em outros tempos já tenha usufruído de todas as construções projetadas para o bem em comum e hoje, alí deitado, apenas é suportado como um ser sem valor e que, a muito olhares, degrine e degrada as belas e perfeitas curvas da construção.
Seria este um ator que nos ensena a verdadeira e derradeira verdade do ser humano?
Seríamos apenas ítens de uma peça de ficção os quais apenas ensenam o bem comum?
Quem vive a arte de viver e construir, nós arquitetos ou este morador de rua que encontrou, naquela calçada, o descanço merecido e a fuga deste filme?
Será possivel utilizar de nossa arte/ciência para todos realmente?
Até onde vai o limite entre o real, a ficção, a arte e o social ?

Nova Eternia!

Há tempos, uma terrível batalha vem sendo travada no mundo de Eternia. São dois povos muitos distintos, um deles, Esqueleto, morador da Montanha da Serpente. O outro, Adam, que graças a Feiticeira Zoar , adquiriu poderes sobre humanos.
Esqueleto vem tentando dominar o Castelo de Grayskull e todo o mundo de Etérnia, que há tempos vem sendo obrigado a seguir um estilo de vida ditado por seus mandantes. Toda essa organização, essa necessidade vital de que tudo dê certo já vem causando enormes transtornos em suas vias, sistemas de transportes e locais públicos. Caindo em contradição, tais espaços públicos têm sido usados como estacionamento de espaçonaves, e essa ação tem gerados conflitos entre os moradores do reino.
Ao contrário, no lado oposto do mundo, a montanha da Serpente, lar do Esqueleto não tem tal organização, não segue os projetos de He-man, arquiteto que fez o plano diretor de Eternia. Apesar disso, mesmo com essa falta de organização, a favela da Serpente se auto modula-se. É mutável, sempre ajustando as necessidades do momento. Isso pode parecer ruim a primeira vista, mas não é, pois não são necessários tomas medias para que se resolvam tais problemas.
Mas, após décadas de combates, Esqueleto se tornou Rei de Etérnia. Agora, toda essa falsa verdade sobre o que é projetado é o certo, já não existe. Novas formas, novos conceitos, novas maneiras de se criar, vivenciar, modificar espaços, criaram novas possibilidades. Novos horizontes se abriram depois dessas experimentações, e agora sim, o povo de Etérnia vive em paz, sem preconceitos nem "endeusamentos".

Tema 5 - MultiUso

Antigamente, alguns equipamentos eram desenvolvidos exclusivamente para uma função. Um canivete, simplesmente era uma “faquinha” com lâmina dobrável. Com o passar do tempo, agregaram várias outras funções a esse equipamento, mas não perdendo o nome de origem, agora tendo chave de fenda, saca rolhas, pinça, palito de dente e por ai vai!
Com a tecnologia cada vez mais avançada, comumente vemos tais fusões que nos beneficiam, facilitam nossas vidas. Celulares hoje, além de telefonar, podem tirar foto, tocar músicas, filmar, ter sua posição exata no globo terrestre, com o GPS e outros.
Com o passar dos tempos, equipamentos serão criados ou reinventados agregando cada vez mais funções. Mesmo com toda essa tecnologia, o uso de soluções simples em simples objetos vem para incorporar melhorias na qualidade de vida. Não necessariamente tem que ser criado por um grande artista ou por uma grande empresa de tecnologia. Muitas vezes o multiuso acontece de forma involuntária. Seja relacionado a objetos, ou a espaços, novas funções sempre existirão, por mais que nos esforçamos para criar espaços “completos”, sempre terão outras funções.

Tema 2 ... Condicionando ou Condicionado?

É fato que no decorrer de nossos dias, vivenciamos várias experiências, nem sempre novas. Muitas vezes, com o fato dessas mesmices acontecerem com freqüência, ficamos acomodados, condicionados a certas situações, a certos padrões pré- estabelecidos pela sociedade.
Dessa maneira, ficamos submissos a esses padrões, nem sempre considerados como bons, mas como convenientes. Assim, somos apenas marionetes de um sistema, apáticos a situações.
Sendo característica do ser humano, ser um ser dito pensante, temos a capacidade e obrigação de tentar fazer diferente. Deixar de ter como verdade absoluta os padrões existentes e tentar não ser só mais um na sociedade. Pra isso, não é necessário de se desvincular da mesma.
Em certos pontos todos fomos condicionados. Isso pode não ser ruim, desde que nos beneficie. O uso da tecnologia de informação para absorver, passar, discutir essas informações tem sido de grande ajuda.
Acima de tudo, em todos os pontos, devemos ter um ponto de vista crítico sobre tudo e todos. Modismos existem e sempre existirão, mas ser condicionados por ele é opcional.

cadeira Rom Ared

Um número ilimitado de estratégias projetuais podem ser desenvolvidas e postas em prática para resolver problemas arquitetônicos de naturezas diferentes. Muitas vezes a resolução de um problema especifico não se esgota em si mesmo. A marca de um bom arquiteto é resolver vários problemas formais a partir de um caso não especifico. Tendo em vista que a solução destes pode vir a resolver outros tantos
E o caso da cadeira Ron Ared, na qual e projetada não apenas uma cadeira, mas também uma cadeira.
A união entre as partes, o contato com o corpo, a relação entre estrutura e assento são evidências de que a exigência de multifuncionalidade foi cumprida apesar de ter ficado devendo em harmonia (muito feio, espero que seja confortável).
Os espaços não devem ser pensados como elementos individuais e isolados , mas sempre na sua relação com outros, pois o verdadeiro ato criativo não está nos elementos, mas na ação de associá-los.

TEMA 7

FICÇÕES FILOSÓFICAS

BRASIL: UM PAÍS PARA TODOS!

Pressupõe um país igualitário, sem preconceitos e privilégios, mas que na verdade não reflete a realidade da nação, apenas disfarça as desigualdades, preconceitos e privilégios, aumentando cada vez mais o fosso social que separa os mais ricos dos mais pobres neste insano país, transformando assim em um campeão mundial das desigualdades e injustiças sociais.

TEMA 6

Arquitetura e Identidade

Identidade, palavra ambígua em se tratando de arquitetura.
Inúmeras vezes escutam-se falar em Arquitetura, identidade e arquiteto, e a maior parte fazendo conjunturas de obras e seu autor.
É bem verdade que a maior parte dos arquitetos possui uma identidade na hora de projetar ou realizar suas obras, mas também devemos lembrar que o arquiteto não projeta para ele, e sim, para o cliente. Por tanto surge um contexto amplo e variado de idéias e conclusões, gerando assim um resultado final entre criador e usuário.
Também é verdade que sempre que um profissional da área olha uma obra, às vezes consegue distinguir com rapidez seu autor, mas, a identificação não é feita por sua, funcionalidade ou função, mas sim pelas formas, uso dos materiais construtivos e tecnológicos. Outro fator que marca cada dia a identidade na arquitetura é a cultura local dos arquitetos. Como exemplo Nicholas Grimshaw e Shigueru Ban
Nicholas Grimshaw que nasceu na Inglaterra, possui uma produção arquitetônica arraigada na tradição industrial inglesa utilização de diversos materiais e de técnicas de fabricação mais avançadas. Usa e busca o simbólico da estrutura, racionalização do consumo de energia na arquitetura. Orienta-se através dos princípios de que seus edifícios devem ser compreensíveis espacialmente e também no aspecto organizacional, as atividades realizadas no seu interior devem ser refletidas no projeto, havendo sempre a flexibilidade de se adaptar às mudanças de uso.
Shigueru Ban, arquiteto japonês, é conhecido por suas obras sofisticadas onde usa materiais nada convencionais como papelão e outros ecologicamente corretos.
O que não se deve aceitar é que em pleno século XXI, os arquitetos fiquem presos em formas e materiais, devendo buscar por si próprio técnicas e materiais diferentes.

TEMA 5

A MULTIFUNCIONALIDADE

Nos dias atuais, devido o corre corre das pessoas, o crescimento urbano e a diminuição do espaço, fica cada dia mais necessário a elaboração de produtos, objetos e construções multifuncionais.
A medida q o tempo passa, aumenta ainda mais a procura por coisas multifuncionais, onde essas automaticamente desempenham diversas funções, economizando assim, espaços e tempo.
É muito bom adquirir, um móvel que além de lhe economizar espaços, ofereçam diversas maneira e formas de uso, ou até mesmo uma construção rígida com imensos jardins sobre suas lajes frias e densas.
Atualmente é inaceitável olhar somente a estética, fazendo deslanchar cada vez mais a multifuncionalidade tanto dos objetos quanto dos edifícios.

A arquitetura da linguagem única e do espírito dominante ao uso da ficção.

Na idade antiga a arquitetura desenvolvia um papel de reprodução do pensamento dominante, possuindo uma linguagem única e de fácil compreensão de todos à cerca das obras realizadas, mas nunca distinto de sua finalidade. Ou seja, o que proporcionou a toda sociedade da época, uma fácil compreensão de suas obras, como exemplo podemos citar as obras dos templos dos deuses gregos que estavam sempre ligadas as suas características e historias mitológicas que eram compartilhadas por todos.
A partir de meados do século XVII mediante as transformações da arquitetura devido ao processo de urbanização ganhou se uma nova linguagem ao se projetar, fazendo com que vários arquitetos procurassem novas maneiras de manter o papel expressivo de suas obras passando a explorar o universo da ficção e da narrativa, retirando da sociedade emoções e diferentes sensações na analise de suas obras. Deste ponto de vista a genialidade da arquitetura está extremamente ligada na capacidade do arquiteto em transmitir efeitos da ficção e emoção de seus trabalhos na sociedade, fazendo com que a mesma possua diferentes conclusões e visões criticas acerca de sua obra.
Hoje em dia na nossa sociedade, podemos ver essa linguagem única de cada arquiteto ou morador através de um conjunto de elementos que dão à composição arquitetônica, fazendo com que essas obras deixem de ser meros objetos estéticos, preso puramente em suas exigências funcionais, passando assim a serem trabalhos que aguça o sentimento e emoções dependendo da maneira que sua obra será analisada ou interpretada criticamente pela sociedade leiga de maneira geral. Passando a trabalhar com a ficção da mente humana.

TEMA 4

ARQUITETURA SEM LIMITE

A cada dia que passa a necessidade de interação entre corpo e espaço, fica mais acentuada devido às grandes mudanças existentes. Com isso começam a surgir novos conceitos sobre arquitetura.
A arquitetura deixa de ser conceitual ganhando novos caminhos com inúmeros recursos e deixando assim toda rigidez esquecida e ganhando cada vez mais adeptos á esse fantástico mundo de “experiências”.
A imagem a cima é de um Hotel projetado pela 3xn –companhia dinamarquesa de arquitetura- é extraordinário, ela utiliza a tecnologia digital, que da um caráter real para o trabalho, com precisão elevada. Explorando bem parâmetros como: estatístico, ambiental e logística. Também representam a arquitetura com seu ambiente (situação e interação). O hotel é construído em duas torres inclinadas em sentido opostos. As torres são interligadas proporcionando assim a integração. O primeiro bloco está previsto o término em 2011. A 3xn brinca com os espaços dando vida e forma de acordo com suas necessidades e funções, fazendo com que seu público interaja no espaço.
O edifício Eyebeam Museu de Arte e Tecnologia é um exemplo claro de interação entre público e espaços, tecnologia e experimentos, sensações... Sempre vinculando espaços e funções, proporcionando assim uma maleabilidade do espaço e do tempo.
Tema 6
Arquitetura e Identidade

Como descobrir a identidade de um objeto arquitetônico hoje em dia? Seria essa identidade seu nome, sua idade, seu criador? E como saber essas informações? A partir de seus traços? Cores? Formas? Dimensões?
Hoje, com toda essa liberdade de expressão e criação, o objeto arquitetônico consegue dizer um pouco sobre suas intenções (conforto, visibilidade, imponência, sensibilidade...), mas pouco sobre sua história.
O interesse em introduzir elementos que caracterizem um momento, uma época quase não acontece como acontecia nos séculos passados, com as colunas jônicas, os vitrais, as cúpulas, os rococós e as janelas em fitas. Não conseguimos enxergar uma característica comum dos nossos tempos. Ou não existe, ou não aparece claramente. Sabemos que o que não se caracteriza é contemporâneo e pronto. Será que no século que virá os estudiosos saberão nos rotular? Inventar um nome pra essa miscelânia arquitetônica dos anos dois mil e poucos?
Pegando um gancho na linha de pensamento de meu amigo Zigtem quando cita que:
FICÇÃO s.f.1. ato ou efeito de fingir.2. simulação.3. arte de imaginar.4. coisas imaginárias.FILOSOFIA s.f.1. estudo geral sobre a natureza de todas as coisas e suas relações entre si; os valores, os sentidos, os fatos e principios gerais da existencia, bem como a conduta e destino do homem.2. sentido particular de um filósofo.3. conjunto de doutrina de uma escola ou época.4. sabedoria de quem suporta com serenidade os acidentes da vida


Não seria errado afirmar que toda filosofia se trata de uma ficção, tendo em vista que toda teoria surge como um modelo, uma coisa imaginaria, e nessa escala permanece pois ingênua é a fé de que até mesmo o pensamento lógico coincida com a realidade, pois, a vivencia a desmente a todo momento.
Na arquitetura também nos deparamos com essas ficções filosóficas. O problema é quando elas passam a ser tratadas não como filosofias mas como verdades inatas ou dogmas e passam a ser copiadas e repetidas na maioria das vezes sem nenhuma pertinência ou adequação e como já disse anteriormente cada vez que adotamos uma idéia nova não se sabe se é uma manifestação autentica ou uma parodia moderna que desperta nossa admiração acrítica. “Casas cor” “Mandamentos modernistas”, “Vida das novelas”
Penso eu que a filosofia é uma constante busca pela verdade, uma tentativa de se alcançar uma segurança que talvez nos aguarde. Pode se sentilla “ali” em algum lugar, ligeiramente fora do alcance, por isso a considero sempre uma ficção.



“Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria, em nenhuma fantasia, nem no algo mais. A minha alucinação é suportar o dia a dia e meu delírio é a experiência com coisas reais. ... longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia. Amar e mudar as coisas me interessa mais”. Belchior

Postagem tema 2 - sorria voce esta sendo condicionado

Por vontade própria ou não nos tornamos estudantes de arquitetura, futuros arquitetos. E é a partir dessa decisão que nós nos tornamos um objeto condicionado (ou pelo menos começando a ser condicionado). Somos condicionados a estudar certas coisas, pois nos colocamos a dispor, em certo horário, a ficar escutando o que um professor ou alguém pensa sobre um determinado assunto. Sim de fatos temos que ser condicionados, pois chegamos ali cru e nu sobre conceitos pré-estabelecidos pela arquitetura. E assim os professores vão nos condicionando, a pensar sobre esses fatos, ou ate mesmo manter o pensamentos deles como o certo. Alguns alunos não satisfeitos em apenas acreditar no que se é dito em sala, passam a se vestir, andar e falar como os professores se tornando assim mais condicionados ainda. Deixam de lado suas peculiaridades que os torna diferente dos outros para seguir certa tribo ou não. De fato nessa bola de neve, aonde um vai condicionando o outro, temos que aprender a expor o que é nosso, pois só assim seremos visto como nós mesmo somos... e se nada disso for feito, seremos apenas copias das copias das copias das copias...

CIDADE MIDIÁTICA: Ficção habitável

O ambiente contemporâneo é dentro do seu conceito um espaço completamente fictício. Vivemos a informação, o consumo, a publicidade a agitação das lojas e suas alegorias na paisagem urbana. As fachadas são efêmeras, assim como a publicidade que vende ilusões, ilusões essas que conformam e caracterizam a cidade. A expressão do que vivenciamos em nosso cotidiano dentro dessa cidade midiática é o que nos remete a momentos lúdicos e utópicos onde projetamos em nossa mente espaços irreais e não construtivos.

Somos autores, criadores, compositores e consumidores de ficções habitáveis. Arquitetamos o que lutamos contra e vivemos o que criticamos, somos seres viciados e alienados pelo objeto que dominamos e conformamos: A CIDADE IMAGiática.

"A expressão cidade imaginária [...] vem designar a metrópole recoberta de elementos do imaginário: cores, formas, figuras, automóveis, multidões se precipitando nas faixas de pedestres na hora do rush, outdoors de imagens fixas e, agora, outdoors que são televisores mastodônticos escancarados para a avenida que escorre. A televisão gigante brota da parede cega do arranha-céu e põe suas personagens luminosas a se mexer. As paredes urbanas adquirem luz própria, movimento próprio, vida própria".
Eugênio Bucci

O Sonho de Ítalo (Icaro)

Como Ítalo Calvino sonhava com suas Cidades Invisíveis, podemos ao ver um lote vazio, abstrato, sem forma e com nenhuma construção partir do abstrato e irmos para o real. Projetar ambientes vazados nas laterais e no teto, somente com o piso e modulo na vertical para poder fechar um lado do ambiente e outro no teto, e mudar de ambiente, somente com um módulo que possa percorrer toda residência sendo o resto vazado, sentir o vento a chuva pelas laterais sem se preocupar.

Genesis 1 x Genesis 2

Genesis 1

“No princípio criou Deus os céus e a terra. E disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro. (...) Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados.
E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.”


Dá para trazer o cara que fez isso tudo ai porque os Deuses de hoje estão desorganizando tudo, antes funcionava tudo em perfeita harmonia, será que é tão difícil assim ser um Deus?Parecia ser tão fácil criar as coisas, era só dar o comando faça-se (luz, água ou seria line, trim, offset, sei lá), ou o problema veio quando deus criou o homem?

Genesis 2

“E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.”

Ou Deus erro nessa parte ou erramos nós ao esquecermos do final da frase, alma vivente.

TEMA 3: A memória, a história, o esquecimento.

Amnésia Condicionada

O que se vê atualmente no cenário da arquitetura se desenvolve frente a conceitos de memória e contemporaneidade como premissas de um “novo e transitório espaço”, que tem evoluído na medida de “novas e transitórias formas” de articulação do usuário com este lugar produzido, cada vez mais “espetacularizado” e especularizado.
Somos hoje objetos soltos na paisagem, sem um registro, sem uma verdadeira marca. A falta de identidade e a aculturação arquitetônica leva-nos a um estado de amnésia total além do condicionamento.

Para entendermos como às vezes grandes obras caem no esquecimento ou passam a não ter significância na historia, precisamos conhecer os novos caracteres impressos na dimensão física do espaço urbano e suas implicações no uso e expressividades cotidianas. Não adianta se falar em patrimônio cultural sem que isso tenha passado pela vivencia ou memória de alguém.

Em geral as pessoas confundem a preservação do patrimônio histórico, cultural, artístico, paisagístico, etc, com “preservação da memória”. Portanto, preservar um prédio, uma praça, uma árvore não significa que há alguma garantia de que uma suposta memória daquilo será guardada, afinal estamos condicionados ao esquecimento.

Ficção+Filosofia+Espaço Virtual

Em nossa profissão como arquitetos, acredito que, desempenhamos um papel importante de conhecer uma certa história, cultura de um local para podermos simular tal objetivo satisfatório. Podemos chamar de ficções nesse caso as premissas, o que estaríamos simulando, imaginando para um determinado projeto, ou seja às primeiras idéias, que sempre são coisas absurdas. Acabamos por criar uma filosofia daquele lugar, através de estudos e analises, passando assim a imaginarmos as primeiras premissas, criando programas que definirão a forma de viver no espaço projetado. Em outros aspectos, pode-se observar que algumas ficções acabaram sendo algo real, do tipo, o virtual acabou sendo um mundo mais considerado e vivido do que o real. Na era digital que estamos hoje, à internet, passa a ser um espaço virtual onde tudo possa vir a acontecer, e se pensarmos esse fato como solução, deixamos de lado um problema sério, como as fantasmagóricas cidades desumanizadas, que em função dessa tecnologia virtual e residencial, as pessoas não sentem prazer de sair de suas residências. A tecnologia vem se desenvolvendo tão aceleradamente. À duas décadas atrás, praças, parques e outros locais coletivos eram totalmente humanizados e vividos, hoje com o surgimento da internet sem fio, podemos notar que as pessoas estão naquele espaço real, mas suas mentes em um espaço virtual. As crianças tinham o costume de sair para brincar na rua, tinham horário certo, suas turmas formadas para o futebol, e outras brincadeiras mais, tinham o costume de irem às lojas com seus pais, hoje a internet por trazer mais opções, acabou suprindo às necessidades passadas.

Entre ficção, filosofia, teoria e arquitetura - Neander

FICÇÃO s.f.

1. ato ou efeito de fingir.
2. simulação.
3. arte de imaginar.
4. coisas imaginárias.

FILOSOFIA s.f.

1. estudo geral sobre a natureza de todas as coisas e suas relações entre si; os valores, os sentidos, os fatos e principios gerais da existencia, bem como a conduta e destino do homem.
2. sentido particular de um filósofo.
3. conjunto de doutrina de uma escola ou época.
4. sabedoria de quem suporta com serenidade os acidentes da vida.

TEORIA s.f.

1. princípios básicos e elementares de uma arte ou ciencia.
2. sistema ou doutrina que trata desses princípios.
3. conhecimentos especulativos.
4. conjetura, hipótese.
5. utopia.
6. noções gerais, generalidades.
7. opiniões sistematizadas.

ARQUITETURA s.f.

1. arte de projetar e construir edifícios.
2. constituição do edifício, quanto ao modo de sua construção e as características distintivas de seus ornamentos.
3. plano, projeto.

Simulação. Estudo geral sobre a natureza de todas as coisas e suas relações entre si; os valores, os sentidos, os fatos e princípios gerais da existencia, bem como a conduta e destino do homem.

Conhecimentos especulativos. Constituição do edifício, quanto ao modo de sua construção e as características distintivas de seus ornamentos.

Um cuidado com a montagem. Permitir que o projeto possua brechas, lacunas vazias que posteriormente o habitante seja autor deste preenchimento.

Fonte: dicionário Michaelis/UOL

Junho 17, 2009

POSTAGEM TEMA 7 - FICÇÕES FILOSÓFICAS

HOMEM ESCRAVO DO HOMEM

Havia um tempo em que as praças eram repletas de pessoas se divertindo de diversas formas, crianças comprando balões, casais se cortejando, palhaços roubando risadas e garotos jogando futebol com os pés no chão. Hoje para se construir uma praça agradável para muitos, basta instalar uma rede wireless onde todos possam se conectar. Alguns se assentam nos bancos colocados lá nem sei por quem, outros nem sequer se dão conta que ali existem bancos, mas se assentam na grama, sem notar a diferença entre a grama e o tapete peludo de sua casa. Ali sim, as pessoas compram não só balões, mas infinitas coisas no mercado virtual. Também se cortejam em salas de bate papo, e em programas de mensagem em tempo real. Ali também existe uma infinidade de sites humorísticos onde eles podem ver não apenas um palhaço, mas a cobertura de um espetáculo do maior dos circos. Podem ver também todos os jogos de futebol com a senha de sua TV por assinatura, e se quiser jogar futebol podem se conectar com outras pessoas que ali na praça estão ou com pessoas que nem sequer conhecem e jogar uma partida de game online. Havia um tempo em que o homem era livre para fazer qualquer coisa com suas próprias mãos, mas as próprias mãos desse homem o escravisou. Criou infinitos objetos e aparelhos para o libertar do trabalho alienado, mas acabou alienando a si próprio.

POSTAGEM TEMA 6

ARQUITETURA = IDENTIDADE DO ARQUITETO?

É comum identificarmos certos edifícios como obra de alguém, atribuindo um estilo de projetar, ao Arquiteto autor da obra. O que nem sempre é levado em conta é a identidade do usuário que talvez, passará o resto de seus dias inserido à obra ou fazendo de alguma forma parte dela. Então me pergunto: A obra não deveria conter traços da personalidade do seu destinatário? Quando identificamos uma obra, não seria para ligarmos o projeto ao destinatário final? Seja uma habitação ou um centro de lazer público, os traços a serem identificados não deveriam ser do morador ou da comunidade que irá receber a obra? Algumas obras levam consigo, durante toda a sua existência de edificação, traços de Arquitetos que talvez não mais voltarão a experimentar tais espaços. Então os usuários desses espaços terão que se adequar ao projeto. Seria uma inversão de valores, visto que a obra deveria ser feita a partir de traços de seu destinatário, seja de crença religiosa, de estilo de vida, ou valores culturais. O estilo de vida de um senhor que viveu todos os seus 65 anos no campo não será igual ao estilo de vida de um homem de 26 anos que nasceu e cresceu em uma metrópole. É nesse ponto que eu quero chegar, as diferenças devem ser respeitadas e o meu trabalho como Arquiteto será sempre em função disso.

postagem tema 4

HIGH-TECH HOJE, ULTRAPASSADO AMANHÃ

É inevitável nos dias atuais que a tecnologia se insira no nosso dia a dia. Seja ela a mais comum, como um televisor. O que devemos observar e aceitar é que a humanidade seguiu por um caminho onde reina a busca por uma tecnologia cada vez mais avançada e que esse caminho talvez seja irreversível. Quando a sociedade de hoje toma conhecimento sobre as habitações e o modelo de vida da sociedade do período renascentista, se pergunta: “Como essas pessoas viviam dessa forma?”. A resposta é muito simples: Eles não conheciam o modelo de vida que você conhece hoje. O luxo, o conforto e a tecnologia existentes hoje não eram conhecidos no período renascentista. O que quero levar aos leitores é a noção de que a busca pela tecnologia não vai cessar, e com o tempo o modelo de vida que conhecemos hoje também será questionada quanto ao conforto e comodidade. O “Eyebeam Museum of Art and Technology” é uma experimentação inixecutável NO MOMENTO. Digo no momento porque acredito que haverá em algum tempo a possibilidade tornar esse projeto possível de se realizar. Talvez esse tipo de arquitetura seja a mais usada nesse tempo que ainda está por vir. Voltando ao nosso tempo, não acredito que a tecnologia em excesso traga grandes benefícios para a qualidade de espaços. Creio muito mais no desenvolvimento de técnicas menos “high-tech” para a criação de um espaço com ótima qualidade em termo de arquitetura e no tratamento de assuntos como o urbanismo, as relações do homem com o seu entorno e sua comunidade ou questões ligadas à sustentabilidade e ao meio ambiente, mas não nego nem massacro a tecnologia que provavelmente não mais nos deixará.

Junho 15, 2009

ficções filosóficas

Ao executar um projeto de arquitetura, como em qualquer profissão, tem silogismo que lhe pertence exclusivamente; há um programa que tem que ser levado em consideração - tem o local a ser inserido o projeto - e o modo de construir a ser determinado. Tais argumentação ou raciocínio por esse método é levado em consideração em um desenho, que intervém entre a criação do projeto e sua realização concreta.

A maneira de pensa um sistema filosófico de um conceito que desencadeia um processo de projeto é de modo visto como algo separado a essas premissas que, servindo como ponto de partida, daria importância ao projeto e sistematicamente discutiria todos os condicionantes em uma forma compreensiva.

Essa forma de pensar a aquitetura reduz a importância de fatores existentes do problema e valoriza elemento que é desconsiderado a princípio como premissas primordial a elaboração de um projeto de arquitetura.

Contudo, na concepção de projeto, a compreensão e interpretação de semblante colocado como premissa em virtude de direito por parte do arquiteto
apodera sucessivas tomadas de decisões. Cada uma dessas decisões é um ato racional, operado a partir do conhecimento específico do problema, relativizado pela experiência vivida do arquiteto e pelo momento em que se realiza o projeto.

Junho 10, 2009

Postagem tema 7

Tinha uma casa


Era uma casa nada engraçada
não tinha teto não tinha nada
ninguém gostava de morar lá não
mas no meu caso não tinha opção
ninguém dormia em cama macia
porque a casa não existia

O que acontece é que eu vivo só

E quando há frio alguns tem dó

Mas sei que a vida é muito difícil

Mas vou vivendo com sacrifício

Eu moro mesmo é na cidade

E vou vivendo na humildade.

Junho 03, 2009

Postagem tema 2

Ansiedade como meio contribuinte para o condicionamento

Na contemporaneidade uma das características da população é a ansiedade, a busca pelo rápido e prático. Deste modo a padronização é um meio facilitador para se conseguir atingir estas questões. Como todo sistema existe vantagens e desvantagens na sua implantação. Uma das vantagens entra na lógica de industrialização, na qual produtos em serie costumam ter baixo custo, qualidade e quantidade suficiente pra atender ao mercado, sendo rápidos e práticos. Mas uma das desvantagens se encontra no fato do industrial contribuir para uma rigidez nos projetos. Por exemplo, já algum tempo se padronizou o peitoril da janela e o tamanho das portas, o que de certo modo contribui para a execução rápida dos projetos e o baixo custo.

Mas será q esse padrão, esse rápido, não está contribuindo para um condicionamento da população que se habituou a ver a paisagem a um metro e dez de altura em relação ao piso, uma vez que esta foi a altura padronizada?
E aí?
Qual será o próximo passo?
Daqui a pouco não existirão espaços com diferentes tamanhos, tudo será em modulo?

Talvez seja hora de repensar a necessidade do pratico e rápido e pensar arquitetura como Lucio Costa defendeu: "[...] arquitetura como construção concebida com a intenção de ordenar e organizar plasticamente o espaço, em função de uma determinada época, de um determinado meio, de uma determinada técnica e de um determinado programa."

Maio 31, 2009

TEMA 7

"Ficções filosóficas"

Maio 29, 2009

A meu ver, a identidade hoje da arquitetura brasileira se baseia na economia, disposição de material e sistema construtivo. Ela se fundiu e não mais segue um padrão de estilo. Arquitetura com manifestação cultural se esconde atrás de números e estilo de vida artificial, onde o que mais vale é a imagem padronizada pela GLOBO, que se modifica a cada novela. Isso quando se tem dinheiro suficiente para comprar esse sonho barato que te empurram garganta abaixo. Mas para aqueles que não se encontram nesse padrão, restam apenas tijolos aparente e espaços salubres.
Assim, nessa linha de pensamento listei uma serie de atributos dessa identidade vernácula separando-os em três classes sociais: baixa, media, alta.
Área
Até 30 m2 para classe baixa/até 150 m2 para classe media/de 300 m2 até o limite da ambição.
Sistema construtivo
Papelão, resto de construção e alvenaria para classe baixa/ alvenaria com acabamento popular para classe media/ alvenaria com acabamento luxuoso e peça requintada para classe alta.
Repartição interna
Um banheiro e o resto tudo conjugado e um espaço mínimo para classe baixa
*/ espaço segmentado, cozinha e quarto separado de outros espaços para classe media/ espaços abertos, cozinha conjugado e LOFT “porque é uma palavra chique e passa na novela” para a classe alta.
Modo de produção
Bricolagem ou mutirão para classe baixa/ compra a casa pronta e futuramente reforma para classe media/ compra o terreno e constrói um estilo de vida de revista para classe alta.

Maio 28, 2009

Identidade arquitetônica não e uma formula, uma essência racional a ser encontrada, uma seqüência mecânica de influências de formas passadas e contemporâneas - fazer o Maximo com o mínimo, em qualquer escala, com a sustentabilidade como muleta de sensibilidade, como uma lista pré definida de qualidades para identificar adequar e repetir -, mas sim um fenômeno vivencial que e estabelecido pelo uso do espaço, sua diversidade de indivíduos, grupos e formas de apropriação.
A identidade arquitetônica não se manifesta apenas na obra arquitetônica, mas sim na junção de todos os fenômenos culturais que o cercam - os arquitetos que projetaram os edifícios, os habitantes e os que viabilizaram sua realização -, não se impõem ao ambiente, mas se adaptam e dão a impressão que surgiram naturalmente, como se sempre estivessem la. Logo repetilos de forma mecânica e forçada e uma total transgressão. Não se sabe se aquela é uma manifestação autêntica de fato, ou se estamos simbolicamente parodiando um fetiche de um espaço que desperta nossa admiração acrítica.
Em suma a identidade arquitetônica esta muito longe de ser uma entidade metafísica e invariável. A marcação desse território acontece não apenas por limites geográficos ou referenciais visuais, mas pela apropriação do mesmo preservando a memória coletiva, recuperando os significados e a identidade local tendo em vista suas carências valores e peculiaridades. A arquitetura e uma manifestação do homem para o homem e a própria identidade arquitetônica se faz respeitar.

Cultura: identidade na arquitetura

A arquitetura é uma manifestação da cultura tendo ações sociais que seguem um padrão determinado no espaço com suas crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais e o desenvolvimento tecnológico de um povo em um determinado tempo.

Esses comportamentos geram uma identidade própria de cada arquitetura, visto que estão em constante mudança gerada principalmente pela tecnologia que trás consigo os meios de comunicações que transformam e renovam constantemente as cidades.

Trata-se assim de uma arquitetura que não é somente em seu estado físico, mas também em seu desenvolvimento com o usuário. Deixando de ser um monumento que é somente visto e passando a observar que esse deve ser tocado e integrado com o usuário, pois não existe uma arquitetura sem moradores que trazem e inserem seus costumes e tradições nessa habitação. Não devemos ignorar a identidade da arquitetura ignorando os usuários.

Devemos criar diante da nossa atual realidade para podermos gerar enfim nossa verdadeira identidade. Identificando que cada arquitetura possui um caráter próprio, exclusivo e diferencial diante das reações de determinado tempo, da tecnologia e das necessidades dos usuários em suas ações humanas levando em consideração a relação entre o público e o privado.

Onde está ela!

Arquitetura que abriga

Arquitetura que habita

Arquitetura que falta

Arquitetura que imita

Arquitetura que forma

Arquitetura que modela

Arquitetura que medita

Arquitetura que mora

Arquitetura que mura

Arquitetura que todo

Arquitetura que parte

Arquitetura que integra

Arquitetura que abandona

Arquitetura que impõe

Arquitetura que cria

Arquitetura que estrutura

Arquitetura que experimenta

Arquitetura que esfria

Arquitetura que aquece

Arquitetura que sustenta

Arquitetura que alegra

Arquitetura que deprecia

Arquitetura que mostra

Arquitetura que esconde

Arquitetura que simplifica

Arquitetura que complica

Arquitetura que continua

Arquitetura que termina

Arquitetura que fala

Arquitetura que escuta

Arquitetura que passou

Arquitetura que ficou

Arquitetura que virá

Arquitetura que vive

IDENTIDADE NA ARQUITETURA

ONDE SERÁ QUE EU ENCONTRO?

Arquitetura e identidade, ou vice-versa?

Arquitetura como identidade, ou arquitetura inserida numa identidade. São duas questões interessantes a serem tratadas. Acredito eu, que são duas coisas difíceis de serem alcançada, porem não impossível.
Uma, porque a busca por uma arquitetura como identidade exige uma personalidade forte, encima de uma identidade pessoal bastante peculiar do arquiteto, abandonando todas as questões que envolvem o projetar, e voltando-se apenas para seu modo de fazê-lo. E são poucos esses exemplos que conseguiram chegar nessa peculiaridade.
A outra, é usar da identidade do local para se projetar a arquitetura levando em consideração o entorno inserido, materiais construtivos produzidos nas próprias cidades, e todas as questões que envolvem o projeto. Acredito que, as grandes massas dos arquitetos, se encaixam na segunda opção, não só porque a primeira é por assim dizer lugar dos ‘gênios’, mas porque é projetamos para gostos diferentes, para pessoas aleatórias que são capazes de sonhar coisas absurdas para suas habitações, e nos como arquitetos estamos ai para fazer com que sonhos se tornem realidade, nem pra isso tenhamos que projetar uma novela. rs

Estilo Contemporâneo Brasileiro?

"A arquitetura do século XX é inaugurada em São Paulo, em 1902, com a Vila Penteado, de Carlos Eckman, e com a construção da Estação da Estrada de Ferro Sorocabana, em Mairinque, projetada em 1907 por Victor Dubugras. O modern style que Eckman e Dubugras ostentaram nessas e em outras obras apresentou-se sob dupla faceta: o art nouveau e o art déco. Essas tendências do fragmentário e descontínuo "estilo moderno" inicial, ou protomodernismo, multiplicaram as contradições da nação neófita ao contrapor a técnica artesanal da criatividade cristalizada à racionalidade industrial da produção em série".

A arquitetura no Brasil tem forte tendecia ao modernismo, e em termos gerais, alguns arquitetos do século 21 não possuem uma identidade contemporanea em seus projetos. Nota-se que muitos se preocupam com a sua identidade; dando formas que sempre possam remeter-se a eles, utilizando de soluções que são de seculos passados, importando a arquitetura de outros paises e não se equivalendo das necessidades arquitetonicas atuais brasileiras.

Quando voltamos no tempo, vemos explicitamente ao longo da historia que os arquitetos e engenheiros projetavam "baseados em seus conceitos", dando completa importância para identidade da época: Cultura local, movimento artistico e materiais a serem utilizados.

E infelizmente, hoje em tempos ditos como "modernos" de grandes potencialidades tecnológicas e sustentavel, é difícil saber se uma obra arquitetônica tem 60 anos ou 5 anos, pois nota-se que existe uma postura de descaso e desatenção dos profissionais que atuam na area da construção civil tornando a arquitetura dos anos 2000 sem identidade, ecléticamente falsa e um pouco longe da nacionalização histórica do movimento contemporâneo brasileiro.

Citação: artigo Arquitetura Brasileira do site Legaliza Projetos

A vida prática cotidiana e a Arquiteura




A vida prática cotidiana, que é construída dentro do meio em que se vive ao longo dos anos forma a cultura local. Merece ou não o nosso respeito? Com relação à arquitetura que às vezes observa a relação com entorno e integra a comunidade e outras vezes pelo contrário cria o contraste tentando assim assinar uma obra de arte arquitetônica como Guggenheim de Frank Lloyd nos anos de 1950 e o Grande Hotel de Ouro Preto MG de Oscar Niemeyer, ambos de grandes Arquitetos e muitas outras obras com mesmo sentido.
No interior da Inglaterra as casas Georgianas ainda permanecem no relatório de desejos dos clientes, limitando e conduzindo arquitetos a repetição contínua. Aos que defendem a teoria da modificação e contemporaneidade procuram países como a Holanda para obterem uma liberdade de criação.

Cada um com o seu.


Identidade arquitetônica pode ter pontos de vistas diferentes, uma cultural onde uma quantidade de indivíduos com uma mesma historia de vida se identificam e outra individual que a pessoa tem seus próprios gostos por uma serie de experiências ou simplesmente por gosto.
Podemos observar construções de uma região onde predomina certo estilo, por facilidade de encontrar tipos de materiais, clima, modo de vida das pessoas (...), fatores que interferem no modo de construir de cada área.
Já espaços arquitetônicos individuais onde o dono prevalece seu interesse a peculiaridade de cada ambiente ou prédio leva um tempero único, mas que não tira à cultural, pois o indivíduo faz parte daquele contexto com suas particularidades. Por isso é possível vender espaços, pois pessoas com um mesmo estilo gostam, mas que depois de apropriada sofrem reformas ou adaptações por mobiliários e coisas pessoas para se ter uma identidade arquitetônica.




http://www.youtube.com/watch?v=A9z4B5dapwQ

O indivíduo é a identidade - Neander

Toda arquitetura é referência de alguma identidade, até mesmo uma edificação sem nenhuma pretensão de interagir o usuário com o ambiente habitado.

Identidade será constantemente criada e recriada pelas pessoas que se inserem no espaço, tanto público quanto particular, temporal, permanente e etc.

Na maioria das vezes não depende exclusivamente do edifício, a diferença está na intenção do projeto, quando o profissional dedica-se no sentido de priorizar ou fazer, com que alguma identidade seja adequada à concepção arquitetônica.

Vale destacar que a experiência é potencializada pelo usuário, funciona com mais autenticidade quando o arquiteto busca cercar-se de informação e estratégias que busquem o caminho de intermediação, onde o individuo pode se reconhecer ou criar seus próprios códigos de comunicação e convivência, por exemplo, dentro de um corpo coletivo; que é a arquitetura.

Identidade de quem?

Atualmente vivemos em uma sociedade que muitas vezes não tem identidade própria. Se olharmos no passado, as construções eram feitas de acordo com a tecnologia, materiais e contexto em que eram inseridos, como exemplo, na época medieval. As edificações eram feitas para atender demandas exclusivas e necessidades reais.
Em uma época mais próxima, grandes arquitetos, como Tadao Ando, se destacaram na maneira em que os seus projetos eram pensados, os materiais usados e as sensações que eram causadas no espaço, nem sempre utilizando o mesmo contexto de seu entorno, mas uma forma característica em que eram executados. Nesse caso, essa maneira de fazer arquitetura se torna característica dele. Essa é a fachada de um de seus projetos, a Row House, Sumiyoshi, Osaka, do ano de 1976.
Popularmente falando, nós projetamos edificações com detalhes peculiares de nossos clientes. Muitas vezes seus pedidos, sonhos, uns nem tão compatível com nossa realidade (aquecedor interno, em nossa região) não são executados. Muitos desses sonhos foram baseados no que eles (clientes) já viram. Pedidos como: quero um gradil com pastilhas, como nesse projeto, ou minha cozinha tem que ficar como a da novela. Esse seria o momento para que essa moradia tivesse a identidade exclusiva do cliente, mas sempre são inseridos "pedaços" de outros lugares em nossos projetos.
Outro ponto é o arquiteto falar que certos sonhos não são possíveis, mas tento justificativa para exlicar o porque. Geralmente as demandas são diferentes. Acho um pouco difícil de um arquiteto que não seja famoso ser conhecido por sua maneira de projetar. Claro que certos elementos podem semre estar presentes em seus projetos, mas como a demanda, cliente, entorno, materiais e outros fatores nem sempre coincidem, não se tornam um ponto marcante de um arquiteto.

O que seria uma arquitetura com identidade?

A arquitetura se constrói pela soma de vários fatores, dentre eles podemos destacar formas, texturas e materiais, fatores estes capazes de diferenciar projetos de acordo com suas necessidades e formas.
Diante dos fatores acima qual será a identidade de cada arquiteto? No meu ponto de vista os projetos de hoje remontam uma identidade repetitiva, ou seja, um copia do passado do que deu certo, faltando criatividade para o novo.
Como exemplo podemos citar os edifícios com “fachadas de vidros”, que foram criados por Mies Van Der Rohe, em Lake Shore Drive Chicago no inicio dos anos 50, que representa um marco de tecnologia e modernidade, técnica esta que vem sendo aplicado desde então, até a data de hoje sem levar em conta nenhuma identidade no projeto com a técnica e sem nenhuma criatividade para o desenvolvimento da sua própria identidade.




Edifícios Lake Shore Drive, Chicago.
Pois bem quando olhamos um edifício com fachadas de vidro, não notamos muitas vezes que ele não foi pensado de acordo com seu entorno, o clima da região, sendo uma apropriação inadequada à realidade do local, usando assim em contrapartida ar-condicionado e brises.

Um bom exemplo que nos mostra que é possível sim, estar fazendo um projeto de acordo com identidade do local é o edifício Montolin, projetado nos anos 80, que corresponde à realidade do local, ou seja, Leva em conta suas particularidades. Devido à alta temperatura de Santiago (33 graus de latitude sul), possui fachadas diferentes de acordo com a orientação das necessidades de proteção da luz solar. A fachada norte, por exemplo, é que mais recebe luz solar por isso é protegida por uma treliça, que serve de apoio a trepadeiras durante o verão, quando se necessita de sombra, sendo que as mesmas quase desaparecem no inverno onde a necessidade da sombra diminui devido à menor intensidade dos raios solares.

Edificio Montolin, fachada norte.
Por tanto cabe ao arquiteto criar um espaço habitável que leve em consideração todas as particularidades do local, a fim de se criar um identidade com o mesmo e não apenas copiar idéias passadas com a intenção apenas de recriar projetos que levem em conta somente suas aparências.




Maio 27, 2009

Arquitetura e identidade + Sustentabilidade

Arquitetura e identidade + Sustentabilidade
Em relação à identidade, descreveremos um edifício verbalmente. Se ele possuir identidade clara poderá ser descrito suscintamente, como o prédio do antigo Ministério da Educação e Saúde, no Rio de janeiro, um dos objetos fundadores da nossa arquitetura moderna. Quanto mais palavras se necessita para descrever um edifício, menos identidade esse possui. Essas identidades são relativas à qualquer obra arquitetônica, sua forma, função, quem as projetou e etc.
Por outro lado, fico imaginando que, existe uma identidade nas arquiteturas que se preocupam com a sustentabilidade. E a sustentabilidade é alcançada quando o arquiteto tem consciência de que a arquitetura não é eterna, que uma edificação não dura para sempre e que as cidades mudam, assim como nos. Não durando para sempre, a edificação tornar-se-á entulho, lixo. Portanto, a identidade da arquitetura esta estampada nas edificações que empreguem tecnologias que permitem o reaproveitamento dos materiais provenientes da demolição em outras construções e a justificativa econômica, alem da ambiental, para tanto.

Maio 26, 2009

Arquitetura como Identidade do Arquiteto

Arquitetura como identidade do Arquiteto
Até que ponto é vantajoso que um arquiteto seja reconhecido pelas características de suas obras? Tal resposta talvez só possa ser dita por profissionais que definem seu padrão e expõe apenas seus próprios gostos e certamente constrói sempre para si mesmo.

A arquitetura como identidade do arquiteto inibe muitas das vezes a criação de algo novo, o arquiteto se isola e nunca se dispõe a colher informações e novos conceitos regidos por uma sociedade eclética e em constante modificação. Muitas das vezes esse arquiteto é reconhecido não pelas características da obra, e sim pelas técnicas utilizadas, que talvez seja um ponto positivo em termos de identidade.

Criar espaços seja talvez a função do arquiteto, mas quem dará identidade ao mesmo seria o cliente, o verdadeiro desfrutador do ambiente. A união do conhecimento e técnica – arquiteto – e de vontades e desejos – cliente – resulta em uma arquitetura com conceito e características pessoais, se tornam obras habitáveis.

Maio 20, 2009

...

“A idéia da cadeira de Ron Ared que se torna uma blusa mostra como uma coisa pode se transverter em outra.” [Aline Meroto]

A cadeira Ron Ared é exemplo perfeito do desespero modernista (e até contemporâneo) de se atribuir outras funções as coisas transformando-as em coisas algumas alguma. E o resultado final e que não temos uma blusa e nem ma cadeira. Sejamos sensatos...

Um canivete, que também é alicate, diversas ferramentas, chaves e até palito de dente eternizou uma marca e foi cânone da multifuncionalidade dos novos tempos. É bem aceito e funciona. Ponto. Mas antes de se chegar as 50 funções (Lâmina grande, lâmina pequena, abridor de latas com chave de fenda, abridor de garrafas, desencapador de fios, chave de fenda grande, lente de aumento, chave Philips grande, tesoura, alicate com chincrador e cortador de fios, descamador de peixes com removedor de anzól, régua em centímetros e polegadas, serra de madeira, serra de metal com lima de metal limpa unhas e lixa de unhas, gancho, chave Philips pequena, formão, punção com furo para costura, caneta esferográfica, mini chave de fenda, argola, palito pinça, sacarolha, chave de boca 4 mm, chave de boca 5mm, suporte para chave de boca, suporte para bits, bits pozidriver 0 e 1, bits chave de fenda 4 mm, bit Phillips 2, bit torx 8, bit chave 10, bit chave 15, ajustador de DIP switch. Peso: 350 gramas – tudo em 91 mm), é necessário uma atribuição inexorável as necessidades humanas: a aceitação.

Ninguém é tachado de professor pardal ou Inspetor Bugiganga por portar uma ferramenta tão valiosa. Mas eis que o a necessidade de se inovar e a falta do que fazer dos arquitetos sempre nos surpreende. E o resultado é: a cadeira de Ron Ared.

Outro exemplo de trabalho versátil, que combina flexibilidade e interatividade do corpo com peça de vestuário é o 9 peças, vestido desmontável e recombinável a partir de 9 peças, trabalho da Natacha Rena para projeto especial da revista Casa Cláudia.

“Na imagem podemos concluir, que a cada estética inovadora de um objeto, desde uma simples cadeira, ou uma mesa e assim por diante, o mesmo se desenvolve de acordo com a necessidade de um ambiente” [Gleisne]

Admiro a maneira como os ambientes se transformam para se adequar as necessidades humanas, mas alguém estava incomodado com o acento das cadeiras? Ou com as blusas muito longe da mesa?! É neste ponto que vislumbro uma linha tênue. É neste ponto é que separo o gênio do louco.

Maio 18, 2009

TEMA 6

"Arquitetura e Identidade". (Data limite para postagem: 28.05.2009)

Maio 17, 2009

Super versatil

O que é prático e versátil? Para que tudo possa ser multifuncional e não cai no vencimento, como as cadeiras Barcelona de Mies Van Der Rohe, que sempre está ai firme, como essa cadeira de Ron Arad de grande versatilidade.
O funcionalismo vem com essa mistura de cores ao contrario da cadeira Barcelona modernista e também atraente, podendo as duas ser sempre atuais desde que sejam identificadas pelo usuário contemporâneo.

Nada convencional

Sofá para a sala de estar, fogão para a cozinha, vaso sanitário para o banheiro, cama para o quarto, roupa para o corpo.

Devemos tirar essa formação concreta e direta para assim geramos novas formas, levando em consideração a importância das possibilidades de uso na atualidade e da criação de objetos multifuncionais, o que para a arquitetura seria a criação de espaços que possibilitem ambientes difersificados, ou seja, espaços que podem ser realizadas várias funções diferentes, o que vai contra o modernimos que trás a idéia de funcionalismo em que cada espaço tem uma finalidade única.

Podemos ter comodidade, conforto, ou utilidade sem que esses espaços sejem fixos, pré-determinados e duramente moldados, devemos deixar flexibilidade e novas utilidades para todas as áreas, gerando uma versatilidade e integração entre o usuário e o espaço, possibilitando novos usos e saindo assim do convencional.

POR UMA ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA

A utilização dos espaços no decorrer do tempo vem sofrendo modificações cada vez mais freqüentes. Nos tempos atuais ainda ocorrem tais mudanças e espaços construídos há algum tempo acaba por se desatualizar.
É importante que nos atentemos para a conformação de uma arquitetura que não “engessem” a sua utilização, mas pelo contrário, que abra um leque de possibilidades para o usuário.
O mercado imobiliário está cada vez mais denso nos centros urbanos, onde a procura por casas de aluguel está cada vez mais presente. Uma arquitetura com espaços multifuncionais contribuem para a satisfação de públicos distintos que passam por um mesmo imóvel, podendo atender demandas distintas de famílias distintas com hábitos também distintos.
O conceito de que o público deve se adequar à arquitetura está ultrapassado além de ser um pouco cruel. Ao contrário disso, nós arquitetos temos o dever de fazer com que a arquitetura tenha plena capacidade de receber o usuário e de se adaptar ao seu modo de viver e de morar.
Paredes em excesso acabam por encarecer a construção e cria uma imposição quanto a sua utilização pelo nosso público alvo. Ambientes conjugados satisfazem financeiramente o empreendedor e funcionalmente o público do mercado imobiliário.
Móveis que se adaptem a esse estilo de morar também podem ser criados, podendo sofrer mutações quanto à forma e ao uso. Móveis esses que também podem fazer parte do portifólio de nós arquitetos, expandindo ainda mais o nosso mercado de trabalho.

Mobilidade Ativada

Mobilidade ATIVADA
Ao contrario da maioria dos móveis concebidos pela arquitetura moderna, a cadeira contemporânea Ripple, de Ron Arod, persiste em postar sua verdadeira função: ser móvel.
Tal mobilidade permite uma criação de novos espaços caracterizados como efêmeros e condutores de uma imensa importância para o contexto de uma cidade contemporânea, compondo um sistema de vida flexível e multifuncional.
A vida da cidade é cada vez mais afetada (tanto de forma positiva quanto de forma negativa) pelo excesso dessa multifuncionalidade e flexibilidade em espaços públicos e privados através do mobiliário. Tomando como exemplo claro o ato de não diferenciarmos em uma residência a área de trabalho e a área de estar graças à mobilidade cedida pelos móveis que regem a função do espaço.

Versatilidade e Forma

Versatilidade e praticidade são conceitos muito presentes no discurso de muitos arquitetos, que em tempos contemporâneos precisam ser inovadores.
Mas o interessante é que apesar do discurso formalista e que às vezes ate impressiona, algumas posturas que diríamos humanas não são determinantes se a forma prejudicar a estética.

Quando vemos algo tão arquitetônico como essa cadeira de Ron Arad, percebemos o quanto à versatilidade podia estar presente “na forma” arquitetônica de uma maneira singela, amplamente funcional e perfeitamente resolvida esteticamente.

"............................................"

As cadeiras ripples me remetem ao pensamento de como as coisas hoje começaram a ser multi-funcionais,fico a pensar em toda essa ideia de funcionalidade .Aparelhos eletronicos para diversos fins, carros com diversos tipos de combustivel e todo esse blablabla que envolvem questoes de funcionalidade.Essa figura só me levou a ter um alto teor de pensamento e questionamentos , de como nos enquanto arquitetos nos propomos a viver essa nova experiencia, ou ate mesmo , ate onde nós possibilitamos que os projetos desenvolvidos sejam assim inovador. Nao digo que em questoes de funcionalidade discutida desde dos tempos de le corbusier,ou sera que o termo funcionalidade se aplica apenas nas disposição dos moveis e espacos das habitacoes? As coisas parecem parar no tempo, ou sera que nos mesmo que o paramos?Por fim, “paro” e fico a pensar em como fazer com que meus projetos possam por assim dizer.......ser visto como um tal ripples.

Modelo nada convencional

Belo, criativo, inovador, colorido e conceitual.
Estas são características que diferenciam o produto, o tornam atraente e seduzem a todos. A cadeira criada por Ron Arad para a Moroso recebeu uma nova roupagem assinada pelos estilistas Dai Fujiwara e Issey Miyake (um dos nomes mais importantes da moda japonesa). O objeto alia estética e funcionalidade, mistura materiais, formas e cores, na busca incansável por objetos únicos, mas multifuncionais. O tecido proposto pelos estilistas não somente revestem a cadeira como também se transforma em roupa, a fim de dar nova personalidade ao objeto, possibilitando uma diferente releitura para um móvel já existente, agregando diferentes usos e o tornando um modelo nada convencional de cadeira.

Diversidade nos espaços+Multifunção

Na imagem podemos concluir, que a cada estética inovadora de um objeto, desde uma simples cadeira, ou uma mesa e assim por diante, o mesmo se desenvolve de acordo com a necessidade de um ambiente. O seja, quando moramos numa grande cidade, talvez sua casa ou apartamento tenha dimensões bastante reduzidas. Por causa do crescimento da população urbana, os espaços foram se dividindo e encolhendo para poder abrigar mais pessoas em áreas menores. No passado, as famílias tinham à disposição um terreno espaçoso para construir grandes casas com muitos cômodos, cada um destinado a uma determinada atividade. Copa, sala de jantar, sala de estudos, escritório, despensa, lavabo, quarto de bagunça, hoje as coisas já mudaram, as casas passaram a sofrer alterações profundas e sofrendo com falta de espaços. Assim para se dispor de um ambiente multiuso para tornar todas as suas atividades possíveis, o moveis multifuncionais atendem essa demanda, ou seja, com a falta de espaços um “objeto”que simplesmente funcione como dois ou três acaba sendo favorável. É também uma maneira em que a arquitetura acaba propondo uma relação do espaço com o que foi inserido nele. Na maioria das vezes um móvel apesar de obter uma estética rica em designe, o mesmo oferece essa mulifunção, que acaba não sendo percebida por todos.

Multiuso





A idéia da cadeira de Ron Ared que se torna uma blusa mostra como uma coisa pode se transverter em outra. A multifuncionalidade das coisas tem ganhado espaço e uma proporção, ja que cada vez mais temos menos espaço fisico, para quardar todos nossos objetos.
Outro exemplo bom de multifuncionalidade são os MP's, que hoje acredito ja ter chegado no MP9(a tecnologia anda tão rapido q nao da tempo de acompanhar tudo) é celular que tem radio, televisão, pendrive, GPS, camera digita, filmadora, internet entre outras coisas. Mas a contenção de espaço de varios eletronicos em um unico aparelho com tamanho pequeno para atender tantas funções, facilita a vida que esta cada vez mais corrida e demanda lembrar de tantas. Ajudando a ter uma serie de informações, dados e produtos em um so objeto com uma mobilidade pratica.

Maio 15, 2009

Espaços multifuncionais

A demanda por espaços multifuncionais vem crescendo a cada dia, uma vez que estes espaços estão sendo consolidados para abrigar cada vez mais pessoas e assim possibilitando o uso de áreas menores, devido ao crescimento da população urbana.
A idéia de varias áreas distintas para abrigar a copa, sala de jantar, sala de leitura e sala para receber visita, vem perdendo cada vez mais espaço para áreas com destinos variados, multiplicando-se as salas com destinos variados, por exemplo, tornando-se Home – Theater e assim possibilitando a diminuição de cômodos. A copa e a cozinha são integradas em uma única copa-cozinha, através de uma bancada comum, facilitando assim a circulação entre os cômodos entre o preparo e a hora de servi.
De maneira geral a maioria das pessoas preferem ambientes individuais e independentes para realizar suas tarefas, mais hoje em dia já é possível com certa harmonia ciar espaços multiuso, em que possa realizar funções diferentes em um mesmo espaço.
Uma das maneiras possíveis de se criar tais espaços multiuso com certa harmonia é usar moveis dinâmicos e de fáceis movimentações, como mesas que aumentam e diminuem de tamanho, diminuindo ou aumentando seu espaço de acordo com a necessidade, moveis com rodinhas o que facilita sua movimentação e assim se pode modificar esse espaço de maneira rápida e pratica de acordo também com a necessidade.
Desta maneira através dos moveis e objetos, podemos diversificar os ambientes, criando assim ambientes multifuncionais, possibilitando a multiplicação dos espaços, em uma época que com o crescente aumento da população cada vez possuímos menos espaço para nossas construções.

Maio 04, 2009

TEMA 5

Habitem esta imagem, meus caros. Explorem possibilidades...
Data-limite para postagem deste tema prorrogada para 17/05.

Abril 30, 2009

Comunicação

O edifício apresenta uma situação onde as pessoas (usuários) experimentam uma relação com o espaço edificado diferenciado, através da tecnologia inovadora, e também uma relação entre homem e máquina. Acontecendo, com isso, uma experiência relativa, a surpresa; ou seja, não se trata da convivência comum, e sim de uma relação onde o encontro é formado por elementos da própria comunicação inserida no museu. Com seus projetores, a arte, os curadores e visitantes criam um diálogo.
Tal tecnologia se insere no contexto desta comunicação, onde os indivíduos se interagem no meio tecnológico.

Tecnologia e Dia a Dia

Atualmente, o uso da tecnologia vem se disseminando de maneira pandêmica. De um simples relógio digital a evoluídos satélites, são fundamentados em tecnologias, que outrora, era um sonho. Sonho que já foi representado em filmes e desenhos, como “Os Jetsons”.

Tal sonho já pode ser encontrado em prédios que, com sistemas avançados, controlam desde iluminação, temperatura, luz, etc. Só que esse conceito, mesmo estando presente entre nós, ainda é distante para a maioria. Esses sistemas trazem benefícios e praticidade para o dia a dia, mas em contra partida, tem custo elevadíssimo.

Estamos cercados por toda essa tecnologia, mas ainda construímos como no século XX, ou anterior, seja por vontade, mercado ou falta de acesso. O que não podemos negar nem criticar são o fato da tecnologia fazer parte de nossa vida e, sem ela, não seria possível fazer nem a metade do que fazemos em tempo hábil.

Como tudo na vida, tem que ser de bom senso e uso, seja individual ou coletivo, o uso da tecnologia.
Como já dito, faz parte de nosso dia a dia. O opcional é tratar-lhe como ferramenta de trabalho ou ser dominada por ela, usando como meio de mostrar algo que realmente não somos.

Vírus na Arquitetura

Essa arquitetura intitulada como “tecnológica” para tecnologia, para mim é mais uma arquitetura virtual que não passa de uma experimentação 3d, lógico que com sua contribuição positiva para discussões , mas que não é algo construtivo, nem hoje e nem em 2050. Acredito na tecnologia sim, mas a arquitetura vai além de aparatos tecnológicos aplicados à alma do edifício, perpassando por peculiaridades como: cultura local, custo, usuário, etc...

Ao analisar o projeto de Diller Scofidio: Eyebeam Museum of Art and Technology, vejo o quanto o pensamento arquitetônico contemporâneo e a gênese de conceitos correlatos, como o referente aos chamados “Edifícios Inteligentes” e “Edifícios de Alta Tecnologia”, tem forçado e levado arquitetos a cometer delitos com seu poder formalizador, produzindo espaços virtuais esteticamente bem resolvidos, mas sem uma resposta ao outro ou a coisas como: quem vai construir quem vai usar esse espaço, etc. (afinal projetamos para quem?).

Penso que a arquitetura tenta e deve recuperar valores como o entorno, o urbano, a consciência social e ecológica. Valores esses que estão muito além do simples uso da tecnologia em si.
Longe de pretender apontar o que é certo ou errado, o ponto que destaco nesse argumento é o quão danosa pode ser a relação automação/arquitetura, quando esta última é suprimida por equipamentos de alta tecnologia.
Deste modo, pretendo indicar, senão o rumo exato ao menos a direção para que edifícios realmente inteligentes possam vir integrar a realidade arquitetônica no cenário nacional e internacional.

O edifício tem prazo vencimento, data de validade?

O edíficio tem prazo de vencimento, data de validade? como disse Frederico Canuto.

"’A forma [arquitetônica] será gerada, ao invés de desenhada’ Njiric+Njiric Arhitekti. A profissão de arquiteto/urbanista se encontra fortemente vinculada tanto ao poder público quanto ao privado, sendo profundamente arraigada a uma função de espacialização no espaço social do capital, desde sua estrutura e superestrutura atingindo e moldando, consequentemente, a própria experiência estética da cidade.” (Frederico Canuto).

O edifício Eyebeam Museu de Arte e Tecnologia é um projeto contemporâneo de espaços flexíveis. Abriga varias possibilidades de interagir e transformar ambientes, tornando-o em espaços multiusos com alta tecnologia e desenvolvimento em todos os meios.
O projeto do edifício vem apontar uma crítica indireta em relação à arquitetura, que por sua vez, pode ser considerada ainda em um processo lento de modernização.
Como construir uma casa no interior da Inglaterra de forma contemporânea e não Georgiana? Em meio aos preconceitos Britânicos com o modernismo, minimalismo ou algo inovador, como propor sair da síndrome de estojo de Walter Benjamim?
A resposta talvez poderá ser dita através de Diller & Scofídio que expõe claramente em seu projeto a contemporaneidade de uma ligação e(ou) influência da tecnologia. Mas ainda continua em aberto, a idéia de que um dia o prédio poderá ter seu prazo de validade ofuscado por NOVAS necessidades.

Tecnologia e espaço

As novas tecnologias desenvolvidas vêm transformando, constantemente os espaços onde moramos e influenciando cada dia mais a nossa vida, trazendo inúmeros benefícios para o nosso dia-a-dia, entre eles conformo e modernidade.
As transformações destes espaços podem ser notadas desde as antigas paredes de alvenaria, até as atuais torneiras totalmente automatizadas, que reconhecem o rosto do usuário, memorizando a temperatura da água da água predileta do mesmo, equipamentos que ajudam os moradores a fecharem e abrirem as janelas de suas casas por comandos via telefonia celular, tendo sensor de chuva e luminosidade.
Aparelhos sem fios são a auge do momento, sendo que fios se tornaram coisa do passado, daqui a pouco, todo mundo conseguira ligar seus equipamentos eletrônicos sem ao menos precisar ler os manuais.
Portanto a casa se tornará mais espaçosa, mesmo tendo seu ambiente aproveitado ao máximo, haverá muitos equipamentos ao redor, mas todos discretos e sobrepondo uns aos outros, TV, computadores integrados, todos programados de acordo com os horários de seus usuários e suas preferências.
Diante do advento de tantas tecnologias, será que com o passar do tempo os equipamentos vão conseguir acompanhar a mudança de humor, ou seja, a subjetividade de cada pessoa também?




Espaço é o tempo!

Sem duvida o papel do museu é indispensável para o conhecimento da sociedade, mas com a tecnologia é preciso rever essa forma de colecionar. Com o tempo cada vez mais se tem mais coisas pra se guardar e onde e como manter esse monte de informações e materiais?
A arquitetura de museus precisa evoluir e apresentar novas soluções para se adequar de melhor maneira de acompanhar a tecnologia.
O Eyebeam Museum of Art and Technology, Nova York, EUA · 2001 é um museu que vem com toda essa inovação tanto em forma de projeto,quando vem com todas aquelas curvas e suspenso mostrando total tecnologia,mas também na sua maneira de arquivar as coleções em vídeos e imagens em 3D, mostradas virtualmente onde não se ocupa espaço físico. Um espaço de ciência, educação e arte para os visitantes vivenciarem de maneira inovadora toda a tecnologia que esta cada dia superando as espectativas.

Edifícios que comunicam - Neander

Sobre o Museu de Arte Moderna e Tecnologia Eyebeam
Diller & Scofifio

Fibra ótica, projetores, rede elétrica, wirelles, display e sensores diversos, serão aqui considerados equipamentos fundamentais para garantir a funcionalidade de espaços contemporâneos, no caso da obra analisada, trata-se de uma abordagem levada ao extremo – ou nem tanto – da implantação desses agentes em um edifício, por exemplo. Por que por exemplo? Poderíamos dizer que não se trata de um edifício? Como os que conhecemos; poderia ser este edifício classificado em um outro segmento de espaço coletivo?

Observo o edifício do museu como uma rua, uma praça, uma via qualquer, onde a ausência de equipamentos para inserção do corpo humano é um vazio que funciona como área livre para as práticas que cada individuo queria exercer ali naquele espaço. É claro que essa intenção de ação sempre será determinada pelos equipamentos oferecidos, porem esses equipamentos citados acima se apresentam de uma forma invisível, camuflada, e que a cada dia se afirmam como importantes ferramentas de comunicação.

Se formos criar uma classificação para o Museu de Arte Moderna e Tecnologia Eyebeam, diríamos que se trata de um edifício plataforma – ou algo do tipo – uma edificação micro regional, uma espécie de bairro vertical, repleta de áreas vazio, com seus equipamentos invisíveis preparados para dar ao usuário, seja ele quem for, em qualquer dia do ano e horário, em qualquer língua ou dialeto.


Neander Sathler Andrade

Abril 29, 2009

Espacos "Camaleônicos"

Por muito tempo a arquitetura foi pensada baseada em formas e funções, mantendo assim uma rigidez nos projetos. Os programas pré-estabelecidos de fato só serviriam para os espaços aos quais a eles foram designados. E esses espaços deveriam de fato abrigar apenas esses programas fazendo com que o corpo habitante se adapte ao que foi conduzido. Com um crescimento constante da tecnologia, a arquitetura de fato foi absorvendo o que foi chegando. O corpo deixou de “ser um mero expectador” para se torna peça fundamental na produção dos espaços, como disse nosso amigo louco “a concepção da arquitetura hoje deve partir do momento em que o corpo e o modo de vida passam a ser a estrutura primordial da vida contemporânea. O museu Eyebeam Museum of Art and Technology de Diller Scorfidio e Renfro traz toda essa idéia de uma arquitetura high tech. O edifício faz com que a tecnologia se mescle ao uso dos espaços, gerando assim conformações inusitadas. High tech não só nos materiais, high tech na proposta de como o individuo utiliza os espaços. Por fim, podemos não ter acesso a essa tecnologia, mais podemos pensar de tal forma como o museu foi pensado, mesmo que seja em pequena escala ou ate mesmo em pequenas coisas. Mais de fato hoje os espaços não podem simplesmente ser projetados apenas para uma função somente.

Um futuro incerto


O que seria das invenções como um todo se os homens não tivessem em busca de desafios, tentando a todo o momento propor o “novo”?

Ao analisar o projeto Eyebeam Museum of Art and Technology de Diller Scorfidio e Renfro percebo que os desafios constantes de um homem “inquieto” também ocorre na arquitetura. Confesso imaginar a execução de tal projeto somente daqui a 20 anos, talvez pela sua complexidade, mas também por acreditar que ainda não tenham desenvolvido uma tecnologia semelhante a utilizada no projeto. Mesmo com todas essas incertezas é possível hoje em dia cruzar uma rua e depararmos com projetos tão complexos e tecnológicos, e que talvez não tão cedo fosse possível sua execução a meu ver. É por isso, que tamanha velocidade no surgimento de novas tecnologias de construção me assusta um pouco.

Mas afinal, essa velocidade é um problema?

Acredito que não, uma vez que esta busca é resultado da incerteza do futuro. E ela possibilita não somente novas formas de projetar, mas de vivenciar o espaço.

Flexibilidade + Adaptabilidade

Flexibilidade + Adaptabilidade - Referência: (edifício Eyebeam Museu de Arte e Tecnologia, projetado por Diller & Scofidio)

À arquitetura nos dias atuais deve de ser pensada visando a tecnologia, que já se tornou fonte principal em relação a comodidade, flexibilidade e adaptabilidade. Pensamos na arquitetura de forma fixa, um edifício construído para durar, problematizando assim aos usuários de apartamentos de grande edifícios, onde não se podem adaptar nada além do que foi projetado. Não há espaços remanescentes aos que seja possível recorrer para crescer. Neles não existe a possibilidade de incorporar a causalidade temporal porque tudo está tão rigidamente disposto que tentá-lo significaria destruir paredes ou divisórias nem sempre possível devido ao projeto estrutural. Os imprevistos, mas não só eles também as exigências que vão sendo estabelecidas pelas transformações naturais da vida e quase manifestam em silêncios, solidões e abandonos, tudo é resolvido com mudanças.
Com o momento acelerado da tecnologia, a arquitetura passa de forma a ser efêmera, devido a flexibilidade que o ambiente há de receber, para prováveis mudanças futurísticas. Estamos numa era onde os projetos estão muito presos nessa questão, muitos não atribuem o envolvimento da tecnologia com o edifício projetado. Muitos materiais novos, que trazem uma descendência de material antigo, estão se tornando peças aceitáveis em questão de lhe dar com a flexibilidade, como no caso do edifício de Diller & Scofídio, Eyebeam Museu de Arte e Tecnologia.
A vida é cheia de imprevistos, de modo que toda antecipação temporal demais rígida a condiciona e paralisa. Formas de habitar e de viver atualmente enfrentam as transformações intensas que as comovem existencialmente. A globalização, a internacionalização da economia, o acelerado desenvolvimento da tecnologia, levaram mudanças profundas. Às novas configurações familiares, à mudança do perfil e os novos papeis desempenhados da mulher, a tendência do trabalho remunerado realizado em casa e a profusão de novos equipamentos, tecnologias e mídias domesticas tem contribuído para a mudança do habitar em décadas recentes. Como seria fazer uma arquitetura capaz de adaptar-se aos imprevistos e respeitar, ao mesmo tempo, o costume; costume que tinha permitido ao morador da habitação escolher seus lugares e estabelecer com eles uma relação empática?
O edifício Eyebeam Museu de Arte e Tecnologia, projetado por Diller & Scofidio, trata-se dessa arquitetura efêmera, onde todos os componentes do projeto auxiliam para uma mudança futura. Existe um alto grau de flexibilidade nos ambientes, que são adaptáveis em varias alterações e a equipamentos que possam ser inseridos. O edifício acaba por ter uma forma de fita, que na verdade, seriam divisas entre os diferentes ambientes, e uma forma de acolher a parte elétrica e outros subsídios que poderão ser transformados de acordo com o tempo. Uma forma preparada para receber possíveis adaptações, onde se tratam de encaixes flexíveis e adaptáveis às outras propostas futuras.
Gleisne

...

Qual o papel da arquitetura hoje perante as constantes alterações da tecnologia?

Aqui ponto o usuário se torna concepção para uma arquitetura capaz de adaptar a uma sociedade modelada pelas novas tecnologias?

Essas são as novas preocupações e investigações do arquiteto ao observar, que cada vez mais, a tecnologia e o usuário se adaptam a necessidade de novos espaços arquitetônicos. Que sejam flexíveis, versáteis, recicláveis e interativos.
O corpo passa a ser então determinante na concepção do espaço em relação às novas
tecnologias. Espaço ao qual não pode ser mais rígido e funcional.
Segundo Benjamin, o aparelho perceptivo não pode ser compreendido apenas pela perspectiva ótica, pela contemplação. É preciso perceber, ainda segundo ele, o papel da recepção tátil, através do hábito.
A concepção da arquitetura hoje deve partir do momento em que o corpo e o modo de vida passam a ser a estrutura primordial da vida contemporânea. Assim como a tecnologias que trabalha em função do corpo e sua interatividade com as novas ferramentas e mecanismos.
Há curiosas provocações como o Eyebeam Museum of Art and Technology, em Nova Iorque. O trabalho de Diller Scofidio baseia nas relações entre os espaços e os usuários que se tornam mais complexas quando um laço de fita flexível que separa e define produção (oficinas e ateliês) e apresentação (museu e teatro). A fita é constituída por uma superfície de duas camadas de painéis leve removível que permitam um acesso fácil à informação e à manutenção elétrica em qualquer parte do edifício, permitindo a flexibilidade com as novas tecnologias.

Abril 25, 2009

Flexibilidade nos Espaços Tecnológicos

Flexibilidade nos ESPAÇOS tecnológicos
Ao se pensar arquitetura, associamos rapidamente em algo fixo, estável e durável, mas para um acompanhamento irracional da tecnologia mundial deve-se alterar tal conceito. A arquitetura passa cada vez mais a ser flexível com possibilidades de alteração, resultando em uma arquitetura efêmera – temporária, cuja sua forma e função alteram a cada segundo.
Um resultado negativo de tanta flexibilidade é um choque entre pessoas, tecnologia e espaços. Pessoas, não processam uma variação contínua de rumos e sentidos do seu cotidiano, logo, com a tecnologia, a mesma ultrapassa possibilidades de enxergar um espaço, senti-lo habitável, ou se quer aconchegante. A rapidez em que se faz e desfaz espaços impossibilita uma reação tranqüila e cômoda a seus praticantes.
O edifício Eyebeam Museu de Arte e Tecnologia (projetado por Diller & Scofidio) acompanhou um processo de tecnologia futurista, deixando espaços flexíveis para um crescimento repentino de sua função. Sua forma segue um mesmo raciocínio de avanço tecnológico.
Diferente de um projeto em grande escala – como foi citado, pessoas adaptam o mesmo raciocínio em seus apartamentos de 40m². Televisões de última geração estampam pequenas paredes que em um mesmo espaço se tornam três ambientes diferentes, uma diferença de tempo e ação caracteriza o cenário.
A arquitetura até então rodeia em um crescimento delongado ao se comparar com o avanço tecnológico.

Abril 20, 2009

SEM COLHER DE CHÁ

Gente,
Por favor, não postem textos que estejam fora da data limite estabelecida em sala de aula. Não há a menor chance de consideração de atrasos, como bem já conversamos... Prazos e responsabilidade são parte do processo de avaliação da disciplina. Aproveitando o ensejo, lembro que o último dia para a postagem do tema 4 é dia 30/04/2009.

Abril 07, 2009


“O mecanismo psíquico do esquecimento” Freud


E quando uma palavra lhe falta!
Há de se pensar que é uma mera coincidência.
Mas o fato é que as correlações do inconsciente com o esquecimento sempre remete as situações mais desconfortável.
E é sempre a melhor técnica para lembrar o nome que falta a boca é não pensar nela.
De um modo geral os vários fatores que envolver a perda da memória são justificados, mais cedo ou mais tarde. É a possibilidade de esquecer que torna possível a memória de algumas coisas.
O esquecimento tem por obrigação ser espontâneo, ou contrario da historia que é objetiva, e tem diversos métodos de armazena e preservar.
Se quisermos esquecer alguma coisa, a melhor maneira é deixar o tempo passar, dormir, fazer coisas noutro lugar, sem segundas intenções e aleatórias.
Dificilmente uma lembrança de um passado imperfeito será esquecida se ficar sendo o tempo todo forçado a ser posta no imemorial.
Felizes seriamos se tivéssemos controle tanto como julgamos ter, de todas as coisas, como do esquecimento.
Assim como no filme, (Eternal Sunshine of the Spotless Mind
) contratar um especialista para apagar todas as lembranças. Seria como se a historia nunca tivesse acontecido.
Na realidade, talvez o filme inteiro seja uma enorme desculpa para se discutir à superficialidade e a futilidade das relações deste nosso estranho mundo contemporâneo, no qual as pessoas sentem medo de se envolverem e de sofrerem, buscando apenas o prazer nos relacionamentos momentâneo.
Esse mecanismo de encobrimento do desprazer é ativado naturalmente como se estivéssemos um necessidade de lembrarmos do que é bom, ou do que trouxe prazer, e apagarmos o que nos machucou, o que incomodou, ou o que nos trouxer desprazer.

Abril 05, 2009

A memória, a história, o esquecimento.

O tema se divide em três partes:

A primeira parte trata da MEMÓRIA. "Memórias são a chave da arquitetura. Sem elas, não teremos nosso futuro.” (Daniel Libeskind)
A influência da memória pode ser vista em alguns projetos, como exemplo, o Museu Judaico de Berlim, de 2001, do arquiteto Daniel Libeskind, que tornou o arquiteto mundialmente famoso. Sua idéia para essa construção era provocar nos visitantes uma reflexão sobre as conseqüências do Holocausto.

A Arquitetura está constantemente se esbarrando na memória, seja de uma pessoa, uma família, um município, um estado ou de uma nação. A significância da memória se exterioriza através da Arquitetura, mostrando o quão ela é relevante àqueles que a desejam.

A segunda parte trata da HISTÓRIA, que é exatamente o impulsor do termo MEMÓRIA, onde essa não existiria sem aquela. A história amarra componentes, simbólicos ou não, e quando tratamos de memória na arquitetura, é indispensável o estudo e compreensão da história em questão.

A terceira e última se trata do ESQUECIMENTO, que também pode ser fruto de uma arquitetura mal concebida, onde o novo vem para “exterminar” o velho, passando por cima de toda uma história, destruindo algo tão importante de uma nação. A arquitetura deve evitar que a memória e história caiam no esquecimento. Cito novamente o Museu do Holocausto que retrata o extermínio dos Judeus na Alemanha, sendo algo marcante na nação, exteriorizado pela Arquitetura. A história pode hoje ser contada de forma que as pessoas revivam e relembrem o fato marcante ocorrido, tornando parte se seu presente e traçando linhas para o seu futuro.

Abril 04, 2009


Por uma arquitetura efêmera


Arquitetos de todo o mundo,

Façamos da construção algo provisório no espaço,

Deixemos de querer perpetuar nosso ego em edifícios que perdurem além do tempo em que estaremos aqui para vivênciá-los

Deixemos que os espaços, cada vez mais escassos, possam brincar de assumir diferentes funções e formas

Desfaçamos-nos da idéia de arquitetura como espaço construído e mais como recipiente, como espaço onde o homem possa minimamente habitar podendo ser desde um ponto de ônibus a um galpão


E que dizer do equipamento urbano, da iluminação, da publicidade das ruas, que constitui o rosto efêmero, porém mais vivo e mais aproveitado da cidade que hoje quer ser, ela própria, efêmera?Giulio Carlo Argan, História da Arte como História da Cidade

Enfim, deixemos a arquitetura falar mais, escutemos a cidade, entendamos seu funcionamento, sua dinâmica e assim façamos espaços úteis em sua finitude .

Memoria Historia eo esquecimento

Memoria Historia Esquecimento

A quem diga que esquecer é uma necessidade. Que vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa apagar o caso escrito. Necessita abrir espaço para o que esta por vir.
Em arquitetura podemos observar isso muito bem na forma de monumentais centros culturais e de comercio, que para serem realizados, desenraizam a população e descartam a complexa vida cultural local e suas características, dando lugar a áreas desprovidas de estória, olhos próprios e destituídas de motivos concretos para serem utilizadas, transformando se em territórios hostis ao individuo, o qual não se vê mais fazendo parte desse novo processo, pois não lhes traz nenhuma informação alem do mínimo exigido pelo utilitarismo, que o levam do nada a lugar nenhum em termos de espaço humano.
Não entender a valorização desse acervo que é o patrimônio a ser preservado, como uma herança de varias gerações, de sua memória e identidade, é tampar os olhos para o fato de que essas construções refletem o que somos, são “pegadas impressas na alma” por sua significância e representatividade social.
O indivíduo tem que se reconhecer na cidade -“o homem vive na cidade e da cidade, e a cidade não deixa de viver do homem”-, tem que respeitar seu passado e não fazer dela um amontoado de coisas sem sentido O passado conta ao presente como as obras foram produzidas e como passaram a fazer parte de um organismo vivo, em contínuo processo de evolução.
A compreensão tardia da importância de se revitalizar e modernizar o antigo, estabelecer um dialogo entre o novo e o velho, acarreta um processo de degradação e destruição física e social.
“O mundo em esquecimento pelo mundo esquecido. Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Cada orador aceito e cada desejo renunciado.” Alexander Pope.

Memória, História e Esquecimento

“Memória: capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações disponíveis. Segundo diversos estudiosos, é a base do conhecimento, é através dela que damos significado ao cotidiano e acumulamos experiências para utilizar durante a vida.” (Wikipedia)
“História: significa testemunho, no sentido daquele que vê, é a ciência que estuda o homem e sua ação no tempo e no espaço, concomitante à análise de processos e eventos ocorridos no passado.” (Wikipedia)
“Esquecimento: [De esquecer + -imento.]
S. m.
1. O fato de esquecer(-se), de tirar da memória, de perder a lembrança de alguém ou de algo.” (Aurélio)

A história que se vivencia de um lugar, uma pessoa, um momento, uma arquitetura pode transformar-se em uma base pra um acúmulo de experiências do próprio cotidiano, onde a memória torna-se essencial para o conhecimento da mesma, podendo também por consequência de ações ou simplesmente por acaso, essa história ser perdida na lembrança, esquecida na memória.
Como na vida, a arquitetura abrange esses três termos e são evidenciados com o tempo. Até que ponto, por exemplo, deve-se colocar em prática métodos ou até mesmo seguir regras de uma arquitetura estabelecida no passado? Até quando continuaremos trazendo para os dias de hoje ou tentando restaurar a arquitetura de vanguarda? Ou devemos apenas deixar para trás, na memória e entrar no esquecimento?

Arquitetura - A criação do novo e o respeito ao passado

Foto- Lavatório
Foto-Inhotim 2009
Arquitetura - A criação do novo e o respeito ao passado

O passado não é um bom lugar para ficar. Mas, a despeito disso, seria arriscado esquecê-lo, dizer-lhe não e tentar, no presente, construir o futuro a partir de bases “apenas” insólitas, ousadas (?) tendo os olhos voltados para o exclusivamente novo.

É importante valorizar o passado e utilizá-lo como fonte de inspiração e aprendizado. Não estariam nele os valores que formam a identidade de uma cultura, de uma nação? Como não pensar em valores históricos no momento em que, sem desprezar a idéia de uma continuidade, procuramos criar soluções práticas, viáveis e sustentáveis, evitando cometer os erros do passado e adequando o fruto de nossa criação às necessidades mais prementes do homem de hoje? Seria inevitável, portanto, o surgimento de novos conceitos arquitetônicos baseados na memória, na história, na identidade de um povo.

Quantos muros frisados há, ainda hoje, que foram concebidos como nova arquitetura, mas que na verdade, direta ou indiretamente, não passam de imitação do estilo Art Déco! Quantos lavatórios em forma de cuba (uma forma antiga, obviamente) sobre a bancada, quantas construções modernistas estilo Richard Neutra lembremo-nos da Health House (1927-1929), erigidas em diversos países e tantas outras sob influência de Le Corbusier? Curioso: para não dizer modernismo, diz-se minimalismo,... E tudo se transforma. Mas o minimalismo é da década de 60. Olha o passado aí de novo!

O século 21 chegou e ainda estamos andando de carro num trânsito caótico. Então, fica aqui a pergunta: Quando poderemos voar ou atravessar de um prédio a outro sem tocar a calçada?


Espaço em memória + história em esquecimento = Arquitetura Contemporânea

Espaço em memória + história em esquecimento = Arquitetura Contemporânea

Espaços inúteis e muitas das vezes idealizados como centros históricos, tombados pelo patrimônio cultural caem em um conceito repetitivo de preservação da memória de uma cidade ou de algum acontecimento importante.
Ao contrário do que se parece, esses espaços arquitetônicos preservados são repletos de alta tecnologia em seus interiores, caracterizando o século XXI e deixando de lado histórias antagônicas de um passado lento. A modernidade nos centros dos edifícios destaca ainda mais a desnecessidade de preservação de uma cultura retórica e desvinculada as necessidades atuais do praticante do espaço.
Assim como a tecnologia, a arquitetura também deveria carregar consigo apenas uma carga de pesquisas e experimentos, porém com uma forma de reuso e adaptações das melhores formas concebíveis para atender a contemporaneidade.

O tempo passa

Até quando é possível preservar a historia?
Será que talvez o esquecimento não contribua para o inicio de novas historias?
A memória não se faz necessária a partir do passar do tempo?

É em meio a esses questionamentos que me proponho a discutir a real necessidade do tombamento (patrimônio). Uma vez que acredito na possibilidade de uma relação menos pontual (sem ser necessário dizer se este ou aquele prédio é patrimônio) já que todos possuem historias, memórias e alguns esquecimentos ao longo de diferentes anos. O restaurar é complicado pelo fato de estar maquiando somente a estética e não mais toda uma historia vivida. Talvez ficar em ruínas seja importante para que visualizemos as ações do tempo, e talvez assim valorizemos a historia, e por meios de livros, vídeos, textos e fotos, tenhamos conhecimento das historias vividas e assim nos acostumemos com as mudanças ao longo dos anos. É sábio que este é um problema não somente na arquitetura, mas também na estética das pessoas. O medo de um futuro incerto e de uma não existência coloca as pessoas em uma tentativa de paralisação do tempo. A busca constante pelo não envelhecimento só torna mais superficial a relação entre memória, historia e esquecimento, já que o tempo é o grande responsável por esta relação, e sem ele, elas não existirão.

História de uma memória esquecida...

Como tudo em nossas vidas, um dia teve um início, um meio e terá um fim. Ao se iniciar, já fazemos parte de uma história, não no papel principal, mas como um personagem, por estar participando da história de alguém. A partir disso, começamos a fazer nossa própria história, traçando metas, conquistando objetivos, vivenciando espaços e conhecendo pessoas.

Nesse processo, vínculos são criados, pessoas e lugares especiais vão surgindo, se envolvendo, as vezes se completando. Quando nos importam e valham a pena, tais coisas não são esquecidas, mesmo quando distantes. Pessoas partem, lugares deixam de existir dando lugar a novos lugares, mas tudo isso fica na memória. Do mesmo jeito que se vão, que se destroem, pessoas vêm, lugares se constroem, e consigo carregam suas histórias, suas memórias e seus esquecimentos.

O esquecimento pode ser brutal, penoso, triste, mas em certos momentos, o esquecimento é a única e as vezes a melhor solução de uma história que não ficará na memória, pelo modo que se passou...

Assim a vida continua, com novos inícios, meios, e inevitavelmente um fim.

História de minha memória



A memória é um elemento constituinte do sentimento de identidade, tanto individual quanto coletiva (Pollak, 1992, p. 204).

À esquerda de quem observa, há uma nova casa, destacada por pastilhas no muro, ainda em reforma. À direita, uma casa antiga com pouca reforma da época que se construiu o bairro. Na frente uma mata. Adiante, vizinhos antigos, outros novos, cada um trás consigo uma historia guardada em sua memória.
Quem nunca viu um vizinho partindo?
Não é estranho, você tem uma convivência por anos com eles e depois eles partem para outro lugar, um lugar para qual se deseja, e os novos moradores, o que fazem com o lugar já existente que possui toda uma história com vários significados para as pessoas que ali moravam?
Ignoram o espaço preexistente, nega o que já existe e se constrói uma “nova casa”, a qual se almeja deixando para trás as marcas de uma história, de uma vida, porém trazendo novas histórias à rua e aos novos vizinhos.
Com o tempo, novas histórias irão surgir, novos vizinhos virão outros irão, mas levarão consigo suas historias ou se esqueceram delas? não saberei, mas na minha memória todas estas historias ficará.

Justiça ao passado

A memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações, visando o passado construído e transmitido por imagens e representações, já a história seria o testemunho, no sentido daquele que vê, ou seja, à análise de processos e eventos ocorridos no passado, com o cruzamento de dados e fontes diferentes, pois tendem a levam em conta observações que vem do interesse de cada um, e o esquecimento faz com que algo saia da lembrança, gera um bloqueio em fatos e despreza-os, omitindo para preservação ou mérito de determinado lugar ou pessoa.
Na verdade deve ser levado em conta para a análise de uma história quem conta e o que essa pessoa conta, pois a memória está diretamente relacionada com o interesse particular ou coletivo em cada história, havendo assim muitas vezes uma diferença entre a experiência temporal e a narrativa, que pode alterar a representação do passado, não sendo fiel a memória deixando-se levar pelo esquecimento com um propósito prévio. Torna-se assim difícil a relações entre história e memória, pois se tende a conservar ou a apagar elementos do passado que tornam a história verdadeira ou de conveniência, gerando assim dúvidas e suspeitas, pois em parte essa memória é modelada.
A história então se torna termos de uma crítica, de um problema e de conceitos, que ora são alterados ou omitidos, porém deve-se lembrar que a fidelidade e a verdade no momento da memória são fatores fundamentais para representação da história tentando não deixar cair em esquecimento fatos com o dever de fazer justiça ao passado.

Abril 03, 2009

TEMA 4

Pessoal, o TEMA 4 é a obra Eyebeam Museum of Art and Technology, de Diller & Scofidio, projeto de um museu em homenagem a Charles e Ray Eames. Passem o mouse sobre o título da mensagem e acionem o link com o site dos arquitetos.
Um abraço da Flávia.

Março 29, 2009

A memória, a história, o esquecimento.

A cada dia que passa, as pessoas estão ficando cada vez mais longe de suas identidades, esquecendo assim de suas origens, valores, e se perdendo em meios turbilhões de informações, mudanças e “progressos”.
A memória condiz muitas vezes sobre aquilo que de uma forma ou de outra, marcam, seja ela boa, ou ruim.
Quando o assunto é ARQUITETURA, devem ser levados em consideração, fatores importantes, em qualquer intervenção a ser feita. Não se pode chegar a um determinado local e propor mudanças, pois ali existe um povo com sua identidade, cultura e história de vida. Por isso os cuidados se tornam cada vez maiores. A fragilidade usual pode fazer com que muitos fatos se percam no decorrer do tempo, apagando assim uma boa parte da vida de dezenas de pessoas, destruindo em questão de meses, uma rotina de anos e anos, e apagando assim os momentos vividos, dilacerando a historia de cada ser existente.
Nos dias atuais, inúmeras cidades deixaram de existir em sua forma original, ficando apenas as lembranças de cada cidadão que ali vive, não importando qual seja. Podendo ser de uma praça que deixou de existir, de um prédio ou até mesmo dos burburinhos das vizinhas, sobre as calçadas nos finais das tardes. O fato é que simplesmente hoje já não existe mais, e que aos poucos também deixará de existir para aqueles que um dia viveram e fizeram parte de um contexto histórico.
A arquitetura não é apenas aquilo que as pessoas visualizam. É muito mais; é também aquilo que as pessoas viveram, as vidas existentes, os equívocos cometidos e as circunstancias criadas sem querer.

Março 28, 2009

Tem que viver !

O mundo vem se modernizando. Novas soluções são encontradas para problemas e cada dia mais nós deparamos com toda nossa historia. Historia essa muitas vezes não vivenciada, mas contada...
Na memória vive uma lembrança, que ficou e nunca mais volto, tendo a pretensão de dar presença a algo que está ausente. No presente a oportunidade de fazer mudanças cabazes de mudar um futuro. Pois ele cada um tem o seu e transforma-o à sua maneira.
Viver de modo a descobrir o novo, aproveitar o velho e usufruir o que temos.
A historia cada um faz a sua, basta imaginar. Não tem nenhuma maneira radical de saber se estamos diante de uma lembrança verdadeira ou de uma construção, pois só podemos recorrer à certeza interior, e ninguém pode nos contestar isto. A não ser que, quando se trata de um fato exterior, uma outra testemunha se oponha a nós. Mas esta outra testemunha procederá da mesma maneira, ou seja, a partir das suas próprias certezas.
Se não fizermos parte da historia e contamos com memória para manter uma lembrança, nada impede de cair em esquecimento ou simplesmente torna-se uma imaginação de quem conta.

Março 25, 2009

A memória, a história, o esquecimento

“A memória, a história, o esquecimento”


De modo a entendermos sobre o tema, o mesmo se divide em três partes distintas. A Primeira sendo a memória, onde nos aprofundamos cada vez mais em casos novos, como na arquitetura com novas propostas descobertas a cada dia, e nossa memória com um cotidiano passado permanece intacta. Ou seja, toda uma produção passada, seja ela arquitetônica ou industrial, torna-se anulada em nossa mente. A terceira questão, seria à história, que significativamente, ocupa grande parte na teoria da memória. Ou seja, toda uma história que certo local ou monumento obteve, por sua temporalidade, enfim, torna-se um simples objeto presente, assim surgindo o esquecimento. A terceira questão se trata disso, o esquecimento, de uma obra historicista. Para uma explicação sobre o assunto, podemos citar casos onde os órgãos públicos, “prefeituras” de certas cidades apóiam e aprovam projetos que visam ocupar territórios históricos em certos pontos da cidade. Existem patrimônios tombados, que devem permanecer intactos e outros que não são tombados, mas que estão na memória de muitos e acabam sendo demolidos, pela tecnologia e a ânsia de alguns órgãos que não se interagem e interessam pela ordem de certa cidade. Ou seja aqueles grandes arranha-céus construídos em volta de um edifício histórico, seja ele uma casa, ou uma igreja. Passando assim por cima de toda uma memória que por ali preservara, gerando o esquecimento desordenado de uma época que traria boas lembranças para toda uma população. Esse é um fato importante, outro seria essa evolução com crescimento acelerado, forçando assim pequenas cidades no entorno dessa aceleração, passarem a ser fantasmas. A verdadeira causa dessa teoria está no emprego resultante do crescimento das grandes cidades. Os habitantes saem de suas pequenas cidades, aldeias, vilas em busca de uma vida melhor, e acabam levando suas famílias, gerando assim cidades abandonadas. Casos como esses acontecem em pequenas vilas, em volta de São Paulo. Ilhas cercadas pelas águas do mar e que os acessos tornam-se precários, induzindo assim, essas famílias ao abandono de suas residências. Para algum edifício ter sua história, o mesmo necessita de estar na memória de grande parte de certa população, e se surge um esquecimento pelo mesmo, motivo causado pelo desenvolvimento excessivo da tecnologia em nosso país. Quantidade de coisas novas e modernas que são desenvolvidas, necessitando assim de mais espaço e locais históricos passam a se juntar aos aglomerados urbanos, pisoteados ou não, o novo acaba tomando espaço e aquele edifício histórico acaba não sendo mais visto como era antes.

Março 24, 2009

“Nos tornamos um povo tão displicente que não mais nos importamos com o funcionamento real das coisas mas apenas com a impressão exterior imediata e fácil que ela nos transmitem”- Jacobs, jane.
Estamos sendo condicionados; seja pela publicidade perversa de revistas e TV, com a extensa pele seca e lisa de suas top models, cartão postal sem vida nem estória e seus glamorosos estilos de vida; ou seja, pelos grandes pensadores e suas verdades absolutas- e aqui nos incluo, arquitetos que não desprezam conscientemente a importância de conhecer o funcionamento das coisas, ao contrario esforçamo-nos ao máximo para aprender o que os sábios da arquitetura ortodoxa disseram a respeito de como a cidade e os espaços deveriam funcionar.
Viver em sociedade é compartilhar propósitos, gostos, preocupações e costumes, mas é preciso prudência para que não sejamos reduzidos a uma imensa papa monótona e nada nutritiva, as quais se pregam etiquetas de preço, idéia, ou comportamento. E necessário que se aprenda a ler nas entre linhas de nossa sociedade.
Mas o que é saber ler nas entre linhas? Seremos ainda capazes de ‘’ler’’ , quando os ’’textos’’ são cada vez mais ‘’hipertextos’’ e os contextos cada vez mais globalizados, e tendenciosos baseado em anos de aprendizagem e uma infinidade de dogmas, apoiados em alicerces absurdos, voltados para as coisas como elas deveriam ser e não em como realmente são?
“Saber ler”, na sociedade condicionada em que estamos entrando, é poder se posicionar e ir de encontro as propias verdades, estando com elevado nivel de consciência em meio ao mercado de "trabalhadores condicionados" , garantindo assim, sua individualidade,seus direitos, ideais e idéias. As perguntas, talvez mais do que as respostas, tem o poder de criar futuros alternativos, assim, a qualidade das questões colocadas são importantes, necessárias e condicionam a qualidade de vida.
Estamos sendo reduzidos a uma gororoba
E necessário fazer indivíduos de opinião
A qualidade dessas opiniões pode moldar uma sociedade melhor
A qualidade de suas questões pode fazer com que vc faca a diferença

TEMA 3

O TEMA 3 é o nome de um livro de Paul Ricoeur: A memória, a história, o esquecimento.
Data limite para a postagem: sábado, 04/04/09.
Abraço da Flávia.
Lazer completo* (?)


Somos sufocados por frases imperativas que nos ludibriam, indicando um ideal a ser vivido.

Viva o lado coca cola da vida e ame muito tudo isso.*

E por sentir necessidade de ser aceito, ou fazer parte de um padrão, muitas pessoas vivem uma vida que parece mas nao é* aquilo que elas realmente querem.

Os condomínios fechados; coqueluche dos últimos tempos, são um exemplo claro dessa way of life condicionada.
Esses espaços fortificados, por segurança, prestígio e serviços diferenciados, criam espaços socialmente homogêneos onde o morador só se preocupa (?) e se relaciona (?) com seu micro universo de pessoas seletas.
Esse morador é alienado de tal forma, que não percebe que esse espaço de segregação social, transforma o enclausuramento, o isolamento, a restrição e a vigilância em status.

O exercício da liberdade não pode ser individual, dessa forma nunca poderá ser efetivado nesses locais onde se preza uma vida extremamente programada e asséptica, fora da comunidade real e imprevisível. Essas pessoas são prisioneiras de seu umbigocentrismo e de suas vidas "perfeitas".

Outro fator condicionante é o fetiche da mercadoria que com a ajuda da moda, ordena rituais a serem venerados e mais uma vez o homem se torna vítima da sedução de um ideal que o condicionado a comportamentos pré-estabelecidos, homogeneizando-o ao suprimir suas escolhas e desejos genuínos.

Todo mundo usa.*

O homem precisa buscar o significado da vida e de sua individualidade dentro da coletividade que habita e ser autêntico sem se deixar escravizar por padrões criados para massificar a sociedade.

Não seria isso uma boa idéia*?

* frase em folder de venda de apartamentos da construtora Vesper Buritis
* slogans Coca Cola e Mc”Donalds
* slogan Denorex
* slogan havaianas
* slogan caninha 51

Março 21, 2009

SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO CONDICIONADO!
Nos dias atuais nos deparamos a todo o tempo com pessoas que afirmam serem independentes, livres e donos dos seus próprios atos e escolhas.
Seria essa a verdade?
Somos condicionados a partir do momento que nascemos pelos nossos pais. Crescemos nos tornamos independentes financeiramente e ainda continuamos sendo condicionados por uma sociedade hipócrita e que ainda insiste em ditar as regras.
Até que ponto vai a liberdade de escolha de um indivíduo? Se estiver escutando um rádio, você escolhe o que quer ouvir? NÃO! Você vai ouvir o que outra pessoa escolheu, mesmo que você escolha a rádio que quer escutar. Quando você quer escutar um CD, você escolhe o que quer ouvir? NÃO! Alguém escolheu e gravou a música antes pra você.
Quando está em um espaço público, você é dono das suas atitudes? NÃO! Sua atitude será de acordo com o meio, tendo assim que se policiar a todos o tempo conforme as regras impostas.
Somos condicionados pela sociedade, tecnologia, cultura, dinheiro... deixando assim os valores reais, cada vez mais distante da nossa realidade.
O que somos então? Somos meramente objetos de uso do meio em que vivemos, tendo que a todo o instante rever conceitos, e descobrir, a cada dia que passa que não sabemos nada, não somos nada. Somos apenas mais um ser existencial que habita o meio.
VAZIO URBANO
Hoje em dia, vivemos em uma realidade com constante conflito urbanístico. O crescimento descontrolados das cidades associado com a má administração do seu território, fazem com que surgem grandes problemas de urbanização. Como o surgimento de espaços sem qualquer vivencia ou uso, sendo a maior parte das vezes abrigo para a marginalização e refletindo de forma direta na malha urbana e social, tendo como conseqüência não só um problema social, mas também um mau uso do capital aplicado seguido de desprezo do patrimônio adquirido.
Para que uma cidade cresça, não significa que ela tenha que aumentar sua área demográfica, mas sim, fazer um melhor uso de sua área através dos vazios urbanos.
Ao contrário do que uma boa parte das pessoas pensa, vazios urbanos não é somente uma área limpa, sem construção, é tudo aquilo que não possui funcionalidade em uma cidade. Assim sendo, podemos considerar Vazio urbano, um parque, uma praça, um edifício abandonado ou sem utilização, áreas portuárias, galpões que com o passar do tempo deixaram de serem utilizados por motivos econômicos ou políticos.
A partir do momento que os espaços vazios ganharem prioridade e começarem a ser tratados como ponto de partida evolutivo de uma cidade, sem interesses especulativos imobiliários, serão automaticamente integrados ao ambientes dando-lhes uso e criando uma maior integração humana, elevando assim a qualidade de vida
da cidade.

Março 19, 2009

Justiça om o passado

A memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações, visando o passado construído e transmitido por imagens e representações, já a história seria o testemunho, no sentido daquele que vê, ou seja, à análise de processos e eventos ocorridos no passado, com o cruzamento de dados e fontes diferentes, pois tendem a levam em conta observações que vem do interesse de cada um, e o esquecimento faz com que algo saia da lembrança, gera um bloqueio em fatos e despreza-os, omitindo para preservação ou mérito de determinado lugar ou pessoa.
Na verdade deve ser levado em conta para a análise de uma história quem conta e o que essa pessoa conta, pois a memória está diretamente relacionada com o interesse particular ou coletivo em cada história, havendo assim muitas vezes uma diferença entre a experiência temporal e a narrativa, que pode alterar a representação do passado, não sendo fiel a memória deixando-se levar pelo esquecimento com um propósito prévio. Torna-se assim difícil a relações entre história e memória, pois se tende a conservar ou a apagar elementos do passado que tornam a história verdadeira ou de conveniência, gerando assim dúvidas e suspeitas, pois em parte essa memória é modelada.
A história então se torna termos de uma crítica, de um problema e de conceitos, que ora são alterados ou omitidos, porém deve-se lembrar que a fidelidade e a verdade no momento da memória são fatores fundamentais para representação da história tentando não deixar cair em esquecimento fatos com o dever de fazer justiça ao passado.

Condições Humanas

Somos esculpidos e transformados por existir certas formas de ser impostas no meio em que vivemos. A frase “Sorria você está sendo condicionado” faz uma ironia à forma em que o ser humano é obrigado a seguir modelos e como fica estático diante dessa imposição indireta, obedecem de forma passiva às condições pré-determinadas. Condições essas que transformam o ser humano, que a princípio possui diferenças, em um ser controlado e dependente de uma forma fixa de morar e de viver, privado de uma flexibilidade e liberdade.

Manipula-se o ser humano a viver com uma forma base, tradicionalmente moldada, inseridos em lugares padronizados. Assim como a alienação cultural, o meio em que vivem também interfere em suas condições de vida, a arquitetura pode até vim a se transformar em determinadas épocas, porém são fases com protótipos que devem ser obedecidos e com formas fixas, seguidas por uma definição cultural ou por um desenvolvimento tecnológico. São tendências totalmente impostas na forma de se viver e de se morar.

Condicionar talvez seja uma forma de organizar, porém deve-se lembrar que somos diferentes podendo até possuir ações iguais, mas com atitudes diferentes. Sem modelos e condições impostas haveria mais diversificação de reação às essas ações comuns a todos, o que refletiria nos lugares e na vida dessas pessoas, tornado lugares e vidas pessoais com identidade única.

Sorria, você está sendo condicionado

“Sorria, você está sendo condicionado”

O tema por si oferece algo além, de se estar vigiado, como no caso de “sorria você está sendo monitorado”, que nos impõe uma insegurança cada vez maior. Ao observarmos em nosso cotidiano, brutalmente, quando entramos em certos ambientes totalmente zelados, nos deparamos com plaquetas que nos conduzem a uma insegurança indesejável, quando as mesmas avisam-nos que estamos sendo vigiados, assim nos remetendo a uma perda total de privacidade, nos induzindo cada vez mais a sensação de ignorar aquele espaço.
Na verdade a questão verdadeira do tema “Sorria você está sendo condicionado”, seria mesmo uma abordagem critica, da condição de que você está sendo filmado, e aplaudido para a questão do condicionamento natural oferecido em ambientes públicos. Você está sendo condicionado à um ambiente livre, onde se pode optar em ver uma paisagem distinta, posicionado à varias maneiras de agir.
A arquitetura desde períodos passados e presente busca sempre esse aprimoramento do estilo de se viver em ambientes que nos condicionam conforto. No caso da imagem abordada, a mesma foi inserida naquele local ,pois é um espaço de fetiche das pessoas que por ali passam, onde as mesmas estão sendo condicionadas a fazer o que bem entendem. Desde bater papo em uma sombra ou até mesmo no sol, como sentar nos bancos ou gramado e outras atividades mais. Nesses ambientes, estamos sendo condicionados a obter maior privacidade, enquanto que alguns locais nos depararmos com câmeras nos filmando dia e noite. Sorria, seja feliz com o agradável, pode ser uma resposta para o tema “você está sendo condicionado”. Acho que o ditado de que os justos pagam pelos pecadores não contradiz em nada essa questão, a verdadeira causa de estarmos sendo monitorados dia e noite, está no acumulo de violência em nosso pais, que está se tornando cada dia mais critico e se observarmos hoje, esse numero de vandalismo está crescendo absurdamente, forçando assim às autoridades a instalar mais filmadoras. Outra questão importante seria que, na maioria das construções de hoje, pessoas leigas ao assunto “Arquitetar”, estão se tornando obstáculos para um ambiente saudável, pois os mesmos constroem suas casas sem ao menos pensar no que as mesmas podem oferecer de agradável, passando assim a não serem condicionadas ao bem estar. Você está sendo condicionado a viver o que é natural, a arquitetura pode ser pensada dessa forma, pois se você consegue se sentir tranqüilo, livre e confortavelmente em uma praça, porque não condicionar essa questão à moradia.
Gleisne

Sonho e Revolução na Cidade

O olhar nos jornais dos grandes empreendimentos na construção civil, da leitura das imobiliárias, faz o leitor sonhar com algo novo e tão repetido e massacrado pelo pé direito baixo das novas construções que quando pronto se torna um pesadelo, parecendo que tudo encolheu, como nos desenhos dos móveis fora de escala dos jornais.
Parece que agora somente não é mais fachadas dos prédios ou os condomínios fechados com seguranças trancadas e as vezes ameaçadas na beira da entrada, cidadões presos pelos próprio condomínio, tem a sensação de repetidas construções como irmãs quase gêmeas, mas dentro da moda.
O arquiteto se vê cada vez mais precionado, pelas fábulas da bolha imobiliária, mas precisa resistir com dignidade e mostrar novas possibilidades de desenho urbano e arquitetura, não tem como mudar tudo, mas fazer a diferença, a diferença depende de nós.

Arquitetura Condicionada

A “arquitetura” hoje tem sido um condicionante em nossas relações com o mundo. Nossas experiências e percepções são condicionadas por elementos que nos privam de uma liberdade sensorial, visual, auditiva e olfativa. Somos moldados continuamente pelo meio em que vivemos que padroniza as diferenças de cada pessoa na sociedade.

Temos uma relação muito forte com o período de vanguarda, como que um cordão umbilical que ainda não se rompeu. Somos sujeitos a estilos, padrões e o que se vende.
É fácil ver como a arquitetura reflete a ambigüidade de conceitos de mundos distintos em convívio forçado. Existe uma dualidade, e ela é um ponto culminante nos espaços solidificados hoje.

A nossa casa é assim, a janela esta posicionada a uma altura que não me permite ver a paisagem externa assentado no sofá da sala. O laboratório de informática de uma universidade é assim, planta livre vidros com insulfilm e ar condicionado, que não permite sentir se está frio ou quente, se esta passando uma brisa ou não. Somos Cyborgs humanos dentro de uma armadura chamada arquitetura.

mais um artista de tv...

A imagem mostra uma critica a frase: “SORRIA, VOCÊ ESTA SENDO FILMADO!” O espaço escolhido para fazer tal protesto ajuda por ser uma praça publica, já que estamos cada vez mais sendo condicionados em nossos movimentos, atitudes e ações. Tudo isso por uma segurança que nos foi imposta e cada momento tirando um pouco mais da nossa privacidade.
Vivemos quase que um reality show em grande escala, vigiados 24 horas. Um controle por onde esta? O que se faz? Com quem?...Cada dia mais se instala câmeras nas ruas para se ter segurança. Um exemplo é o centro de Belo Horizonte foram colocadas varias câmeras para controlar essa violência. Funciona, mas a privacidade de quem não pratica a violência esta cada vez menor inversamente proporcional a segurança.
O ato de observar tornou-se quase que vicio, mas não simplesmente a ação e sim a obsessão por vigiar. Como diria Claudia Dias (psicóloga): “quando o costume se torna compulsivo, ele deixa de ser abto e passa a ser mania”. A formula mágica tanto funciona que virou programa de televisão, onde milhares de pessoas passam o dia em frente à televisão pra assistir o BBB entre outros programas que tem um grupo de pessoas moram durante um tempo em uma casa e são filmadas durante o dia todo podendo observar o cotidiano e criando situações para testarem os seres humanos.
O filme “THE TRUMAN SHOW (EUA/1998)” foi considerado um dos melhores filmes da década de 90. Ele retrata a vida de uma pessoa que nasceu pra viver um personagem de um programa, mas não sabia e um dia descobre que toda aquela vida ’feliz’ era monitorada por diretores, câmeras... O filme nos faz pensar que não é sentar simplesmente atrás da nossa televisão com um pote de pipoca e pronto. Existe uma vida real do outro lado, que é uma discussão profunda sobre a vida das pessoas, sobre o fenômeno da mídia e sobre o que consideramos real é altamente filosófica e cheia de significados.

Sorria, você esta sendo condicionado - Neander

Eu, tu e ele; condiciono, condicionas e condiciona.
Nós, vós e eles; condicionamos, condicionais e condicionam.

O arquiteto e o urbanismo como agencioadores de condições, o usuario como um corpo condicionado, partindo com ponto de vista de que para cada ação há uma reação, fico me perguntando em qual momento entra a papel do reagente, daquele que reage, seria esse o possibilitador de transformação?

Reaja, até onde você é condicionado?

Neander Sathler

Condicionado por uma arquitetura

CONDICIONADO por uma arquitetura

Janela em fita, pilotis, planta livre, fachada livre e terraço jardim são os cinco pontos da arquitetura ditados nos anos 30 pelo arquiteto Le Corbusier, no qual inovador da arquitetura moderna defendeu a praticidade e funcionalidade da arquitetura.

Atualmente o único tema proveniente do modernismo ainda seguido pelas construtoras é de que “menos é mais” (dito por Mies Van der Rohe), porém com um sentido diferenciado.

Quanto menos “tijolos” mais “lucro”, assim cada fiada de tijolos retirada do pé-direito nos apartamentos de um prédio possibilitará mais um andar, logo mais apartamentos, mais lucro para uma construtora, que por sua vez, deixaram os terraços jardim para a construção de luxuosas coberturas duplex.
Qualidade de vida para as grandes construtoras, grandes especuladoras imobiliárias, são apenas os recursos oferecidos no entorno do espaço projetado, se é que se pode considerar projetados os espaços oferecidos. De “vista para a mata”, “vista para o mar”, “vista para o parque”, “3 minutos do centro”, são os mais comuns “slogans” que convencem aqueles que não esperam algo mais, ou ao menos o básico de qualidade de vida em um espaço arquitetônico.

SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO CONDICIONADO!

Acho que esse tema é o que vivemos hoje na mídia, que tenta, e na maioria dos casos consegue, condicionar o telespectador. Imagens de produtos, bens de consumo sendo usados pela classe alta da novela das oito, e portanto, desejada pelas massas da classe baixa. Uma imposição do ter que ter ao invés do poder ter. Uma deturpação quando precisamos ter, ao invés de ter o q precisamos. Uma linguagem do consumismo bombardeando a todo tempo, a todos nós.
O condicionamento, mais uma vez, das novelas globais, quando nos fazem pensar q o cenário do PROJAC é “sem dúvida o melhor lugar pra se morar”. E que “se eu não tiver o q o protagonista chick tem, não serei feliz.
Sem contar no condicionamento político. Onde somos manipulados e sem que percebamos, acabamos por fazer acontecer o q nos foi “ordenado”.
Abramos os olhos... Estamos sendo CONDICIONADO!!!

Sósthenes Queiroga

VAZIO URBANO

Na realidade de uma metrópole, o fenômeno que designamos por “vazios urbanos”, torna-se nefastamente em algo recorrente, mas não apenas no presente. Na evolução das cidades, a má gestão territorial, que muitas das vezes é originada por vontades políticas e interesses econômicos, tem como consequência a origem de espaços marginalizados, desprovidos de qualquer vivência ou de qualquer racionalização urbanística. Estes espaços deixados ao abandono, são potencializadores da degradação do ambiente urbano e, consequentemente, do tecido social.Quanto a mim, os “espaços vazios” terão que complementar os “espaços cheios”. Este complemento consegue-se através do equilíbrio destas duas condições, na medida em que o espaço público por si só, é potencializador da vida em cidadania. O território em desuso, terá que ser pensado como um ponto de partida para a resolução dos problemas, no que diz respeito à requalificação e revitalização das cidades, não baseado na especulação imobiliária e econômica, mas sim como uma visão sustentável da urbe.Estes espaços terão que possuir um caráter unificador e não rupturante, na malha e no desenho da cidade. O ambiente urbano valoriza-se automaticamente, se os vazios urbanos forem pensados para servirem e serem parte integrante da cidade, criando as sinergias e dinamismo tão necessárias na relação humana.

Sósthenes Queiroga

Condicionado ao se projetar

A questão levantada, “sorria, você esta sendo condicionado’’ segue a lógica da padronização, que tem como significado a técnica que visa maior desempenho ao se produzir, mas que não deixa de atender as expectativas do consumidor e possibilitando assim uma organização.
Podemos observar que muitas vezes esta organização ao invés de ajudar, trás prejuízos a nos mesmo, estando condicionados a um modo de morar e de viver, ao se fazer um projeto percebemos que muitas vezes sempre são as mesmas dimensões (peitoril 1 metro de altura, pé direito 3 metros), formas (quadradas) e materiais (alvenaria), seguindo uma padronização estabelecida devido à região onde se esta, por razões logísticas e ate por razões culturais. Um dos motivos que esse condicionamento permanece é devido ao valor agregado do produto, deixando de ser em série passando a ser “artesanal”.
A construção sempre obedeceu a um número relativamente reduzido de regras mais ou menos existentes, com o passar dos anos o processo da ciência e com o surgimento de pesquisas, bem como a produção em série, ocorreram mudanças significativas que alteraram a vida do homem.
Em virtude dessas condições, o arquiteto, vê se diante da necessidade de mudanças no momento de projetar, deixando de ser condicionado a formas, materiais e dimensões, possibilitando assim um ambiente realmente funcional, que lhe proporcione agradáveis sensações no ambiente, sendo condicionado a um ambiente impactante, utilizando técnicas construtivas e materiais novos, valorizando as particularidades do local.

Março 18, 2009

"Sorria, você está sendo condicionado!"



Opa, opa, opa... só quem sorri é quem está com o ar“codicionado” ligado!
.
Saca só, não há como sorri se está sujeito a uma condição hipoteticamente descômodo.

Balelas à parte, não que não venha mais!

Estou eu pensando em como as pessoas lidam com condições de protesto nos tempos de hoje, e me veio a cena os pelados pedalando a pedalada da paz (word naked bike ride).
Não que eu seja contra a paz, pedalada ou mesmo está pelado, e que os três ao mesmo tempo cria conflito e desconforto as partes que menos pega sol! Se é que me entende...

Há quem diga que os únicos que acharam uma bosta foram os pobre coitado dos selins!

Acredito eu, como um adepto do “pedalar”, que a saída para o desentupimento do engarrafado transporte urbano, há de ser um dia a bicicleta. Além de ser ecologicamente auto-sustentável e ambientalmente viável.

Para ser viável tem que ter o viário. Ou é o viário que deve ser viável!

Nossa criatividade deve persuadir a instigar as possibilidades da utilização da bicicleta especialmente no ambiente urbano. E para isso é preciso reeducar, sensibilizar e convencer em primeiro lugar aos urbanistas, e arquitetos que planejam o tráfico e o espaço urbano.
Também e preciso soberania dos governantes ao fazer pouco caso das ciclovias e ciclofaixas, ao qual deveria ser tratada com mais atenção.

Pois quem anda de bicicleta também vota! Já dizia o tio Gegeca.

Devemos argumentar colocando a bicicleta e o tráfico urbano da bicicleta não só como valores sócio-ecologico, mas também estéticos. Uma cidade com muitos ciclistas urbanos é uma cidade artisticamente, culturalmente e esteticamente diferente, não só moralmente melhor.

Março 09, 2009

TEMA 2


Em tempo: esta imagem é o tema.
"Sorria, você está sendo condicionado!"

Março 05, 2009

Vazio Urbano

A forma de como os espaços livres existentes no meio urbano e de como são ocupados, sem integração com o seu entorno é uma preocupação. Deve se observar que ao meio ambiente por um lado, tem a questão da possível degradação causada pelo processo de expansão urbana e por outro, a relação de ambientes muito densos com poucos espaços livres, muitas vezes esses espaço inabitados são resultados da ganância da especulação imobiliária; lugares esses que deveriam ser redescoberto nas cidades com a finalidade do crescimento urbano, porém são encontrados à espera de maior valorização ficando esses desapropriados sem utilização.

Estes vazios urbanos muitas vezes também são esquecidos pelo crescimento urbano, podendo ser áreas de passagem eventuais que muitas vezes passam despercebidas, mas são parte de um bem da cidade, como seus edifícios, suas ruas e seus habitantes. Deveria esses vazios então ser pensados para um novo planejamento urbano, com o sentido de promover ações que estimulem a ocupação desses espaços. Espaços esses de áreas ociosas, vazias, de todos tamanhos. Representam desde grandes até pequenos lotes, ou mesmo ainda prédios construídos ociosos em processos de marginalização, degradação, decadência física e espaços sem uma funcionalidade humana. A existência desses vazios inaproveitados não constitui somente um problema social, de mau aproveitamento do capital investido e de desprezo do patrimônio construído, constitui também um crime ambiental, já que esses deixam de usar uma infra-estrutura projetada e calculada para sua utilização, fazendo a cidade buscar novos terrenos para crescer.

Deveremos então poder identificar claramente o que são vazios urbanos diante das cidades os quais deveremos intervir de forma que esses espaços se encham de identidade, que permita nesses obter função e um uso gerando assim nesse local uma vida social urbana.

VAZIOS URBANOS

O espaço urbano me remete a imagem da cidade, lugares adensados, populoso onde acontecem as coisas... Quando colocado à palavra VAZIO na frente do urbano todo aquele espaço urbano pensado inicialmente vira um grande nada. Vindo em minha cabeça um “espaço nada” em vez de vazio urbano. É um pouco daquela nossa discussão do texto do Neander onde os vazios urbanos são os não-lugares, espaços que às vezes existem, mas não acontecem nada, as pessoas não tem uma vivencia ou uma experiência naquele local ate mesmo podendo ser apenas um lugar de passagem.
O projeto do Breno e da Louise dos LOTES VAGOS me faz pensar muito sobre esses vazios urbanos, que é uma realidade das cidades. Esses lotes onde não acontecem nada são pontos privados de abandonos e de uma maneira “inovadora” e desafiadora eles criam uma nova experiência, um jeito novo de experimentar aquele espaço, criando uma vida, tornando os lotes espaços públicos temporários de uso coletivo. Onde o grande barato dessa proposta não é envolver só o lugar, mas a maneira de cada um se apropriar do espaço.

Aline Merotto

Vazios Urbanos

Vazios Urbanos

Os vazios urbanos consistem em termos, aos locais que foram construídos de forma a atender certa população, mas acabam sendo inúteis pela sua desvalorização no contexto do local. Um exemplo forte seria a presença de certas praças que são construídas, mas infelizmente não atendem ao gosto de toda uma população. Para a questão das praças, na maioria das vezes, a mesma não se encaixa em determinados lugares, por causa do contexto e pelo numero de pessoas que passam a maior parte do tempo na rua ou até mesmo a questão da temperatura no local. Um exemplo forte desse vazio urbano, podemos considerar analisando a nova praça construída no centro de Coronel Fabriciano, ou seja, parece que a mesma foi inaugurada sem ter sido finalizada e um fato que parece ter sido intencional, pois o que investiram trazendo cantores famosos para a inauguração, poderia ter sido investido melhor no projeto.
Alguns fatores predominantes e que seriam necessários no ambiente dessa praça seria uma urbanização mais reforçada, com presença de plantas, árvores e a presença de cobertura em certos lugares. A região é muito quente e a praça está totalmente descoberta, gerando assim um vazio urbano, passando a ser um espaço somente visual.
Existem edifícios que foram elaborados para atenderem uma certa população por longo tempo, mas por razoes econômicas, políticas etc, acabam sendo abandonados ou tombados por historiadores, assim não podendo atender aquele numero elevado da população que ali costumava freqüentar. A exemplo disso, temos às estações ferroviárias, que por forças do crescimento elevado da cidade, teve de ser abandonada e construída em outro local. Mas de que forma esses vazios urbanos são gerados? Existem varias maneiras de entender sobre a questão, uma delas quando a prefeitura de certa cidade projeta e libera algo com consciência que durará por pouco tempo, pois com o crescimento elevado da cidade de alguma forma tudo terá que crescer ou sair daquele lugar. Outro fator importante seria a questão da construção de praças, em épocas em que a própria população não se sente segura de aproveitar, por motivos de violência, que é um caso muito comentado e vivido nos dias de hoje.
De forma a entender sobre esses vazios urbanos, podemos concluir que existem porque a própria população deixa de conviver em espaços de lazer projetados pela cidade, devido ao medo da violência que ocupa toda população em geral, e outros vazios urbanos, são provocados em meio urbano pela própria autoria da cidade, como nos casos de rotatórias que simplesmente se projetam um gramado, sendo que poderia acontecer algo importante para a população no entorno das mesmas.

(Gleisne Josemar Oliveira)

Vazio Urbano

Vazio, do latin vacivu. Palava que tem vários significados: que não contém nada ou só contém ar, esvaziado, desocupado, despovoado, etc.

Nos aglomerados urbanos, existem vários espaços com essas definições, mas tais espaços não seguem a risca do significado da palavra. Esses espaços podem ser de transição, como um bulevar, que em determinado momento, torna-se um vazio urbano, ou um campo de futebol, que só é um vazio quando não há jogos.

Mas tais espaços são predefinidos para uma atividade específica, mas não necessariamente serão utilizados para tal finalidade. Um campo pode se tornar uma área de festa, um bulevar pode ser uma área de leitura, ou apresentação de peças teatrais.

Atualmente a cidade transcorre de uma maneira muito dinâmica, metamórfica, quebrando paradigmas e adequando novos usos para os espaços.

Assim, no meu modo de ver, tem que ser a arquitetura, algo que se transforma de acordo com o tempo e a necessidade, sempre adequando com novas possibilidades de vivência de um espaço.

Vazio urbano

Podemos entender de maneira geral como vazios urbanos, os espaços não construídos, e não qualificados como áreas livres, no interior do perímetro urbano. Mas, a questão pode tomar um sentido mais abrangente quando levamos em conta a evolução das cidades e a má gestão territorial, somada a interesses politicos e economicos, que acabam por gerar grandes vazios demograficos em areas mesmo densamente construidas.
Tendo origem na transformacao do uso do espaco, esses “vazios,” podem ser cidades que mudaram de perfil economico: antigas areas fabris ou portuarias que nao mais possuem funcao e se encontram agora em desuso, dando origem a espacos marginalizados, desprovidos de vivencia e, logo, potenciais degradores do meio urbano e do tecido social; ou mesmo, consequencia de uma substituicao do perfil populacional reduzindo as densidades locais: exemplo, enobrecimento urbano.
Fenomeno conhecido tambem, como gentrificacao ou enobrecimento urbano, tem origem em um conjunto de transformaçoes do uso do espaco, com ou sem o apoio do governo, e que tem como caracteristica a expulsao de moradores tradicionais pertencentes a classes sociais menos favorecidas, de espacos urbanos que sofrem, repentinamente, intervençoes provocando sua valorizacao imobiliaria. Fenomeno corriqueiro em terras brasileiras, podemos observar o fenomeno na cidade do Rio de Janeiro ja em 1902, quando foram retirados os pobres do centro da cidade os quais acabaram por se refugiar nos morros ao redor, tendo sido dado assim inicio a formacao das favelas. Mais recentemente podemos citar o caso do Pelourinho em Salvador e da cidade de Recife, onde a populacao foi retirada, mas nao foi acompanhada de uma boa infraestrutura de urbanimo e arquitetura.
O que e necessario entender e que o territorio em desuso deve ser tratado como um espaco possuidor de um carater unificador e nao rupturante podendo ser assim , pensado como ponto de partida para a resolucao dos problemas e revitalizacao do desenho das cidades. Afinal a cidade valoriza-se automaticamente se os vazios forem estruturados para servirem e serem parte integrante do meio urbano.
O arquitecto espanhol Ignasi de Solà-Morales, definiu com clareza estes territórios : “uma área sem limites claros, sem uso actual, vaga, de difícil compreensão na percepção colectiva dos cidadãos, constituindo normalmente um rompimento no tecido urbano. Mas é também uma área disponível, cheia de expectativas, de forte memória urbana, com potencial original: o espaço do possível, do futuro“

Vazios Urbanos - Neander

Quero levar minha observação para o ponto de vista sócio-político do espaço, ou seja, visualizar o lugar vazio como uma dinâmica entre fluxo, edificação, corpo, permissão e apropriação.



IMG01 – passagem subterrânea pela BR-381 em Ipatinga, MG.



IMG02 – escadaria no Morro do Cruzeiro em Antônio Dias, MG.

O vazio não como um lugar a espera de uma ocupação, e sim como possível a outros usos, enquanto sua principal função, ou a função pra o qual foi concebido, não acontece. Então seria como que projetar uma edificação que seja passível de um vazio, que seja ativa de liberdade. Que possa permitir, e que seja apropriável, por quem quer que seja, em horário indefinido.

O vazio temporal.

Neander Sathler Andrade

( ... )

Possibilidade de preenchimento infindo de atividades e apropriações à respeito da cidade e sua constante dinâmica. E são nessas dinâmicas e cidades que conseguimos encontrar frestas para entendê-las e concebê-las.

Frestas...pausas...intervalos...vazios!(?)

Espaços de estar, bancos, sofás, janelas de carro, mesas de jantar, que se colocados em diferentes contextos funcionam. Banquetes?

Estacionamentos, faixa azul, vazios legitimados, cidade, espaço comercializado.

Prostituída por imposições financeiras a cidade “cresce”.Desaparecem parques, praças, espaços arborizados “nascem” edifícios, galpões.

Novos vazios urbanos surgem; edifícios ociosos em regiões centrais produzidos por uma desvalorização imobiliária. Desprezo pelo patrimônio construído.

Vazio: espaço sem ocupação física, engessado, limitado, sem vida.

Vazio urbano: sintoma de uma época em que o ser homem é ser irracional.

Vazios Urbanos

Vazios Urbanos são considerados muitas vezes aqueles espaços não aproveitados dentro de uma área urbana, podendo ser construções abandonadas, destruídas ou simplesmente um vazio por si só. Na minha opinião, vazios urbanos são aqueles espaços “esquecidos” pela sociedade, onde neles poderiam haver um urbanismo, uma arquitetura ou mesmo alguma intervenção do tipo site specific. Esses espaços ociosos podem também serem explorados como áreas para eventos temporários, atividades que de alguma forma não excluam os mesmos dentre o ambiente urbano.
O vazio urbano pode-se passar despercebido ao olhar de uma pessoa, sendo que estes são lugares não utilizados e não atrativos. O próprio crescimento da sociedade pode gerar essas áreas livres. Uma praça, por exemplo, para alguns, é considerada um vazio urbano, um lugar onde existem ações esporádicas, dependendo sim do local onde se encontra. Ás vezes, essas praças, esses espaços servem de integração para uma sociedade, interagindo, assim, com o entorno da cidade.
As transformações rápidas da metrópole geram esses espaços desqualificados que podem ser os próprios terrenos vagos ou resíduos de antigas áreas produtivas, e são esses, conseqüências desse crescimento desordenado.
O espaço em desuso, sendo pensado como ponto de partida para solução de problemas da própria cidade e da sociedade, tende a requalificação e revitalização do lugar, não baseado na especulação imobiliária e econômica, visando até mesmo uma sustentabilidade do urbano.

Vazio Urbano e seu potencial

O vazio urbano às vezes invisível ao olhar minucioso, corrido e massacrado pelo tempo, que passa pelo olhar do pára-brisa de um carro ou de um ônibus, que mesmo próximo não se conecta, com os lotes vagos, como Belo Horizonte que planejou expandir em uma direção e expandiu fortemente em outra.
“Desde o início da formação da cidade, as camadas de mais alta renda de Belo Horizonte se expandiram na direção sul e nela se mantêm até hoje. Belo Horizonte mostra exemplarmente como essas camadas não abandonam sua direção de crescimento, mesmo quando a ação do setor imobiliário e do estado tentam demovê-la disso. Foi o que ocorreu com Pampulha, que se localiza na direção oposta àquela.” (VILLAÇA,1998:200).
Ocupar os espaços vazios e da-lo um novo sentido é transformar um ambiente no próprio beneficio de seu entorno. O projeto Amnésias Topográficas do Grupo teatral de rua Armatrux de Belo Horizonte (que convidaram os arquitetos Carlos Teixeira e Louise Ganz para colaborar em sua montagem) propuseram transformar lugares negativos como as palafitas que ocupam edifícios nas partes montanhosas de BH em palcos de apresentações.
O vazio urbano às vezes é ocupado por sem tetos, comércios informais, matos, etc., podendo esconder dentro de um único espaço – ou dentro de uma situação – potencialidades que mesmo irreconhecíveis faz parte de um cotidiano comum.
O potencial citado, muitas das vezes retorna como ocupações inteligentes, tais como cultural (cinematográfica, teatral, artística em geral), e propostas de espaços simples e necessários, ambientes como jardins, lugares de descanso e lazer.

Vazio Urbano

Espaço VAZIO VAZIO Urbano

Com o intuito de reconhecer espaços vazios e vazios urbanos, surgiram então definições e subestações categóricas a partir de um olhar minucioso e crítico da cidade.
Analisando inicialmente o significado teórico da palavra VAZIO, nota-se: Vazio – vácuo, vago, oco, que não contém nada, despejado, desocupado, despovoado, destituído.
Introduzindo os sinônimos e o significado da palavra em um contexto da cidade torna-se então compreensível e reconhecível em todo o Vale do Aço de acordo com as subdivisões criadas por praticantes da cidade – o cidadão.
Vazios urbanos são formados normalmente por espaços não construídos e não qualificados como áreas livres no interior do perímetro urbano.
Espaço urbanizado e não utilizado – podem ser considerados vazios urbanos os espaços projetados (ou mal projetados) para acontecimentos do cotidiano, porém em conseqüência de um vazio demográfico ou por ações marginais não são utilizados. Um exemplo claro é o centro esportivo, no bairro Novo Centro, onde quase nunca utilizado se torna um vazio dentro de um espaço aglomerado por falta de pessoas disponíveis para praticar as ações oferecidas.
Espaço de especulação imobiliária – são espaços vazios reservados pelos proprietários para a especulação buscando, no decorrer do tempo, aumentar o valor da terra, em conseqüência da infra-estrutura instalada. Esta ação se torna visível (ou ao menos se tornou durante um período passado próximo) em todo o vale do aço, principalmente nas áreas periféricas.
Vazios demográficos – são vazios urbanos que em áreas densamente construídas tem um índice populacional baixo. Esse fenômeno desconsidera a teoria de que no vazio urbano não existe construção. O centro de Ipatinga é um exemplo notável, destaca-se pelo grande índice de ocupação de terrenos e pequeno número de moradias, resultando em um baixo índice populacional.
E assim são caracterizados os vazios da cidade – vazios urbanos – comum no cotidiano e compreendido pela sociedade.


Thiago Souza

Março 04, 2009

VAZIO

VAZIOS URBANOS CONSTITUEM-SE NORMALMENTE DE ESPAÇOS NÃO CONSTRUÍDOS E NÃO QUALIFICADOS COMO ÁREAS LIVRES NO INTERIOR DO PERÍMETRO URBANO DE UMA CIDADE. [site wikipédia]
VAZIO urbano=PRAÇAS. Questionar a existência de praças em meio ao cruzamento de vias, seja nos tempos de agora, uma indagação muito pertinente, ora visto que em cidades pequenas, sua presença não é conivente com usos comuns a população, levantando assim um questionamento quanto ao seu POR QUÊ. O que me leva a crer que o vazio é ocasionado pelo MAU PLANEJAMENTO URBANO.
As praças nasceram de necessidades: espaço para abrigar as atividades de TROCA e para a tomada de decisões COLETIVAS; de endereço para os ENCONTROS, para as festividades; de um símbolo para a COMUNIDADE, enfim, de um “ESPAÇO” facilmente acessível para a realização das mais variadas AÇÕES. Ao ver uma praça, observa-se que a maioria delas se encontra em meio a cruzamento de vias, por exemplo, em um bairro que possui um espaço que não tem nenhuma utilidade lucrativa, ora comercial ou imobiliária, logo se é pensado uma praça; de modo que, em sua maioria, as praças estão sendo construídas não mais pela necessidade de um espaço para variadas FUNÇÕES, mas sim um meio de se “maquiar” talvez um problema de planejamento urbano.
Perceber que o numero de praças inabitadas AUMENTOU é se preocupar com a gravidade das questões que as envolvem, somente substituir “locais com nada”; por plantas e equipamentos urbanos não é garantia de USO DO ESPAÇO, as praças necessitam de um pensamento muito além, que esteja totalmente ligado ao seu entorno e a população, de modo que se possam projetar praças para o USO, e não mais para a estética da cidade.
Por isso o termo Vazio urbano me remete as praças, uma vez que é comum cruzar uma praça deserta sem haver nenhum QUESTIONAMENTO, tornando-se algo terrivelmente normal. O “vazio” surge de uma falta de planejamento urbano que envolva a população, e que somente a preocupação pela estética da cidade e a política é que se leva em conta, o que infelizmente contribui para uma relação cada vez mais IMPESSOAL do habitante com a cidade, transformando POSSÍVEIS ESPAÇOS POTENCIAIS em VAZIOS URBANOS.

revitalização dos espaços ociosos

A evolução da cidade gerará espaços vazios sob a ótica das transformações do cotidiano e o novo modo de espacialização da sociedade contemporânea.
Espaços que são visto com uma problemática na malha e no desenho da cidade. E tem como acarretamento espaços de origem degradados, sem qualquer relação usual com o contexto urbano.
O espaço vazio e ocioso tem que emaranhar com o entorno da cidade de forma ocupacional sem sobressair do contexto e história do lugar, essa promiscuidade dos espaços revitaliza e reintegram a cidade e suas questões. Fazendo com que assim haja uma subvaloriração espontâneo do local
A junção interdisciplinar no momento da reestruturação dos espaços ociosos tende-se a desmenbrar a problemática sócio-cultural, identificando e desenvolvendo novas praticas de pesquisa, que vão dar respostas novas para as cidades que estão em constantes transformações.

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Vazios Urbanos

Vazios urbanos são espaços não construídos, caracterizados como remanescentes urbanos, áreas ociosas. Estes “espaços vazios” existem devido ausência de ocupação funcional, de interesses sociais e transformações de usos urbanos.
Os espaços vazios na verdade poderia ser um complemento dos “espaços cheios”, tendo um equilíbrio destas duas condições criando assim o desenho da cidade.
Criando possibilidades efêmeras, com situações temporárias, atendendo à flexibilidade temporal necessária, transformando os usos e espaços de modo inusitado podendo ser uma praça, feiras artesanais, encontros, entre outros. Não impondo apenas um desenho único da cidade e sim revitalizando as cidades, deixando de ser entregue à decadência e a marginalização.
Reconsiderando o ritmo acelerado do crescimento das cidades, os “vazios” não seria uma especulação imobiliária (muitas vezes transformando os “vazios” em condomínios residências fechados sem nenhuma relação com o entorno) os vazios urbanos seriam espaços comunitários, tendo varias grupos em um mesmo lugar, que possibilite compartilhar valores e estrutura de pensamento, podendo se expressar.
Tendo sua estrutura de acordo com o espaço que se precisa, possibilitando uma visão contemporânea, trabalhando com o vazio no seu sentido imaterial, superficial.
Apesar de denominados “vazios urbanos” muitos desses espaços trás consigo um valor não apenas como localização estratégica na cidade, mas sim dos fatos ocorridos ali.
Temos que avaliar e verificar a importância do “vazio urbano” no contexto urbano de cada cidade para não se tornar as mudanças em apenas um mero capricho.
Contudo, se os “vazios urbanos” que hoje existe fosse pensado para ser parte integrante da cidade, criando-se um ambiente urbano valorizado, não seria um problema que permanece sem solução ou que se agrava com o tempo, seria um espaço utilizado por todos, possuindo uma interação maior com a população.

Vazios Urbanos ou Idéias Vazias

Vazios por si só, vazios por força do destino, vazio por um ponto de vista, vazios porque assim os intitularam. Vazios urbanos ou esquecidos por nós, por um lado são apenas terrenos, com construções, vegetações, com vida ou esperando sua “própria morte”. Para muitos são vazios, mais se olhar bem, são espaços de grande potencial, não sei dizer ao certo a grandeza desse potencial, mas penso que se bem trabalhados podem perpetuar historias. Mais se acaso forem tratadas como simples vazios, podem sim, cavar sua própria morte, matando suas historias,vivencias e relações com o entorno. Fico com uma citação simples achada em um site que resume um pouco melhor, meu pensamento sobre o papel do arquiteto perante esses espaços ou vazios urbanos (os “espaços vazios” terão que complementar os “espaços cheios”. Este complemento consegue-se através do equilíbrio destas duas condições, na medida em que o espaço público por si só, é potencializador da vida em cidadania. Assim, o território em desuso, terá que ser pensado como um ponto de partida para a resolução dos problemas, no que respeita à requalificação e revitalização das cidades, não baseado na especulação imobiliária e econômica, mas sim como uma visão sustentável da urbe. http://trienaldelisboa.wordpress.com/2007/02/19/18/).

Março 03, 2009

Vazios Urbanos

Para mim o vazio não existe. É lógico pensar que o lote vago na esquina provavelmente foi ou será um campinho de varzea vivo na memoria de alguem, que a fábrica abandonada é um deposito de lixo, criadouro de dengue e abrigo de marginais, enfim, que por não existir uma edificação ali, se denomina um “vazio”.
O espaço não é vazio na memoria das pessoas, ele existe e está edificado, na convivencia, na presença não solidificada e isso é o que importa. Nós futuros arquitetos temos o potencial de transformar esses vazios em espaços ricos em vivencia e realidade, ou em lugares péssimos e sem vida por um favor ao ego, e é isso que mais vemos acontecer à algumas décadas.
Se pensarmos em usar os espaços vazios para complementar os cheios, provavelmente alcançaremos um equilibrio social publico ou privativo, é importante visualizarmos o espaço vazio como uma ponte unificadora potencial e não rupturante no desenho urbano e na vida comunitária.

Davidson Felipe

Fevereiro 17, 2009

TEMA 1 - FEVEREIRO 2009

Caríssimos,
O primeiro tema é VAZIO URBANO.
Enjoy.
Abraços da Flávia.

Fevereiro 10, 2009

Definição dos textos e seus mediadores em 2009

Oi, novos convidados a postar aqui! Benvindos... Publicando a lista de 2009:

Na vida das ruas - Thiago Souza
Não-lugares - Aline
Entre a pele e a paisagem - Giuliano
A desordem da nova ordem - Thiago Souza
Os comedores de carne humana da Sierra Madre - Maxwell
O que é paisagem? - Janine
Cidades mais verdes - Jane Jacobs
A implosão da vida pública moderna - Olavo
De interfaces tecnológicas e rascunhos de experiências - Davidson
A cidade genérica - Aline
A nova sociedade urbana - Maxwell
Síndrome do estojo - Paula
Brasil cinza - Olavo
Adeus ao corpo - Gleisne
Objeto e valor + Sem logo - Janine
Cidades fantasmas - Gleisne
Estética das favelas - Giuliano
Animação cultural - Davidson

As datas, já definidas (mas sempre sujeitas a alterações - portanto, confiram semanalmente em aula), serão entregues na aula que vem, com o calendário e o plano de curso.

Um abraço da Flávia.

Dezembro 04, 2008

Espaço Urbano

Hoje, vivemos num mundo corrido o que acaba por nos fazer perder muitas informações, digo inclusive visual, pois as cidades, estão sempre em mutação, passando por inúmeras mudanças diariamente, e com nossa percepção falha, não compreendemos o porquê e nem como isso vem acontecendo.
Vamos parar e pensar, o que fizemos hoje? Bom, eu acordei cedo e fui para o estágio, e como sempre peguei o mesmo caminho. Como eu estava com pressa, andei a passos largos e rápidos, percebi algumas vitrines que estavam começando a abrir, mas não parei, continuei até meu destino. Quando deu hora de ir embora, voltei para casa, mas estava faminta e mais uma vez, passei bem rápido e pelo mesmo caminho. Em casa, depois do almoço, me sentei à frente do computador e lá fiquei até a noite, com intervalos pequenos para lanches e banho. Depois, fui me deitar descansar um pouco em frente à televisão, assistir novela, e agora estou a escrever esse texto. Meus dias são assim, rotineiros, se não estou em casa, estou na faculdade, ou resolvendo algum “pepino” do dia-a-dia. Mesmo assim, meus dias não são de todo iguais, afinal, existe o fim de semana, que aproveito para sair, claro, nos meus lugares de costume.

O que quero dizer, é que somos vítimas dessa correria que nos foi imposta, mas também somos culpados por aceitar, afinal, porque eu não poderia variar de caminhos para chegar ao meu estágio, e porque não acordar mais cedo para poder ir com mais calma e observar o espaço em minha volta? E porque sempre sair para os mesmos lugares? Existem sim, inúmeras possibilidades dentro de uma cidade, afinal, o espaço urbano é complexo e cheio de informação, porém, usamos dele só aquilo que precisamos de imediato. Quase sempre passo por praças ou parques e fico com vontade de ir e descansar, mas quando tenho esse tempo, prefiro ir para frente da televisão. E isso, é ridículo, e eu assumo. Ao menos agora, com esse texto e pequeno desabafo, me coloco a tentar mudar.

ESPAÇOS ABANDONADOS

Enquanto se pensa em criar suntuosos edifícios ou “modernas” residências, existe algo que me preocupa: o que se fazer com os espaços esquecidos?
Para mim “espaço esquecido” é aquele que incomoda que chama a atenção por sua ociosidade ou até mesmo por seu abandono. Vários são os exemplos de espaços nesta situação em nossa região...
O que fazer com um edifício vazio, ocioso sempre foi a indagação que me vem à mente quando olho para edificações abandonadas, esquecidas, talvez, pelo próprio tempo, ou por seus proprietários, sem uma utilização específica que pudesse justificar sua execução ou o para que está ali!
Surge assim a idéia de transformar esses espaços em uma área onde a comunidade pudesse explorá-lo, de forma polivalente, ou seja, usufruir um ambiente de várias maneiras de acordo com suas possibilidades ou necessidades da população.
Essa idéia de transformação de um espaço “abandonado” com o máximo de possibilidades de utilização pode ser algo possível de se alcançar. O que atrapalha, muitas vezes, é o falta de interesse ou egoísmo de certos proprietários que não abrem mão de seus espaços ociosos – com certa razão, talvez, em função de leis que poderia fazer com que percam de vez tais espaços. Mas o que incomoda é a existência de tais espaços e muita gente sem ter onde morar, divertir, se socializar e muito mais.
Outras idéias podem até surgir, u até mesmo já existam e estão sendo praticadas; o certo é que devemos nos conscientizar da existência de tais situações e praticarmos um fim mais proveitoso para eles; não que eu seja contra ao surgimento de novos espaços modernos e inovadores, mas sou também a favor de se modificar o que não está sendo producente.

EFEITO DAS LOGOMARCAS

EFEITO DAS LOGOMARCAS
O advento do automóvel transformou o homem pedestre em homem do automóvel provocando um movimento de veículos que forçou a origem de uma arquitetura específica, tanto nas grandes rodovias como nos grandes centros.
À beira das grandes rodovias surgem mega-postos de abastecimento que apropriam da oportunidade do movimento para explorar o comércio, que pode ser do mais variado possível – além do combustível para os veículos, o combustível para sustentar fisicamente o indivíduo – digo isso, pois o que atrai aqueles que passam, muitas vezes em alta velocidade, é aquilo que seus olhos conseguem captar. Daí a importância da logomarca, onde se pode assimilar com puro reflexo o que a imagem quer expressar. Por exemplo, onde se ver uma placa do Mac Donald já se sabe que ali é um lugar de lanches, e por aí vai...
Não é nada diferente nos grandes centros onde a necessidade de atração aos clientes passa por um simples olhar.
Também o crescimento populacional dos centros urbanos forçou uma nova disposição para as fachadas dos edifícios. É necessário atrair quem passa ao seu entorno; ou até mesmo filtrar os clientes que se interessa.
Daí a grande necessidade de um investimento nas fachadas com vidros e iluminação e algo mais atraente que faça o cliente ter uma imagem que fique registrada em seu subconsciente, e que de um modo subliminar chame sua atenção.
Também existe um aspecto que julgo importante: a logomarca que gera o fluxo na cidade. Além dos logotipos que direcionam o trânsito dos automóveis, existem os que direcionam os pedestres: aqueles que estão no asfalto das ruas, como as faixas de transposição, os sinais nos semáforos para ciclistas e pedestres, além daqueles para os veículos, a própria fachada de um edifício que se torna referência para muitos como: “aquela loja perto daquele edifício de granito bege”... E por ai vai a grande contribuição que se pode obter das logomarcas ou simplesmente das marcas que referenciam o dia a dia do sujeito que transita, tanto de carro como de bicicleta ou até mesmo à pé nos grandes centros como também nas grandes rodovias que se avançam cada Vaz mais com a modernidade da comunicação. Se isso é bom, não sei, mas é bom que se torne eterno até que surja algo para substituí-los com eficácia.

Dezembro 03, 2008

Logotipo + Arquitetura

Os logotipos e a arquitetura integrados transformam a paisagem das cidades, com suas luzes e cores na maioria das vezes são os maiores poluidores visuais nas cidades. Esta fusão destes dois elementos estabelece uma relação do homem com o espaço, comunicam com imagens que passam a ser reconhecidas como marca.
Um dos melhores exemplos que pode se da sobre a fusão da arquitetura e logotipo relacionada a marca é o exemplo da MC’Donalds, onde a marca é um fetiche, abordando o capitalismo da imagem. A empresa é reconhecida por sua tipografia padronizada com os mesmos desenhos e identificações.
O maior objeto ao se pensar um nome e projetar um ambiente comercial é o de induzir ao consumo, a linguagem textual e espacial são estratégias para o aumento de vendas.

TEMA 7 - ARQUITETURA E LOGOTIPOS

A globalização das cidades trouxe em si benefícios, mas diversas contradições. A busca em atrair o turismo de massa tem impulsionado um crescimento urbano repleto de espaços revitalizados, centros financeiros, museus, áreas de lazer e entretenimento.
Todas as subjetividades existentes em cada país e posteriormente em suas cidades – belezas naturais, cultura, gastronomia, etc. – têm sido exportado para outros lugares através de um modelo que alia arquitetura/logomarca.
São empreendimentos que, em sua maioria nascem objetivando a expansão e posteriormente a transformação em grandes cadeias de lojas, restaurantes, hotéis, etc.
São bilhões de dólares e milhões de turistas - muitos deles ávidos por consumir - disputados por centenas de cidades.
A maneira encontrada para atrair esses consumidores foi fundamentada numa forma de consumo induzido. São outdoors nas estradas, nos edifícios, letreiros digitais e grandes fachadas digitalizadas. Qualquer cidade agora tentar mostrar que é capaz de fazer você sentir a experiência de se comer sushi em tokyo, em restaurantes temáticos, com sushimens de “olhos puxados” e toda a parafernália necessária para tornar o mais “real” possível essa vivência.
São redes de comida mexicana, comida árabe, hotéis italianos, spas gregos, condomínios art nouveu. Lojas Banana Republic com sua arquitetura replicada em qualquer lugar ignoram a cultura local e banalizam a experiência do espaço urbano desconhecido.
O espaço fragmentado, esteticamente violado pelos usuários, influenciado por uma cultura local que não se adéqua aos padrões globalizados e posteriormente incapazes de atrair as grandes corporações é tido como degradado, e visto como hostil aos forasteiros.
A cidade não se configura mais pelas vivências e necessidades subjetivas de seus habitantes, mas se constrói/destrói em função de um modelo de mercado que vende mais.
Não obstante, nos vemos como indivíduos onde a identidade é coletiva, comandada por logos e marcas, onde cada um é o que compra/consome. Habitantes de uma cidade definida por padrões comportamentais mundiais de quase obrigatoriedade, absorvendo uma arquitetura tematizada, e banalizada que tenta nos vender falsas relações sociais e espaciais.

Giselle Leonel

O que será de nós?

O curso de Arquitetura e Urbanismo nos fornecem informações e ensinamentos para que possamos entender o funcionamento de uma construção, saber a finalidade de cada ambiente, e estudar de forma a favorecer o edifício as formas de fachada, permitindo melhor uso de iluminação e ventilação, porém, fazer isso pensando em uma harmonia entre exterior e interior da construção. A fachada de um edifício possui extrema importância, já que é nela que é refletida a intenção de um arquiteto em seu projeto. A partir dela que somos identificados.
Entretanto, a arquitetura está perdendo lugar ao consumismo absurdo das cidades, a valorização excessiva da informação de novas marcas e propagandas. As grandes fachadas são substituídas por banners gigantes, e letreiros luminosos, onde a arquitetura vira somente uma base de apoio a essas marcas e logotipos extra dimensionados.
Não sei se existe, na altura no campeonato, uma forma de mudar essa situação, pois, já não possuímos como arquiteto, controle sobre essas situações, a não ser, que a partir de agora passemos a projetar pensando onde poderia deixar essas propagandas de “extrema importância para a sociedade”, de uma maneira a não prejudicar nosso projeto, mas afirmo, é revoltante imaginar que teremos que nos adaptar a isso e fazer de nosso projeto, nosso estudo, uma forma mais bonitinha de onde será colocada a “Coca - Cola”.

Dezembro 02, 2008

Tema Extra . Perigos, tombos e esperança


Ensaio: Roberto Pompeu de Toledo
Perigos, tombos e esperança

O significado das lajes, em vez detelhados, sobre as casas – um traço típico das moradias brasileiras


Esta é uma história que começa com pessoas desabando do topo de suas casas e termina com uma interpretação do Brasil. O médico Sérgio Branco Soares Jr., recém-formado pela Universidade Federal Fluminense, deparou com um fenômeno que o intrigava quando começou a trabalhar, em meados da década de 80, no hospital Antônio Pedro, voltado para a população pobre de Niterói: pacientes vitimados por tombos do alto das lajes de suas casinhas constituíam um caso dolorosamente rotineiro. Sérgio Branco ganhou uma bolsa para estudar neurocirurgia em Osaka, no Japão, e a permanência por aquelas bandas, que era para durar um par de anos, prolongou-se por uma década. Retornou ao Brasil em 1999. Foi então trabalhar em São Paulo, de novo numa área pobre, e o fenômeno voltou a espantá-lo, agora com redobrada força: as pessoas não só continuavam a despencar das lajes, mas a freqüência com que o faziam era maior.
A casa coberta por uma laje, em lugar de telhado, é uma manifestação tão típica da arquitetura brasileira de moradia quanto os iglus cobertos de gelo na arquitetura dos esquimós. Nos bairros pobres ou favelas, a laje é universalmente preferida a outro tipo de cobertura. Casas em forma de caixote, com as paredes de blocos aparentes – eis a visão dominante nas áreas mais populosas das cidades brasileiras. As casas-caixotes, muitas vezes encarapitadas nas encostas de morros, sempre espremidas umas junto às outras, não sugerem, ao gosto convencional, a mesma elegância de casas arrematadas com as alternativas angulosas das coberturas de telhas. Mas, com boa vontade, pode-se olhar para a Rocinha, no Rio de Janeiro, e concluir que não se trata propriamente de falta de estética, e sim de uma outra estética.
Por que as pessoas caem das lajes? Sérgio Branco pôs-se a pesquisar o assunto. Para começar, é preciso ter em mente o princípio de que a laje não é um pedaço morto da casa, ao qual não se tem acesso, como os telhados. É uma área de serviço e de lazer. As mulheres estendem roupa lá em cima. As crianças brincam. Os jovens se estendem ao sol ou namoram. No fim de semana, o churrasco é lá. Enquanto brincam, as crianças podem dar um passo em falso e despencar. Nos fins de semana, depois de uns tantos copos de cerveja, os adultos estarão propensos a perder o equilíbrio. Sérgio Branco, que hoje comanda o departamento de neurocirurgia do hospital municipal de Ermelino Matarazzo, na periferia de São Paulo, conta de um a três casos diários de tombo de laje. Se o número aumentou com relação à década de 80, quando ele começou a atentar para o problema, não é apenas por estar em São Paulo, onde a população é maior. É também por ter crescido por todo o país, nesse intervalo, a opção pelas coberturas de laje.
Há dois anos e meio, Sérgio Branco criou o Projeto Laje. Para esse médico insatisfeito com o comercialismo da medicina de hoje, e convencido da dignidade do serviço público, foi uma oportunidade não só de atacar um problema, mas de mergulhar na realidade das comunidades atendidas pelo hospital onde trabalha, algo que considera fundamental para o desempenho de suas funções. O projeto começou com palestras de conscientização e desdobrou-se em duas outras vertentes: mutirões para construir muretas de proteção nas lajes e trabalhos para a reinserção social das vítimas graves de quedas. As palestras no começo ocorriam no hospital e reuniam de 100 a 150 pessoas. Depois passaram a ser feitas também em escolas, igrejas e centros comunitários, e chegaram a atrair até 400 ouvintes.
A mais singela providência de prevenção à queda de lajes é a construção de muretas. Dos mutirões para esse fim participa o próprio Sérgio Branco, e não custa nada para o beneficiário, mas mesmo assim a medida encontra resistência. "Por que construir isso se vamos destruir depois?", perguntam os moradores. É que, para entender a laje, é preciso ter em conta que ela embute um sonho. As famílias imaginam que, um dia, construirão sobre ela mais um pavimento. É por isso, mais que por outro motivo, que preferem esse tipo de cobertura. Trata-se de uma afirmação de esperança. Confia-se que, um dia, a família conseguirá bancar a expansão do espaço residencial. Os mais propensos a concordar em erguer as muretas são aqueles em cujas casas já ocorreram acidentes.
A interpretação do Brasil que decorre do estudo da laje tem início com as comparações que Sérgio Branco faz com outros países. No Japão, assim como na Europa e nos Estados Unidos, não há construções desse tipo. Os países ricos as dispensam de suas paisagens. Na África também não há. Ali, ainda se está na fase do barraco de madeira. Cobertura de laje existe em outros países da América do Sul, na Índia e no Sudeste Asiático, regiões em estágio similar ao do Brasil. Economistas distinguem na história dos países as fases dos produtos primários, da substituição de importações, da industrialização etc. As observações de Sérgio Branco conduzem a critério diferente. O Brasil, por elas, se encontra na fase da laje.


Arquitetura, Cartão Postal?

Nada ao acaso! Assim é a cidade contemporânea! De um lugar de convívio e enfrentamento das diferenças, a cidade atual passou a ser palco de ações pré-concebidas. Tudo é pré-programado, e pensado de maneira a gerar sempre as mesmas situações monótonas no espaço arquitetônico estático.
A maioria das grandes metrópoles mundiais – New York, Xangai, São Paulo, Tokyo, Londres, etc. -, ou cidades que aspiram a ser grandes aglomerados urbanos - Dubai, Abu Dhabi, Doha, etc. -, têm buscado homogeneizar o espaço cidade através de uma “arquitetura perfeita”.
Edifícios cada vez mais altos, shoppings cada vez maiores, jogos de luz nos skylines, áreas verdes intactas com plantas imóveis ao tempo, museificadas. Espaço para comprar, para andar, para jogar, para conversar; tudo é concebido para gerar uma determinada ação em um local específico.
Nesse processo de maquiar as cidades globalizadas, a arquitetura aparece na forma de grandes espaços expositivos, tanto de eventos, como da própria arquitetura em si; uma arquitetura cartão postal.
A revitalização de espaços ferroviários, favelas, áreas industriais degradadas, lotes vagos, etc., não se fundamentam no intuito de melhorar esses espaços para a participação da população.
Em geral os espaços são concebidos visando a especulação imobiliária e o turismo de massa. O que sobra para o morador - que não vivenciou nem interveio nesse processo de mudança – é uma área capitalista de espaços semi-públicos e uma arquitetura hostil, estranha e pouco convidativa.
Em suma, a preocupação por um edifício marcante, uma arquitetura que se sobressaia ao resto do mundo, alardeando-se por si mesma e suprimindo o espaço onde está inserida – já que a cidade com suas subjetividades não é vista mais como capaz de atrair as pessoas – exaltada pela estética sublime de vidros altamente reflexivos e limpos, centros financeiros capazes de conter em si, toda a estrutura necessária à vida capitalista, colocou em segundo plano as relações sociais, transformando os indivíduos em meros contempladores de um espaço cenográfico.
Giselle Leonel

Dezembro 01, 2008

Tema 7 - Por onde anda a criatividade?


Nem sempre o que é visualmente atraente é necessariamente funcional.
Os edifícios envidraçados que se espalham pelas metrópoles do mundo, surgiram em decorrência da crise do petróleo que provocou um problema energético sem precedente no mundo.
Passou-se a construir então, edifícios mais fechados com o intuito de economizar energia (mantendo a circulação e a refrigeração do ar exigiria menor consumo em países de clima frio)
No Brasil alguns profissionais passaram a construir e a projetar neste padrão pelo apelo estético, no entanto esqueceram que construções desse tipo trariam sérios problemas para a saúde dos usuários a chamada sed (síndrome dos edifícios doentes) ambientes fechados, contaminados.
Outro problema muito comum no Brasil e a não valorização do profissional do ramo.
As pessoas quando querem reformar ou construir,compram revistas focadas no assunto e “ adéquam “ seu projetos.esquecendo –se no entanto das peculiaridades topográficas,iluminação,acústica,impacto ambiental,etc.
O que acontece neste caso é que por trás dessa pseudo / economia vem um preço a ser cobrado depois.

Tema Extra: Segredos da iluminação



Com o advento da luz elétrica, a iluminação artificial alavancou a edificação moderna e possibilitou a implantação de programas arquitetônicos mais complexos, modificando seu caráter. Desta forma a planta ficou mais livre e os espaços mais profundos. Nota-se desde o início, a intenção de estabelecer uma comunicação entre o interior de uma determinada construção com o seu meio externo. Esta comunicação pode ser chamada, grotescamente, de buracos (janelas).
Tímidas, visto que antigamente as janelas não eram proporcionais ao corpo do edifício, com o decorrer do tempo esta abertura se alargou na intenção de criar um cenário (vitrais góticos).
O tempo passa, surge o renascimento e desperta o homem para a racionalidade / ciência. Com o tempo, esta racionalidade o levará para o desenvolvimento da técnica que impulsionada pela revolução industrial, faz surgir a iluminação artificial. Esta se une às inovações da arquitetura da engenharia (prédios altíssimos, esqueletos de ferro / aço, grandes vãos livres) e faz surgir aberturas “sem limites”, uma verdadeira negação ao escuro.
A supervalorização da iluminação artificial gera um ofuscamento na iluminação natural. A arquitetura sente-se perdida neste meio de apurada técnica (com os problemas oriundos desta) e vai em busca de referência outrora vivenciadas.

“Faz-se necessário e urgente incorporar emblematicamente a tecnologia (iluminação) à atividade arquitetônica em todos os seus aspectos.”

Nos dias de hoje, como é de extrema importância controlar o consumo energético, voltamos ao passado, procurando formas de iluminar os espaços priorizando a iluminação natural, mesmo considerando que a iluminação artificial seja um aspecto muito importante para imprimir o caráter desejado em um edifício. Enfim, gerenciar o sistema de iluminação escolhido, controlar o consumo energético, sem deixar de lado o conforto ambiental são novos desafios.

Tema 7 (Grafite: Vandalismo ou Arte)



A arte do grafite hoje é considerada uma forma de manifestação artística em espaços públicos. E quem diria que é uma das produções artísticas mais antigas deixadas pelo homem através dos tempos. As pinturas rupestres, são os primeiros exemplos de grafite que encontramos na história da arte. Elas representam animais, caçadores e símbolos, considerados até hoje enigmas para os estudiosos do assunto.

Mas foi a partir da década de 1970, em Nova York que surgiram suas primeiras aparições modernas. Alguns jovens começaram a deixar suas marcas, sejam de gangues ou pessoais nas paredes da cidade e algum tempo depois essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.

Segundo alguns estudiosos o grafite está ligado diretamente a vários movimentos, em especial ao Hip Hop. Para esse movimento, o grafite é a forma de expressar toda a opressão que a humanidade vive, principalmente os menos favorecidos, ou seja, o grafite reflete a realidade das ruas.

O grafite foi introduzido no Brasil no final da década de 1970, em São Paulo. Os brasileiros por sua vez não se contentaram com o grafite norte-americano, então começaram a incrementar a arte com um toque brasileiro, o estilo do grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo. Muitas polêmicas giram em torno desse movimento artístico, pois de um lado o grafite é desempenhado com qualidade artística, e do outro não passa de poluição visual e vandalismo. A pichação ou vandalismo é caracterizado pelo ato de escrever em muros, edifícios, monumentos e vias públicas.

De tão popular entre jovens, o grafite é alvo de políticas de ONGs e de Prefeituras. Como exemplo cito trecho de uma entrevista com Alexandre Youssef, da Coordenadoria da Juventude da Prefeitura Municipal de São Paulo: "O grafite reproduz o problema de linguagem que o jovem tem com a sociedade. É ousado por parte do governo reconhecer como arte algo que foi tão perseguido pela polícia. Já fizemos até cursos para a Guarda Municipal explicando as diferenças entre pichação e grafite".

Ainda assim, há muito preconceito em torno do grafite. "Se digo para alguém que sou grafiteiro, a pessoa já me olha estranho, não tem jeito. Mas o grafite já está até na publicidade. Tudo está fora de controle e a cidade está aí para todo mundo usar ", revela o grafiteiro Marllus, de São Paulo.


Referências:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u92041.shtml

Tema livre (ESPAÇO)

Ao se discutir a questão do espaço (do espaço social, do espaço público) deve-se repensar a visão que se tem do que é público e do que é privado, levando-se em conta que os espaços públicos são cada vez mais restritos e que isto tem íntima relação com a qualidade de vida especialmente nas áreas urbanas em que os espaços públicos (que é meu e que é seu: é nosso) se transformam em "moradias" , "escolas", "locais de comércio", "templos religiosos".... , em ritmo bastante acelerado.
O espaço de cada um, de cada grupo social assume uma feição singular, cada qual com os seus significados: são pessoas, atividades e histórias iguais e diferentes, desigualdade e contradições que, numa combinação ímpar constitui os "espaços da gente".
Nos dias de hoje, nós não olhamos quem está ao nosso lado, desrespeitamos o espaço do outro, com isso não enxergamos o potencial muitas vezes explícito em uma determinada pessoa. E cada pessoa é dotada de potencialidades sim, mesmo que ela não se “encaixe” em nenhum grupo pré-determinado, ainda assim é capaz de se mostrar e de defender “seu espaço”.
Pertencer a um lugar, grupo ou a um espaço passa por um limite flexível, posso fazer parte de um lugar ou não lugar só pela minha relação com ele, mas esta relação não responde sozinha a minha posição quanto a este espaço.
Qual é o espaço de cada pessoa?
Onde começa o espaço de um, e termina o de outro?
Como estabelecer estas diferenças?
O que fazer quando alguém desrespeita estes limites?
Vale a pena tomar atitudes decisivas, definidas, fortes?
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Rodolfo Godoy Torres

Tema 7

A cada dia que passa, mais nos vemos presos a determinados "estilos de vida".
São raras as pessoas que não querem possuir roupas, sapatos, carros e até mesmo casas "da moda".
Quem não gostaria de calçar um Nike, ou andar num Honda Civic e morar numa casa projetado pelo Oscar Niemeyer?
Eu me considerava bem desligado a este tipo de coisa, mas mesmo assim meu tênis é Adidas, meu sonho é comprar
um Honda civic, não desmerecendo o Oscar Niemeyer, mas adoraria morar em um lugar projetado pelo Rem Koolhaas.
Por isso e por outras coisinhas mais que eu me considerava desligado, mas não mais porque eu quero o que quase todos querem. Comer beber vestir... tudo do bom e do melhor.
Certo que muitos usam essas marcas como garantia de um bom produto, mas a grande maioria usa porque o Ronaldinho usa. Bebe porque a Juliana paz bebe.
Por isso vou me despedindo desse texto pois estou desligando meu SONY VAIO e indo fumar um HOLLYWOOD "porque hollywood é o sabor do sucesso" vou tomar uma COCA COLA e "viver o lado bom da vida" e depois comer um Big Mac (Mc Donald) porque eu "amo muito tudo isso".
RODOLFO GODOY TORRES

Novembro 30, 2008

Sobre arquitetura, cidades e minhas novas teorias...

Com toda esta discussão sobre arquitetura e espaço urbano cheguei a algumas conclusões.

A primeira é de que não basta ser arquiteto, tem que participar! O diploma na mão não garante sucesso nos projetos, mas sim a informação. Os arquitetos têm que se prepararem para um mercado feroz onde quem não se destaca vira “cadista” de quem melhor se preparou.

A segunda é de que ainda é possível fazer arquitetura de qualidade. Não precisamos nos render ao trivial, nem à estética (ou estática) do “grupo dominante” dos arquitetos super famosos. Temos liberdade para criar e materiais de sobra para ousar (graças a Deus!).

A terceira é que o espaço urbano é do povo e para o povo. Puxa, esta foi a maior lição deste semestre! Nunca entendi direito a enorme quantidade de criticas ao urbanismo clássico, mas agora tudo ficou mais claro. Que se danem as leis do urbanismo, o povo quer mesmo é ser feliz. Independente do que o poder público fizer com a cidade a população vai mudar pra ficar como eles querem, sempre. Sempre haverá caminhos na grama porque ali é mais perto do que pelo calçamento. Ingênuo o urbanista que ainda não descobriu isto.

A quarta é que não vamos poder usar tudo que aprendemos do jeito que quisermos. Infelizmente percebi que clientes não são professores e que projetos reais não são trabalhos de estúdio. O mercado dita regras e o cliente tem sempre razão. Mas o projeto não precisa ser ruim por isso, pelo contrário, acredito que nosso grande desafio será entender o mercado e produzir algo que seja realmente de qualidade sem decepcionar o cliente, é lógico!

A quinta e última é que sustentabilidade é muito mais que reaproveitar água de chuva e instalar aquecimento solar. Temos muita coisa a fazer. Novamente “a informação” é muito importante para que nossos projetos não sejam superficiais demais e se percam no rótulo do sustentável sem serem efetivamente eficientes.

Como diria Sant-Exupéry em O Pequeno Príncipe: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Vamos produzir com qualidade, é nossa responsabilidade!

(Postagem referente ao tema Extra Livre: Valeu Flávia, obrigada pela oportunidade!)

Lilian Castro

Sem identidade


Onde foram parar as fachadas dos edifícios da Times Square, em Nova York? Só vejo anúncios! É isso mesmo, a arquitetura deu lugar a inúmeros letreiros luminosos. Será que este é o destino de nossa profissão? Fazer prédios suportes para publicidade? É triste aceitar, mas os arquitetos acabam tendo que se render ao apelo do mercado que necessita cada dia mais de espaço. O consumismo canibalista impregnado em nossa sociedade faz com que as construções percam parte de sua poética e totalmente sua identidade. Cada vez mais deixamos de expor nossas idéias, ideologias e histórias para evidenciarmos o nome de quem detêm o dinheiro. Se você não for Niemeyer, Koohas ou outro “grande nome” da arquitetura mundial inevitavelmente terá que se render ao mercado. Ou será que não? Como será que poderemos ter o direito de imprimir identidade em nossos projetos sem sermos famosos? Sinceramente não sei! O que sei é que a cada dia vejo mais e mais projetos que atendem somente ao mercado, não têm estilo, não têm conceito, só se prestam a divulgar as marcas que os pagam. Acho de pouca inteligência correr desenfreadamente na contramão do mercado, mas podemos, pelo menos, andar (nem que seja devagar) na direção da ideologia que nos foi ensinada na escola de arquitetura. Se não pode com ele, mude-o. Se o mercado quer te engolir, seja inteligente e (pelo menos) tente mostrar a ele que a arquitetura é um serviço, não um produto. Ver nossa produção arquitetônica ser assinada pelo patrocinador do projeto é triste. Na verdade penso sempre em “quem é que vai saber que esse projeto é meu se sequer percebem que existe um projeto atrás da logomarca da empresa”? E não será o filho reflexo de seus pais? Mas quem são seus pais? Infelizmente, filhos sem identidade são projetos sem liberdade.

(Postagem referente ao tema 7: “Sobre arquiteturas e logotipos”)

Lilian Castro

TEMA EXTRA - População que planeja!

Algumas cidades são planejadas, mas nem sempre o resultado final é o que se foi esperado, isso se deve a vários fatores, os quais não vou colocar em foco no momento. O que acho engraçado é que por mais que se planeje uma cidade, um bairro, seja o que for nunca permanecerá as mesmas características desde o início. Pois, a cidade está em constante mudança, suas necessidades mudam a cada ano, os ocupantes mudam, tudo muda.
Tenho certeza, que a maioria das pessoas, já presenciou a seguinte cena: uma passarela construída para benefício de uma população, vazia, e as pessoas atravessando nas avenidas, entre os veículos. Isso é muito fácil de ver, nem sempre as passarelas são construídas no percurso que já foi “delimitado” pelos moradores.
Isso também pode se observar em parques, onde definem os lugares para andar, mas sempre nos gramados verdes começam a surgir caminhos feitos pelo trajeto das pessoas, acho isso muito interessante. É o “planejamento” na prática, no uso da população.

TEMA 7 - Arquitetura + Marcas

Nos dias atuais cada vez mais se pensa em marketing, os movimentos da indústria, a evolução da comunicação e das marcas. Existe uma necessidade de criar conhecimento de marca e melhorar a imagem, afinal, as marcas podem ser mais fortes que um nome.
A arquitetura é assim, é mais do que simplesmente criar estruturas para nos abrigar do tempo. Os grandes edifícios são artefatos culturais: dão forma a nosso estado de espírito e criam impressões duradouras. Portanto, não é de surpreender que a arquitetura também faça parte da caixa de ferramentas do marketing moderno.
Logomarcas e logotipos bem elaborados são sinônimos também de empresa séria, e isso conta muito.
A identidade visual acima de tudo é a forma pela qual as pessoas irão reconhecer sua empresa, seu trabalho.
O investimento na imagem é a melhor forma de se destacar no mercado, pois é através da sua imagem (logotipo) que se estabelece o primeiro contato visual com o cliente.

Logotipo arquitetonico

A arquitetura passa cada vez mais ser vista como um produto e cada vez menos como um serviço. Todo produto que é inserido no mercado é dotado de uma marca e composto de características que selecionam e definem seus usuários. Com a arquitetura não é diferente, e essa muitas vezes é dotada até mesmo de logotipos.

Logotipo é a palavra usada para definir a representação gráfica da marca. Como se fosse uma assinatura institucional, e segue um padrão visual que a torna reconhecida aonde quer que ela seja impressa, atribui uma imagem à marca e/ou à empresa.

Quando olhamos para o lado da arquitetura, esse logotipo pode ser concebido através de algumas formas distintas. Às vezes através de uma determinada tipologia de construção, como na arquitetura barroca ou colonial, em que é possível distinguir facilmente o tipo de arquitetura de acordo com suas características. Outras vezes, de uma forma bem mais peculiar, em que cada arquiteto, na suas particularidades, acaba por definir seu logotipo, através de elementos gráficos ou construtivos, tornando a arquitetura como uma marca de identidade.

Uso dos muros no meio urbano

Altos, baixos, compridos, estreitos, em construção, em desconstrução, rebuscados, rabiscados, rebocados, pintados. Por onde passamos deixamos em nossa memória a imagem de inúmeros muros, pois a cidade é marcada pela presente Constancia dos mesmos.

Os muros são criados com um fim determinado, a demarcação de um território e/ou segurança. Delimitação de um espaço que pode estar em uso ou não, e se tornou um elemento característico no meio urbano e acabam por acarretar funções distintas das que possuíam.

São vistos como elementos que reconfiguram o espaço urbano e comprometem questões de acessibilidade e circulação, alterando a paisagem urbana, descaracterizando-a, além de interferir na vida pública e nas relações entre indivíduos de diferentes classes sociais.

Usados para propaganda, pelos pichadores, ou por grafiteiros, podem ser vistos como elemento de impacto visual, porém poderiam ser construídos de maneira a possuir o