Novembro 24, 2009

Observações

Pessoal,
como os temas 6 e 7 são livres, é importante que os que forem postar com atraso identifiquem, junto ao título, de qual de trata. De toda forma, lembrem-se que o atraso só vale por 01 semana após o prazo estabelecido. Sem choramingos.
Abraço,
Flávia.

Novembro 23, 2009

Revistas e revistas de arquitetura

A revista, assim como o telefone, avião, computador, entre outros inúmeros elementos foi uma das mais formidáveis invenções criada pelo homem. As revistas hoje são responsáveis por gerar cultura e até mesmo uma “degradação” da mesma, principalmente nas revistas de arquitetura, que da mesma maneira que as revista de moda, lança produtos, cria tendências, apresentam novas “tecnologias” porem o que esta sendo divulgado nas revistas é um produto idealizado, desejado, ou necessitado? O que buscam as revistas de arquitetura hoje, em sua grande maioria, é criar um rotulo de que a arquitetura não é acessível para todos. Uma dona de casa comum não criar o hábito de ler revistas de arquitetura com o intuito de melhorar suas condições de vida, elas preferem ler revistas com resumos de novelas e etc...
O problema está na cultura da população ou simplesmente no conteúdo que as revista passam para o leitor? As revistas de arquitetura não são criadas apenas para profissionais, muito pelo contrário, a população é um grande alvo para as revistas, porém esta população apenas tem o habito de ler este tipo de revista quando estão mexendo com obra, e não se criam o hábito de acompanhar as novas tecnologias e construir uma postura crítica diante da arquitetura que temos hoje. Muitas vezes o conteúdo das revistas filtra seu público por condições financeiras, assim excluindo uma grande parte da população que se encontra em um mundo totalmente despreocupado com as condições de moradia. Não adianta revistas citarem grandes nomes da arquitetura e estilos, para uma população que não recebeu este tipo de informação, da mesma maneira que não adianta colocar imagens de projetos de casas de campo em área super luxuosa sem que pequena parte da população tenha acesso a isso. O papel das revistas são de informar, mas antes de informa é preciso despertar o interesse do leitor.

TEMA 7

Pessoal, último tema do semestre: livre.

Novembro 19, 2009

Arquitetura e a pobreza

Em toda discussão, atrelada às situações de habitações constituídas por aglomerações como favelas, palafitas, cortiços e loteamento irregular, sempre possuem uma relação indissociável com as questões de pobreza eminente, e por falta de recursos financeiros dos governos, para promover uma melhoria para as áreas inseridas neste contexto. Mas se a falta de verba e um dos fatores de maior responsabilidade por esta situação, o que compromete as iniciativas de melhoria, quando o governo possibilitado por diversos investimentos a exemplo do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e a novas políticas públicas urbanas com métodos mais flexíveis e ordenados a resolverem estas questões.
Um dos motivos que podemos apontas, é a carência de projetos e iniciativas dos setores ligados diretamente a questão urbana e habitacional. Este motivo e bem convincente, quando se examina a complexidade das relações subnormal das habitações irregulares no país. Mas na grande maioria das propostas de melhoria, com intuito de reverter este quadro, são meramente paliativas, com intenções de simples política. Situações de mudança “aparentes” podem ser percebidas por todo o Brasil, como o que ocorre em Salvador na Bahia, que possui bairros erguidos sobre aterros que invadem os manguezais, além das palafitas ancoradas pelo litoral. Outra situação são os de investimentos em melhorias nas favelas da Rocinha e do Complexo do Alemão, na cidade do Rio de Janeiro RJ, famosa por seus traumas que misturam pobreza e violência urbana, apresenta também as condições criticas de São Paulo SP, e os métodos de ilegalidade que envolve os loteamentos pela periferia. Estas ocorrências são comprometidas quando a habitação irregular e tratada de modo isolado, em contemplar as relações com a cidade, seus centros, suas áreas nobres.
A irregularidade das habitações, não esta ligada a qualidade das moradias e nem mesmo a falta delas, mas sim de uma percepção urbana mais ampla, de inclusão social. E atentar para situações bastante conhecidas, que criam condições de acesso barato e proximidade da população a elementos básicos como: emprego, hospital, saúde e educação. Esta solução seria possível se todos os projetos lidassem com uma participação popular ativa, o que não ocorre na prática, onde todas as ações de governo tomam posturas corriqueiras e de simples politicagem incapaz de dialogar e até mesmo informar. São decisões meramente temporárias.
Esta falta de informação promove o afastamento da sociedade para com as decisões públicas, e quando o poder público resolve tomar decisões conjuntas a sociedade, os projetos já estão predefinidos, cabendo a sociedade apenas uma votação, o que e pouco. Esta falta de informação, sem efetivo consenso social não prejudica apenas as relações de ocupação desordenada, mas também, a estruturação urbana tão complexa e delicada de se resolver. Todos estes fatores e aspectos sociais não estão tão afastados de nossa realidade, mesmo que em escala inferior, as relações de habitação irregular e desordenada, associadas às decisões de governo paliativas sem envolvimento com a sociedade, existem e são bastante conhecidas.
Há algum tempo a cidade de Ipatinga, promoveu uma grande remoção de moradias irregulares do centro, com um discurso dúbio sobre melhorias para a região, e a criação de um novo centro, que recuperaria as margens do ribeirão Ipanema, este fato pode ser claramente interpretado como um ato de político de viés de higienização social. Outro fato, este mais recente, pode-se observar durante as obras de recuperação da drenagem de um córrego no bairro Caladinho, em Coronel Fabriciano, onde foram aplicados altíssimos financiamento, para uma solução meramente temporária, sem levar a menor consideração com outros fatores ao seu redor, como as ocupações de dos topos de morro, e das relações sociais da região. São estes tipos de situações, seja elas de grande ou pequeno porte, que quando não é buscada a participação popular efetiva, sofre com análises incorretas e comprometedoras da organização social, habitacional e urbana das cidades.

Walter Silva Costa

Grafitti: Vandalismo Artístico ou Arte Marginalizada

[Graffiti: pl. do italiano grafitto; Arte de protestar e transmitir mensagens nas paredes][Grafitto: escritas feitas com carvão]

Brasil, Argentina, Cuba, Japão, China, Estados Unidos, Rússia, Israel, Palestina, o mundo. Em pequenas cidades ou grandes centros urbanos, ocultos em pequenas vielas, expostos em grandes muros de avenidas, invisíveis sob tubulações de esgoto, móveis em vagões de metrôs. Em qualquer lugar, plano ou não, quando menos se espera encontra-se um. Às vezes pequenos e solitários, outras vezes imensos, concatenando-se em num mural gigante até onde permite a tela/muro em que se estampa e tão ousados que extrapolam o vertical de seu lugar comum, partindo para o horizontal das calçadas e o que mais estiver próximo.

A arte de protestar e transmitir mensagens nas paredes é um costume bem anterior à nossa sociedade. Isto vem desde os antigos romanos que deram origem à palavra Grafitte. E se observarmos que os desenhos dos Graffitis, além de protesto contam uma história, ou um fato acontecido, poderiam então, ser considerados registros históricos, bem como as pinturas rupestres em cavernas.

Se analisarmos pela ótica da Lei, o Graffiti seria sim uma prática de vandalismo. Por ferir o bem público e desafiar a autoridade ele se encaixa como vandalismo, mas, por diversas vezes os muros pintados por “grafiteiros” tem o aval e autorização assinadas dos proprietários. Então, a partir deste ponto, como se encaixaria esta expressão? Particularmente, considero todo e qualquer Graffiti como expressão de arte, e como toda arte, existem aquelas que são extremamente belas e complexas e por isso se destacam das demais, e existem aquelas que poderiam muito bem não existir.

Respondendo a pergunta, acredito que dependa única e exclusivamente da opinião do observador. Por diversas vezes parei por um longo tempo para observar um grande muro pintado, ou um desenho quase escondido em um canto de muro, o que já atraiu a atenção de pessoas com comentários únicos do tipo: “Que sujeira é essa?”, “Será que não mora ninguém aí pra deixar esse muro assim?” ou então: “Dá vontade de trocar minha parede por essa daí!”.

São opiniões, respeitadas, mas que mostram que há aceitação, e se seria possível trocar um quadro emoldurado que orna uma parede qualquer por “um desse daí”, então, é válido considerar o Grafitti também uma forma de arte?

Industrializaçao da Construção

Ao analisar-mos o cenário nacional de desenvolvimento tecnológico de todos os setores do pais, fica claro, que a construção civil ficou para trás, mesmo havendo algumas construtoras utilizando sistemas industrializados e tecnologias importadas – que são muito poucas em âmbito nacional, e não são utilizados em todos os processos da obra – ainda há um foco voltado para o trabalho manufaturado, pois, há uma grande quantia de mão de obra sem especialização no mercado, com valores salariais extremamente baixos, atraindo os construtores para este tipo de investimento, devido obter de imediato uma considerada economia e sequencialmente um maior lucro.
Esta lentidão no desenvolvimento do setor é causada pela cultura nacional, provida de uma estratégia antiga do BNH (Banco Nacional de Habitação), nas décadas de 1960 e 1970, de incentivar os construtores a utilizarem a mão de obra na construção civil, e em contrapartida, facilitavam a liberação de créditos para a construção ( mas sem esta ideia do BNH, hoje o nosso pais poderia ter um alto indice de desemprego). Esta cultura perdura até hoje, nos deixando “isolados” das novas tecnologias dos países desenvolvidos, onde hoje, seriam muito úteis para os construtores e a população em geral, pois teríamos um outro ritmo de desenvolvimento e implantação da habitação industrializada no país.
Ao analisar-mos algumas construções que foram utilizados materiais industrializados, nota-se, que os ambientes não oferecem qualidades espaciais aos indivíduos que neles irão morar. Muito menos uma ligação entre os espaços e/ou maleabilidade de expansão e inversão (trato aqui a inversão como a reutilização de um ambiente destinado a um tipo de atividade para outra) desses ambientes. Os espaços nestes edifícios geralmente já estão definidos, e não foram feitos para um cliente em especial, deixando assim, praticamente impossível o morador implantar em sua habitação a sua real identidade e moldar o espaço de acordo com as suas necessidades, obrigando-o no futuro a fazer uma reforma de ampliação ou remodelação do espaço, pois no projeto inicial o espaço era dimensionado num tamanho mínimo, desconfortável, que, nos padrões das construtoras são os ideais.
Será que os construtores de hoje estao mesmo interessados em mudar o tipo de sistema construtivo para o industrializado?
Para que o Brasil possa ser industrializado na construção civil, teremos que mudar este pensamento de querer resultados imediatos, onde, em conjunto com o incentivo do governo (sem isso fica muito difícil) poderemos ter no mercado de trabalho mão de obra especializada, trabalhando no canteiro em conjunto com os maquinários que são indispensáveis hoje no setor. Podendo á longo prazo, voltar as atenções das grandes empresas construtoras do exterior para o setor no país, aquecendo simultaneamente a nossa economia, melhorando bastante a qualidade de vida de todos.

Novembro 18, 2009

Revista de arquitetura

Revista, publicação periódica na forma de uma brochura mais ou menos extensa, com escritos dedicados a um determinado assunto.

A revista é uma das formas mais populares de se difundir alguma informação, por ser de fácil aquisição e possível de se encontrar em qualquer esquina, é um veículo de comunicação em massa que ensina, informa, forma opiniões.

Quando se trata de arquitetura temos publicações voltadas principalmente para o público leigo, com dicas de construção, preços, etc. Pouco se vê discussões que sirvam para complementar o repertório dos profi ssionais da área.

Geralmente aquilo que é apresentado ao leitor, é uma arquitetura que muitas vezes está distante de sua realidade, formando no leigo a idéia que arquitetura é pra gente rica. Espaços que são mostrados como local de contemplação, ao invés de um espaço para ser vivenciado. Ou às vezes se cria a idéia de que arquitetura é mais voltada para estética.

Muitas vezes a profissão não é valorizada porque os veículos de informação não apresentam a importância do profissional, não é apresentado ao leigo que existem muitas questões a serem levadas em consideração em um projeto além da parte visual.

Dessa forma vemos que os veículos de informação, que poderiam popularizar a arquitetura, cada vez mais faz com que ela esteja distante da massa.

DESABAFO DE UMA CIDADE INDUSTRIAL Podemos intervir?

No contexto que se vive uma sociedade industrial, a padronização é a marca principal desse sistema. A forma mais produtiva de se fazer isto é criar padrões definidos para tudo; formas de trabalho padronizadas produzindo produtos e serviços padronizados para pessoas padronizadas. O padrão possibilita a produção em série, numa repetição constante e inviolável de procedimentos e fluxos regimentados pelo funcionamento das máquinas empregadas na fábrica. Um dos mitos da indústria é construído pela ideologia estatal do industrialismo, onde todos são iguais e que a liberdade de cada um é individual. A verdade, no entanto, é que a produção industrial massifica todos, eliminando personalidades e individualidades que se devem expressar no vestir, no calçar, no comer, no morar, no falar, no expressar, no trabalhar, no amar! Sem dúvida, o padrão eliminou certas diferenças sociais e até políticas, mas os colocou dentro dos mesmos limites, nos mesmos padrões, nos mesmos moldes. Não só padronizou tudo, mas também a todos.

Esta é uma brutalização do próprio corpo do trabalhador, onde toda sua capacidade se resume a uma repetição infindável de tarefa num mesmo ciclo de tempo, espaçado em frações bastante pequenas. A brutalização está tanto na repetição como no tempo medido milimetricamente.

O tempo é dinheiro, porque as máquinas não podem parar. Quanto mais unidades uma máquina produzir mais barato cada unidade fabricada será, pois os custos de produção, inclusive o investimento da máquina e os próprios salários, podem ser repartidos por mais unidades produzidas. É por isso que eles não podem parar de produzir, eles têm horário para tudo: O turno ou horário normal uma jornada de segunda a sexta. E no final de semana é a mesma coisa! E amanhã a mesma coisa! E daqui a um ano tudo igual! E daqui a 20 anos tudo igual! Mas acostumam com isto, pois é o único sustento que eles têm. Os trabalhadores se alienam da produção como um todo, é possível, até hoje, encontrar trabalhadores que não têm o mínimo de conhecimento sobre a utilidade de seu trabalho, até porque não sabem onde seu trabalho particular será usado. A perda da visão da utilidade de seu trabalho é talvez a mais grave.

Pensar nestas padronizações dentro da arquitetura foi algumas metas dos urbanistas nas décadas de 30 e 60. Uma das alternativas para a cidade industrial era uma procura de um modelo de cidade que propiciasse novas formas de vida urbana e que garantisse a possibilidade de transformação social.

O conceito dessa Cidade Funcional habitar, trabalhar, recrear e circular definem a cidade e sobretudo, atendem todas necessidades da sociedade. Bem, se tivesse dado certo... O projeto dessa Cidade Funcionalista era organizar todas as funções da vida coletiva e com esta lógica de produção em série, resultaria na Máquina de morar, como sinônimo de morar de forma “eficiente.”

Bem, ao meu modo de ver, a cidade se torna o palco da produção em série. Temos um grande desafio pela frente, sair desta padronização não será fácil, mas não podemos perder a visão da nossa utilidade.

Helen Judith Bussinger Dias Neubert

Novembro 17, 2009

Habitação Popular suburbana

No Brasil, já á algum tempo as grandes cidades vêm tendo um significativo processo de transformação no planejamento urbano. As metrópoles geralmente foram expandidas e adensando sem nenhum estudo que viabilizasse os impactos deste crescimento, e esta mudança se relaciona diretamente com a lógica de implantação das Habitações populares do Brasil.

A de se compreender que uma cidade altamente adensada sem qualquer planejamento, tem no seu centro a principal área de aglomerações e na maioria das vezes essa se dá através de comercio e favelas. Analisando a tipologia residente nessas áreas, se observa que boa parte delas trabalha nas proximidades, o que indica um motivo para o aglomerado de moradias.

Mas o fato é, havendo o centro destinado a esses grandes aglomerados, e os bairros adjacentes servindo como meios contribuintes para o funcionamento da parte central e serem bairros já estruturados, onde mais se poderiam implantar moradias populares senão em áreas sem ocupação, que neste caso são as periferias? Por que isso acontece?

De acordo com o “Blog do plenário” isso ocorre:

“Primeiro porque essa população, cada vez mais é expulsa pela especulação imobiliária, pela valorização da terra nestas regiões; segundo pela ausência de uma política habitacional consistente que leve a uma reurbanização física e humana do centro e dos centros expandido da cidade; terceiro uma visão higienista e preconceituosa com a população de baixa renda que esta atual administração tem, investindo em políticas de mandar para a periferia as famílias de baixa renda.”

Já nas opiniões de Byanca Amorim, Ellen S. V. Tambosetti e Sílvia Santos, toda a lógica de habitação suburbana foi decorrente de um processo irracional:

“Poucos países conheceram um crescimento populacional tão grande e rápido como o que ocorreu no Brasil nos últimos anos. A este incremento populacional correspondeu um aumento do número de assentamentos irregulares e uma extensão irracional da malha urbana, consolidando-se a busca das periferias das cidades como local de moradia da população de menor renda. As condições de vida dos moradores destas áreas são marcadas em primeiro lugar pela violência estrutural e seguem com uma violência ainda maior, aquela que agride sua condição de ser humano. A pobreza, a miséria, a ausência de direitos básicos para uma parcela da população é um problema de todos. Qualquer ser humano tem direito à cidadania e a falta desta para alguns só pode ser solucionada por meio de um esforço coletivo.”

Assim, este processo de implantação de Moradia Popular sinaliza para a necessidade da avaliação dos melhores meios de se implantar estes projetos, uma vez que todo este planejamento interfere no cotidiano e no futuro não só do morador, como também de toda a cidade. Pensar Habitação vai muito além do que pensar paredes. É necessário entender que antes de qualquer coisa habitação é Urbano. E este, está diretamente ligado no cotidiano, na rotina e na vida/viver.

Paradoxo Urbano

O mundo contemporâneo sofre com diversos problemas urbanos, transporte público, segurança, déficit habitacional, falta de espaço urbano, entre outros. O deslocamento das pessoas para as áreas centrais onde estão concentrados grandes números de vagas de empregos, principalmente os trabalhadores mais humildes, onde se deslocam todos os dias de bairros longínquos, encaram ônibus e metrô lotados, se espremendo uns aos outros, até o local de trabalho, isso gera um estresse muito grande entre as pessoas de cidades com esse tipo de problema.


As regiões sempre possuem uma cidade mais desenvolvida, onde a infra-estrutura é mais avançada, por este motivo atrai habitantes dos municípios vizinhos, o que dificulta ainda mais o problema de transporte público. A questão é comum na maioria das regiões e o ponto em que se é mais comum é que varias regiões se ligam a uma em comum, as quais seriam regiões comerciais ou industriais, onde está centrada a economia e as vagas de emprego. No entanto as moradias próximas a essa realidade são super valorizadas, e as pessoas que trabalham por perto nem sempre tem condições de sustentar uma moradia nesse local, e ao mesmo tempo, as pessoas que poderiam pagar o valor estimado para as moradias nessas regiões não querem morar ali, por diversas questões. Essa é uma lógica que já existe a muito tempo nos Estados Unidos e em outros países mais desenvolvidos, as pessoas que moram nas regiões centralizadas são aquelas que não podem morar em lugares mais reservados, que possuem uma segurança mais afetiva e maior tranqüilidade por ser bairros residenciais, abrigando apenas alguns pequenos comércios locais. No Brasil isso começou a acontecer nas ultimas décadas, com a inserção dos alfavilles, condomínios de luxo que são inseridos em regiões longínquas do núcleo urbano, com a promessa de segurança e bem estar, onde o acesso é restrito.


Outro aspecto a ser notado é a não utilização dos centros econômicos municipais no período noturno. Os centros comerciais são os locais da cidade onde possui a melhor infra-estrutura viária, parques públicos, praças e outros espaços públicos a serem citados, porém sua vida útil é baseada somente no período comercial, que é o horário onde as lojas e bancos estão abertos, fora isso as ruas dos centros geralmente se encontram vazias durante a noite, a não ser quando ocorre algum evento de grande importância, ou em alguns pontos específicos que abrigam bares e boates com funcionamento noturno. Porém só esse tipo de movimentação não é suficiente, além do mais, a existência de diversos prédios abandonados e semi-utilizados ajudam a desertificar os centros no período noturno, as capitais começaram a reformar e reutilizar prédios dos centros para moradias populares, que é uma grande saída para amenizar diversos problemas relacionados.
Existem alguns casos também de invasões a edifícios abandonados, organizado pelo movimento dos sem teto (MTST), onde esporadicamente locais de interesse a moradia destinada a pessoas de baixa renda são escolhidas para serem invadidos, mostrando a possibilidade de solução ao problema que se agrava cada vez mais pelo país.


O Brasil vem se desenvolvendo economicamente a cada ano, e isso deveria se refletir na qualidade de vida dos seus cidadãos, embora vários programas políticos venham se apresentando nos últimos anos, ainda cresce o número de habitantes em locais inadequados, a busca de uma moradia digna ainda faz parte da realidade de grande parte dos brasileiros, o que segue o contrário da lógica, já que existem tantos edifícios em desuso nas principais cidades do país, que é onde se encontra a maior parte do problema.


Grande parte dos edifícios abandonados possui um contexto histórico, e deveriam ser preservados de acordo com as normas de patrimônio do país, porém muitas vezes o que acontece é exatamente o contrário, alguns prédios históricos que não estão obsoletos, se tornaram pontos de comercio, museus, galerias, bibliotecas ou foram adaptadas para um novo uso, mas sem nenhuma preocupação com o que o prédio significa culturalmente ou historicamente, não só para região, mas também para o país que é multicultural. Mas existem diversas reformas que conseguiram manter as características históricas mesmo sofrendo algumas alterações, é o caso da pinacoteca de São Paulo, projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, onde as alterações do edifício foram sutis o suficiente para manter a memória do edifício, além de potencializar a vocação turística do local.


Os projetos que tem como medida de tornar os edifícios obsoletos em moradias populares tem alcançados vários resultados, o primeiro é o cuidado com os edifícios históricos, o que pode gerar um perfil turístico para a cidade, gerando emprego e renda para os municípios. Além de atrair moradores para as regiões centralizadas, diminuindo a criminalidade, o que poderia ajudar no processo de desfavelização, e ainda de tornar a cidade acessível, pelo ponto de vista da população que percorre grandes distâncias para poder trabalhar, e também fazer correr o dinheiro, já que um edifício desses é de grande valor e está obsoleto enquanto pessoas pedem por moradia.


Existem também projetos que visam esses prédios para âmbito comercial ou institucional, como a antiga sede do BNDES em São Paulo (1967 a 1979), e logo depois foi ocupado pela LIGTH (1982 a 1993), após ter ficado fora de uso 12 anos, o edifício ganhou um projeto de retrofit, que busca a atualização dos sistemas que compões o prédio, assim como eficiência energética, a readaptação de equipamentos defasados, e uma nova concepção de espaço interno. Essa tem sido uma prática cada vez mais comum, evitando o aumento de edifícios obsoletos, assim como buscar novas maneiras de utilizar edifícios fora de uso, para amenizar essa realidade.

HUGO MARLON

Novembro 16, 2009

>>> Poluição Visual ???

As pessoas, os veículos e os edifícios parecem esconder-se atrás de estampas em roupas, adesivos, pinturas e seus glamurosos néons. Entre letras, formas, fotos, imagens, carros, pessoas; tudo quase se mistura.
A cidade aos poucos vai perdendo o aspecto arquitetônico, e as pessoas em seus prédios acabam escondidas atrás de propagandas, e o que sobra é apenas uma necessidade frenética de “tentar” vender e “querer” comprar.
Os outdoors espalhados por todos os lados parecem grandes TVs, pois a cada dia em que se vê, imagens diferentes, imagens estas com prazo de validade, mas com validade suficiente para que em algum momento pare, olhem,e os observe mesmo com a velocidade do cotidiano.
Por todos os lados se vê uma arquitetura sendo sucumbida pela propaganda. E em meio à todo esse misto de informação, observo uma arquitetura contemporânea que surge com o intuito de se impor na cidade através da visibilidade clara do espetáculo. Uma arquitetura postal, usada como forma de marketing de empresas, lugares e até mesmo de pessoas.
Aos poucos o espaço urbano vai se descaracterizando e deixando de ser um lugar de trabalho e moradia, passando a ser um espaço teatral, que parece não mais ser capaz de seduzir por sua própria conformação, necessitando agora de “super-produções” e “pesadas maquiagens”. Uma forma gritante de capitalismo.
No livro “Condição Pós – Moderna” o autor David Harvey ¹ recebe as críticas dos pós-modernos como legítimas e saudáveis, sobretudo quando essas críticas chamam atenção sobre as diferenças e o direito dos "outros" falarem com suas próprias vozes.
No entanto, diz se não for olhado além dessas diferenças será perdido de vista os processos gerais nos quais se movem as pessoas. Assim estarão impedidos de pensar o capitalismo.
Por outro lado, podem-se assimilar as diferenças pelo capitalismo, criando o mercado das diferenças convertidas em mercadorias. Sendo assim, estamos acostumados a “consumir diferenças” em restaurantes, filmes, música, viagens, roupas, propagandas, etc. uma reserva inacabada de mundos fragmentados onde se pode escolher.
Assim, como as novas formas de produção e acumulação capitalista, os projetos do pós-modernismo são marcados pelo domínio das imagens.
Este domínio de imagens do pós-modernismo foi muito bem abordado pelos autores Robert Venturi², Denise Scott Brown e Steven Izenour,no livro “Aprendendo com Las Vegas” onde a idéia de uma arquitetura visual de letreiros e outdoors foi sugerida como opção à falta de ornamento propagada pela arquitetura moderna.Com o pós-modernismo, esta idéia tomou corpo.
Um dos maiores erros é confundirmos ornamento com decoração e no entanto Venturi, reduz o ornamento à simbologia comunicativa. Em “Aprendendo com Las Vegas,os autores defendem uma paisagem urbana dominada por anúncios e letreiros como forma de suprir a falta de referência urbana que a arquitetura moderna não proporcionaria.
Esta posição, que se espalhou tanto quanto a cultura de consumo,considerou a arquitetura como algo secundário. Surgiram então os galpões decorados. A atitude das grandes cidades pode ser lida, assim, como uma revisão desta política urbana de consumo, surgindo aí uma nova chance para a arquitetura.
No entanto a nova visibilidade da arquitetura de alguns prédios não deixa de ser comparada, com a arquitetura moderna pré-fabricada.
Os outdoors, os cartazes publicitários, as faixas colocadas nos viadutos e as propagandas pintadas nos muros são apenas alguns dos elementos que são espalhados em excesso por todo o mundo, contribuindo assim com a poluição visual. Uma ‘’paisagem’’, que de tão comum, é vista como “natural”, mas que na maioria dos casos, confronta com o Código de Obras e Posturas das cidades brasileiras.
Não estou insinuando que nenhuma grande metrópole do mundo irá proibir completamente anúncios exteriores, mas em geral, outdoors poderiam ser tolerados em áreas específicas, quase sempre longe dos centros históricos e urbanos.
Em Curitiba está em andamento o projeto cidade limpa que partiu da cidade de São Paulo.
Este projeto visa uma limpeza visual da cidade de Curitiba, o projeto entra com um decreto que estabelece o tamanho padrão da propaganda, a distância mínima entre elas e até a cor da moldura.

‘’Até a publicação do decreto, a publicidade era regulamentada pelo Códigos de Posturas da cidade. A lei é inspirada na Lei Cidade Limpa do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab que retirou das ruas da capital paulista cerca de 1.312 outdoors. A prefeitura de Curitiba estima que existam na capital cerca de 3 mil equipamentos de publicidade externa. A previsão da prefeitura de Curitiba é reduzir em 40% de todo esse material e a multa prevista para quem manter propaganda em desacordo com o decreto pode variar de R$ 100 a R$ 5 mil.’’(Artigo da Prefeitura de Curitiba)

Uma forma muito interessante que esta sendo usado em Curitiba, para resolver o problema da propaganda, sem uma poluição visual e o road-door, o primeiro outdoor de asfalto.
Com isto podemos ver que em todo o Brasil temos o problema da poluição visual, assim, diante da proliferação de imagens, signos e mensagens que vêm ocorrendo nas cidades, devemos acreditar que a urbanização das cidades pode ficar cada vez melhor se conseguirmos abordar o problema que passa pela discussão do seu significado e alcance.




Notas:
1 - David Harvey: Arquiteto e escritor.
2 - Robert Venturi: Arquiteto e escritor.

Bibliografia:

Livros:
HARVEY, David. Condição pós - moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. 2. ed. São Paulo: Loyola, 1993. 349p
VENTURI, Robert; IZENOUR, Steven; Brown, Denise Scott. Aprendiendo de Las Vegas: el simbolismo alvidado de la forma arquitectónica. 4. ed. Barcelona: GG, 2000. 228p

Sites:

www.vejinhaonline.urbano-projeto belezura.htm
www.arcoweb.projetobelezura.com
www.cidadelimpacuritiba.com.br
www.prefeituras/curitiba.com

Novembro 13, 2009

A cultura visual massiva

“As imagens que nos olham são aquelas que nos controlam”. Virilio

Revista: Órgão publicitário, periódico de uma entidade social, cultural ou econômica. (Ou seja, folhas de papel com imagens e textos impressos).

De início parece inofenssivo e até mesmo instruível ao público alvo, mas ao analizar bem a situação, descortinamos um problema grave principalmente em nosso contexto de atuação no mercado de trabalho: a arquitetura.

Nas revistas são comercializados os chamados de espaços óticos, onde a percepção e a experimentação se dão por uma visão distanciada do objeto em questão. A sociedade está estrategicamente infiltrada em um fluxo onde predominam as imagens.

É impressionante como uma habitação é “vendida” baseando-se somente na visão à distância que se tem de um ambiente reproduzido e impresso. São publicadas imagens impressionáveis e ilusivas ao público, criando uma anestesia visual frente a uma sociedade em que o que impera, é a cultura visual massiva, em que a percepção é determinada pela velocidade.

Com isso, ocorre uma obstrução no sentido espacial de percepção do ponto de vista do observador/leitor, onde são destruídas as noções do real e do imaginário, do possível, do adequado e do funcional. As paisagens mostradas são físicas e estáticas e não sensíveis e interferíveis. São ambientes inúteis, ociosos e inativos quando tranferidos para o contexto de uso pessoal/particular. Até mesmo inacessíveis financeiramente e espacialmente, distintos da realidade material.

Além disso, as revistas enfatizam a precariedade da paisagem e ajudam a afirmar a noção coletiva de que o profissional de arquitetura trabalha somente para a elite. E acima de tudo, a cópia destes ambientes esgota o potencial e a capacidade criativa do arquiteto.

Deve-se então atentar para espaços possíveis, contaminados por práticas contínuas e reais, com indícios de uso e não só de contemplação, paisagens sentidas pelo corpo inteiro e não somente pelos olhos, avançando em direção à interioridade, pensando na presença do corpo e a sua relação com o mundo ao seu redor.

Novembro 12, 2009

REvista-se

Revista é um artefato publicado periodicamente sobre um determinado assunto, podendo ser de cunho publicitário,jornalístico, informativo ou de entretenimento, geralmente direcionado a um público específico.

Hoje no mercado existem um grande número de revistas voltadas para o assunto arquitetura,contudo esta é uma ciência que tem procedência em uma esfera multidisciplinar bastante ampla, possuíndo em sua base o conhecimento científico: da arte, da tecnologia, da matemática, das ciências sociais, da história, da política, da filosofia, dentre outros.

Dentre essa multiplicidade de conteúdos surgiram variados tipos de revistas, sobre assuntos diversos para públicos distintos; indo do tema mais técnico ao mais superficial;a decoração.

Elas podem ser encontradas em diferentes formatos,seja na mídia tradicional ou no campo virtual, dos blogs, sites e magazines eletrônicas.

Porém com todo esse mundo de cientificidade que poderia ser absorvido pelos arquitetos (capacitando-os a entender e possibilitando um maior domínio do que se produz), o maior público (em grande maioria leigos e uma corruptela de profissionais em arquitetura) se voltam para aquilo que deslumbra, satisfaz, encanta, ambiciona, e que faz sonhar.

Novembro 10, 2009

TEMA 6

O tema 6 também é livre. Abraço da Flávia.

Novembro 09, 2009

Revistas precisam ser revistas...

Quando mais novo conhecia somente uma revista de arquitetura e aquelas de projetos prontos, as quais não achava legal, porque não acho bacana tu ter uma casa igual à uma outra, acho que mesmo fazendo uma cópia de uma revista, acontecem adaptações de acordo com suas necessicades. Hoje já vejo revistas mais legais, com projetos super bons, que são preparados de acordo com o contexto local... Acho que as revistas de arquitetura devem ser bem mais elaboradas nessa questão de explicação dos projetos, dizendo os porquês das atitudes dos profissionais. Colocar somente por colocar e não ter explicação, perde o sentido do projeto. Claro que as imagens são de babar, mas existe muito mais além das imagens. As revistas precisam ser mais técnica e explicativa, mostrar que o profissional não faz nada por fazer, que possui uma pesquisa por trás de tudo o que ele faz. As revistas precisam ser revistas, para poderem mostrar que arquiteto não é só um mero esteticista de espaços, mas um verdadeiro conhecedor do espaço, fazendo-o o melhor para ser habitado.

Novembro 06, 2009

Aprenda a lidar com a informação, ou então a esqueça

Os recursos para adquirir a informação estão dados, são enésimos (internet, televisão, jornal, revistas...) parecem, hoje, intermináveis. São concebidos cada vez mais por uma promoção extremamente simplificada, uma impressionante facilidade de acesso.
O conhecimento, muito além da informação, é obtido através da prática de exercícios conscientes, treinados para um determinado fim, por meio de experimentações e de estudos.
Deparando com a condição genérica do termo “revistas de arquitetura”, no qual me fora aqui sugerido a escrever, logo me ocorre uma necessidade de destrinchamento morfológico de tal termo.
Revista – poderia ser uma inspeção, uma averiguação, mas é aqui entendida como uma publicação a respeito e algum tema específico, ou de vários. É comumente divulgada com periodicidade temporal (dia, semana, ano...)
Arquitetura – não acho necessário, nem sou tão hipócrita, de neste texto de 300 palavras tentar explicá-la.
Sendo novamente genérico (logicamente sem esquecer que existem as exceções), as revistas de arquitetura tentam se sobressair ao conhecimento, exibindo informações indutoras a determinados “estilos” (se é que isto ainda existe), modismos e/ou tendências, como se isso fosse uma certeza de satisfação. Uma visão equivocada então se fixa em alguma instância, como referência de “boa” arquitetura.
Voltemos então na questão da informação e do conhecimento. Uma vez que absorvemos um pedaço de uma informação, tal absorção se define como verdade. Nesse estágio onde o conhecimento ainda não impera, o contexto – intrínseco para um perito “senhor” do conhecimento – de tal informação torna-se desconhecido. Dado o desconhecimento de parte da verdade (encontrados nas revistas de objetivos gratuitos, meros produtos capitalistas), logo a informação transforma-se em semi-verdade, uma mentira deslavada. As coisas são, ou não são.
As exceções se encontram naquelas revistas em que se mostra, se esclarece: o processo, o conceito, o contexto, as estratégias, as decisões...
Quando você identificar uma dessas, folheie-a, leia-a, compreenda-a,... devore-a.

ALIENAÇÃO

A propaganda é a alma do negócio.
O sucesso nas vendas de imóveis das construtoras, se dá ao potencial de investimentos em propaganda e mídia, onde, fazendo marketing dos seus produtos convence o seu publico alvo á comprar.
Hoje fica clara esta ligação do sucesso de vendas á propaganda.
Quem anda pelas ruas da cidade de São Paulo logo se depara em uma esquina, com publicações de construtoras exibindo plantas tratadas, imagens em 3D, sempre acoplado a esta exibição ou também só, imagens do dia a dia da pessoa/família neste empreendimento, seja no seu futuro apartamento ou em uma área de lazer, expondo infinitas felicidades e satisfações com seu imóvel comprado.
Trato aqui este tipo de abordagem como “alienação da visão”.
O cliente fica alienado ao produto, desconsiderando alguns princípios definidos por ele para efetuar a compra de um imóvel.
As revistas de arquitetura também são um meio de divulgação de um produto, só que, este produto em muitas vezes já tem um dono especifico, onde eles estão expostos somente para apreciação, seja da beleza ou por uma inovação em material e espaço, trazendo consigo o nome do arquiteto que o projetou, divulgando em transparência o seu potencial no trabalho.
Esta alienação da visão acontece nas revistas também, mas isoladamente, em um tipo que seja perfeito para o consumidor de ambiente ou equivalência de materiais, onde ele deseje incorporar no projeto de sua residência. Essa abordagem é mais maleável, pois incorpora no projeto do seu imóvel as vontades do comprador, e não uma definição generalizada.

Novembro 05, 2009

Abstenha-se

Diante do imenso leque do assunto arquitetura, existem várias revistas que defendem as suas opiniões, algumas são muito sérias, outras nem tanto. Cada publicação defende um ponto de vista, quem considera se o argumento é bom é o leitor.
Algumas revistas são dedicadas para um público leigo, elas falam sobre dicas de construção e sobre preços e outras coisas, ao mesmo tempo forçam uma doutrina de uma boa arquitetura, o que fazem clientes levarem uma revista e esfregar um projeto na cara do arquiteto, e falando que aquilo é que é bom, e que é para “desenhar” isso para ele, propondo uma simples cópia de outro projeto, quase afrontando a capacidade do profissional ali presente. O cliente buscar se informar é muito bom para os profissionais que vão trabalhar para eles, mas um olha crítico é necessário, se esse tipo de mídia é bom prefiro me abster sobre o assunto.
Assim como clientes também existem os projetistas, profissão existente só no Brasil, no nível de “jeitinho brasileiro” para pessoas que praticam exercício ilegal da profissão, talvez uma nova nomenclatura, mas na verdade o que acontece é que esse tipo de profissional copia um projeto qualquer, e se o adéqua no lote existente, como se isso fosse fácil, mas sem informação técnica suficiente desconsidera diversos fatores essenciais para o projeto, mas se a profissão existe, quer dizer que existe mercado, e se existe é porque alguém achou bom.
Alguns arquitetos defendem várias revistas, as mesmas que muitas vezes são criticadas, e outras publicações muito sérias também são criticadas, mas na verdade o que acontece é um jogo de empurra-empurra, onde cada um defende seu interesse, e no fundo somos todos “farinha do mesmo saco”, onde lutamos pela sobrevivência e abraçamos nossa causa, que pode ser dinheiro, fetiche, orgulho, e talvez alguma alma de bom coração, busque o que é melhor para o outro, abstendo-se do direito de orgulho em prol do próximo.

Hugo Marlon da Silva

"Revistas de arquitetura"

Lembro-me quando criança de várias revistas daquela época onde tirávamos muitas informações imagens e em uma destas buscas na biblioteca do meu pai pude ver algumas revistas que na época era referência na arquitetura e engenharia, não me lembro dos nomes mas uma me chamou a atenção pelas cores e imagens nelas obtidas , Acrópole... Lembro- me que na época meu pai tinha alguns exemplares, nestes havia muitas imagens de prédios. Não tenho conhecimento de que, ainda hoje, existe esta revista. Pesquisei pelo nome Acrópole e para minha surpresa, na época era uma das revistas que mais teve edições do que as demais do mesmo ramo.

(A revista Acrópole Foi fundada em maio de 1938, por Roberto A. Corrêa de Brito, no escritório do arquiteto Eduardo Kneese de Mello. A revista, basicamente, se dedicou ao tema da arquitetura, com a intenção de informar e mostrar o desenvolvimento da arquitetura contemporânea. A revista publicava, principalmente, projetos recentemente construídos, reservando poucos espaços à reprodução de textos. Posteriormente, foram reservados espaços para textos com temas específicos, geralmente publicados em série, além de textos complementares aos projetos publicados. Apesar desta reforma, a linha editorial não sofreu uma mudança profunda, pois a ênfase continuou a ser dada a publicação de projetos arquitetônicos. Mas depois estas revistas tinham mais páginas comerciais onde inicia o seu declínio que vem a fechar em 1971 (Informação retirada no site www.urbanismobr.org/bd/periodicos.php?id=30).

Cabe ressaltar que a revista de arquitetura serve como um registro de grandes acontecimentos ocorridos em época passada e na atual. É uma oportunidade de dar espaço para os profissionais para mostrar seus projetos, suas idéias e o que tem no mercado. É claro que devemos ter muito cuidado com o que estamos vendo, hoje temos uma variedade destas revistas de arquitetura, não conheço todas, mas já pude ler algumas, porém, estas revistas não podem se tornar meros espelhos da profissão tornando uma revista com uma quantidade exagerada de material publicado sem uma seleção dos mesmos. As editoras deveriam ter critérios para publicação destas revistas, pois, a maioria dos editores não são especializados na área de arquitetura, trazendo críticas e informações muito das vezes fora do contexto e comprometedora para a carreira profissional do arquiteto.

Helen Judith Bussinger Dias Neubert

A formação crítica das revistas de arquitetura

As revistas em geral, são uma dos principais caminhos para o entendimento técnico, político e ideológico, que corresponde a um julgamento crítico dos processos, sejam eles atuais ou históricos da sociedade, ajudando a distinguir e compreender os aspectos sociais, culturais, além de ser grande provedor de trocas intelectuais, que indicam a dinâmica, a variação e a circulação de idéias. Se por um lado, em análise demanda ao leitor uma maior bagagem quanto à interpretação de dados, ou conhecimentos acumulados, por outro as informações oferecidas são de certa maneira mais simplificada, desprovidas de afirmações impostas, permitindo diversas interpretações, e até mesmo uma analise das posturas ideológicas de cada conteúdo.
Dentro da arquitetura, revistas especializadas têm um papel que de certa maneira são importantes para a profissão, mas talvez sua maior relevância esteja fundamentalmente no papel de divulgador dos valores da prática arquitetônica para um público leigo. Uma crítica ampla e direcionada para esse tipo de leitor pode permitir um entendimento da arquitetura que supere todo o atual momento da profissão, que se transformou em um meio determinado pela moda e pelas tendências, assim como sua dependência atual às oposições do mercado. A linguagem da crítica deve ser a mais clara e simples possível, para permitir o acesso do maior número de pessoas ao conhecimento arquitetônico.
Dentro do cenário nacional, há algum tempo, vem surgindo uma série de críticos especializados quanto a projetos arquitetônicos, métodos e tecnologias de materiais, concursos e eventos, que de certa maneira vem tradando dos assuntos com competência. Mas isso se dá de modo esporádico, ao sabor dos interesses das revistas e jornais. Portanto seria de extrema necessidade que houvesse uma crítica regular e sistemática, e não apenas com publicações em revistas especializadas em arquitetura, mas nas publicações de cultura e nos cadernos culturais das diversas outras mídias. Existe uma grande irregularidade e uma escassez no modo em que se desempenham as críticas de arquitetura, se levar-mos em conta a importância do país e a contribuição da arquitetura brasileira para com o cenário cultural, isso se torna mais evidente. Ao contrário de outras manifestações artísticas, só se fala de arquitetura em situações excepcionais, com um foco nas extremidades, sejam elas positivas ou negativas. Por isso, é de extrema importância a existência da crítica, operando de modo cotidiano e constante, dentro de todos os meios de publicação, assim como nas próprias revistas especializadas, que em diversas situações confundem opinião bem-intencionada com crítica de arquitetura.
Porém, é necessário sempre ser levado em conta de que as revistas se trata de um material diferente, pois a questão histórica é substituída pela valorização da crítica, e que apesar de este também ser um ato histórico, se produz no fervor do momento, e das decisões comerciais, e às vezes sem uma justa interpretação dos fatos. Fora isso, a crítica nas revistas de arquitetura não se resume à escrita, a imagem fotográfica, se estabelece também de seu poder multiplicador que lhe fornece autonomia, tornando-se uma modalidade de substituição do discurso.

Walter Silva Costa

Novembro 04, 2009

Estampas de Sonhos

Hoje, em nossa sociedade atual observamos o quanto as revistas fazem parte de nossas vidas. São muito abrangentes os assuntos e enfoques abordados e apresentados nelas.
Um exemplo eminente são as revistas relacionadas a arquitetura ... Esplendorosas!Coloridas!Elaboradas!Convidativas!Insinuantes! DESEJADAS! Sim desejadas, para que se tornem realidade, os sonhos que nelas são estrategicamente estampados.
Salas que nem são salas... são salões iluminados, decorados, recheados de deslumbres e desejos, que na maioria dos casos não são realizados por aqueles que folhe ao suas paginas, que sonham com a casa própria.
Os banheiros, verdadeiras salas de banho, onde a imaginação se perde em sonhos, e o imaginável fica submerso no mundo, muitas vezes, dos sonhos irrealizáveis...
Paginas que estampam uma praticidade e conforto que toda mulher sonha em uma cozinha super planejada ... Tudo numa disposição cinematográfica de luzes e cores, sombras e efeitos de contrastes para melhor induzir ao desejo desproporcional no TER, SER ou FAZER.
Penso que projetar é realizar ‘’sonhos ’’, para uma realidade de clientela e publico, que já se encontra emaranhado neste logotipo ‘’impossível’’ de ser, obstante de toda essa oferta fictícia e muitas das vezes inatingível, transformando a em sugestões realizáveis onde o planejamento, o orçamento, a beleza se concretizem em sonhos e desejos palpáveis a qualquer pessoa comum, querendo viver bem com qualidade e dignidade.
Adaptar-se a realidade do mundo atual e fazer o belo compactuar com projetos e ‘’estampas de sonhos’’realizados e executados.

Outubro 27, 2009

TEMA 5

"Revistas de arquitetura"

Outubro 23, 2009

ontem e HOJE

‘’Se as ruas de uma cidade parecem interessantes, a cidade parecerá interessante; se elas parecerem monótonas, a cidade parecerá monótona’’. JACOB, Jane (1916).

“A confiança na rua forma-se com o tempo a partir de inúmeros pequenos contatos públicos nas calçadas. Ela nasce de pessoas que param no bar para tomar uma cerveja, que recebem conselhos do merceeiro e dão conselhos ao jornaleiro, que cotejam opiniões com outros fregueses na padaria e dão bom-dia aos garotos que bebem refrigerante á porta de casa, de olho nas meninas enquanto esperam ser chamados para jantar, que advertem as crianças, que ouvem do sujeito da loja de ferragens que há um emprego e pegam um dólar emprestado com o farmacêutico, que admiram os bebês novos e confirmar que um casaco realmente desbotou”. JACOB, Jane, 1916. Morte e vida de grandes cidades / Jane Jacobs.

esta sendo cada vez mais estreita as relações entre pedestres nas grandes cidades.
as calçadas estao estreitas demais.
as ruas estão mortas devido a...
temos um grande índice de violência nas ruas.
para um bom funcionamento da cidade como um todo...
temos a necessidade de investir em segurança...
tratar uma solução
e você, quer ?
é errado reclame das coisas de sua vida!
para que o culpado nao possa...
passar a tecnologia adiante?
...?

Outubro 22, 2009

2 minutos de inexistência

Seria possível EU transitar em algum lugar incapaz de me dar forma ou identidade?

Seria possivel EU me relacionar com outros indivíduos através da abstração?

Ter uma identidade passageira ?

Imaginar o inimaginável ?

Ser o que não sou?

Me negar como EU?

Acho que vivencio um tempo que seja a era da espacialidade, era em que tudo se realiza ao mesmo tempo,era da contiguidade, do perto e do longe, do lado-a-lado e do disperso, do falso e do irreal.

Talvez tudo isso seja possível ...

(10:42:36) EU? entra na sala...

(10:42:39) Garoto 16 entra na sala...

(10:42:47) Garoto 16 fala para Todos: oi

(10:42:48) Mind Shrewd* fala para Todos: O quê aconteceu ontem, não vai mais repetir.

(10:42:56) Mind Shrewd* fala para Todos: Me deixe então estar contigo, seus desejos sei de cor.

(10:42:59) Escoltado entra na sala...

(10:43:02) Mind Shrewd* fala para Todos: Por bem ou por mal, hj eu vou te encontrar.

(10:43:02) VanillaEssence fala para encrenqueiro: pois nao, sr?? xD

(10:43:09) Mind Shrewd* fala para Todos: Sempre que quiser um beijo eu vou te dar.

(10:43:10) Odeio o ser humano fala para Todos: blaaaahhh isso tudo é conversa fiada...

(10:43:11) Odeio o ser humano sai da sala...

(10:43:12) nany fala para elisa: oi

(10:43:16) Shaman fala para Mel*: de novo ?

(10:43:16) nany fala para elisa: td bem ?

(10:43:22) encrenqueiro fala para VanillaEssence: q c tem? conta pro tato?

(10:43:25) VanillaEssence fala para elisa: oie

(10:43:25) Ariana II sai da sala...

(10:43:26) andre luiz fala para nany: olá

(10:43:29) Mind Shrewd* fala para Todos: Deixa eu te levar \o\

(10:43:32) Shaman fala para Mel*: eh, imita os demais

(10:43:37) VanillaEssence fala para encrenqueiro: kem eh tato??

(10:43:41) Mel* fala para Shaman: Ei Thiago , kd vc ?

(10:43:42) Shaman fala para Mel*: se deixe levar pela maioria

(10:43:43) encrenqueiro fala para VanillaEssence: eu sou tato

(10:43:43) nany fala para andre luiz: oiiiiiiiiiiiii

(10:43:51) - renanZ0r fCZ0r¹³ dá um fora em Todos: É...

(10:43:52) Ariana II entra na sala...

(10:43:52) Li_21 sai da sala...

(10:43:54) - renanZ0r fCZ0r¹³ dá um fora em Todos: Vou sair.

(10:43:57) Garoto 16 sai da sala...

(10:43:58) - renanZ0r fCZ0r¹³ dá um fora em Todos: Tchau :*

(10:44:00) nany fala para elisa: moro aqui , sempre estou por perto rsrsrsrs

(10:44:02) Mind Shrewd* fala para Todos: me levaaaaaaaa com vc!!! \o\

(10:44:05) nany fala para elisa: e vc

(10:44:05) - renanZ0r fCZ0r¹³ sai da sala...

(10:44:10) Ariana II fala para Escoltado: ?

(10:44:10) andre luiz fala para nany: tudo bem com vc

(10:44:12) encrenqueiro fala para VanillaEssence: c tá mais calma hoje?

(10:44:13) VanillaEssence fala para elisa: tudo bem e vc?? xD

(10:44:18) nany fala para andre luiz: td e vc

(10:44:19) Li_21 entra na sala...

(10:44:25) andre luiz fala para nany: moras aonde

(10:44:30) Ariana II fala para Escoltado: quem ser vc?

(10:44:30) VanillaEssence fala para encrenqueiro: to sempre calma.... soh brigo com uma pessoa aki hauheuhauhe

(10:44:36) EU? sai da sala...

Bordado arquitetônico

O bordado não se limita somente a colocar uma linha na agulha e costurar sobre um pano. Ele gera a possibilidade de verbalização, uma maneira de contar a história da vida e do cotidiano de cada um através de agulhas, linhas e panos.


Em uma sociedade em que a forma escrita é uma arma de poder, a imagem é utilizada como uma possibilidade de narrativa, seguindo um caminho paralelo. É um modo universal de se contar estórias, já que nem todos têm o domínio da escrita.


Este tipo de trabalho é extremamante importante para registrar os fatos que estão acontecendo em um determinado momento, e que são de grande valor para a construção de uma memória regional, além de valorizar a própria história de vida, que quando bordada, ganha outra dimensão.


Além disto, o bordado livre contemporâneo auxilia na construção de um olhar mais sensível. Ao dedicar mais tempo ao objeto, fruto da inspiração, a percepção sobre ele aumenta, e nota-se o que comumente não é percebido.


Pensando que o objeto de estudo seja a cidade, podemos citar os deslocamentos urbanos em que, durante a caminhada, a percepção dos espaços é cada vez mais automatizada. Não absorvemos a paisagem como vivência, mas como o enquadramento de uma imagem, fixa, desprovida de sensações.


Desta forma, se começarmos a olhar a cidade não como um bloco inteiro, mas em fragmentos, como uma colcha de retalhos, onde cada pedaço, cada cor, cada textura precisa ser cuidadosamente formulada tendo em vista o resultado final, se adquire uma variedade de qualidades e valores infinitos dentro desses percursos.


Ao pensar na cidade como uma ferramenta de trabalho do arquiteto, têm-se uma estrutura de pensamento parecida com a da bordadeira, que necessita ver com profundidade, observar, compreender e experimentar, criar relações e atribuir significados, construir fantasias e provocar reações. Pode-se dizer que o bordado é uma forma de representação, assim como o desenho do projeto arquitetônico. Afinal de contas, a arquitetura é um discurso que se materializa.

Viver...

Nossos corpos contemporâneos condensam atitudes anacrônicas, contraditórias ao contexto temporal.
Desde que a humanidade começou a pensar, no sec V a.C., com Sócrates e Platão, os atos de falar, raciocinar ou representar tornaram-se mais importantes que os de viver, experimentar e sentir. A materialidade súbita ao âmbito de uma mera idéia. Logo a alma tornou-se mais importante que o corpo.
Contraditorio a esse pensamento, Nitshe no sec XVIII, tenta inverter essa lógica Platônica que valoriza o pensamento racional desvalorizando o corpo. Ele afirma: "A primeira relação com o conhecimento é física. Tudo é corpo, nada mais".

O pensar é um gesto que nasce do corpo.
A razão um pensamento que nasce de outro pensamento.
O limite da racionalidade se encontra numa mera negociação entre os signos e as reações apreendidas através da vivência.

A imposição racionalista permitiu que a linguagem "susbtiuísse" a experiência, entorpecendo os corpos, tornando-os cada vez mais passivos.
Essa "tal" experiência, obviamente antecessora à linguagem, é "a" condição passageira necessária para o pleno exercício da consciência, para uma percepção ampliada das coisas.
É preciso valorizar o não dito, o que já está dado. Lugares muitas vezes insuportáveis, dada a ausência do artificío da linguagem.
Os corpos contemporâneos necessitariam então, se libertar da covardia, de aprender a lidar com a frustação, com o medo e o incômodo, sentimentos que estão localizados em nós, numa fronteira entre a repetição e a criação.
É preciso atuar no mundo com originalidade e atitude frente às coisas, não seguir os paradigmas impostos e herdados por uma sociedade imersa numa condição autofágica, determinada por uma "lavagem cerebral" instuída pelo sistema ao qual a humanidade se encontra inteiramente imersa. A partir daí, torna-se possível imaginar a possibilidade, de no máximo compreendermos na sua totalidade, o significado do termo livre arbítrio, e aí então, enfim, de de fato: viver.

Cícero Menezes

andarcotidiano - Desaceleração corporal em meio aos obstáculos urbanos

A partir da idéia de que uma cidade é pensada e voltada para a busca da funcionalidade, mesmo que não seja uma preocupação única. Suas vias públicas, seus edifícios, e todos os equipamentos que fazem parte deste cenário devem ser eficientes para o exercício de funções como moradia, trabalho, lazer e principalmente para a circulação.

Estes elementos de composição do cenário urbano e suas funções estéticas devem ser levados em conta pelos setores administrativos em toda e qualquer intervenção urbanística, mesmo as efêmeras. E sua proteção deve ser disciplinada e garantida em lei, mas nem sempre estas condições são respeitadas, o que provoca um desligamento da cidade com seus habitantes.

Ao pensarmos em uma especulação em torno da funcionalidade das cidades contemporâneas, observamos que os praticantes ordinários das cidades atualizam o urbanismo, através da prática, das experiências dos espaços urbanos. E embora as indicações para usos possíveis de um espaço projetado sejam feitos, são as improvisações e apropriações que legitimam ou não o que foi projetado, ou seja, são os habitantes que determinam e reinventam as cidades. Esta leitura pode ser observada entre as experiências de circulação, onde as ruas, calçadas e todas as linhas de traçado urbano passam a fazer parte de um conjunto de condições, que interagem os habitantes ao movimento das cidades. Esta especulação estar diretamente ligado a própria experiência corporal urbana enquanto práticas cotidianas.

O corpo cria caminhos alternativos, rotas de fuga, desvios que buscam uma aceleração, e esta simples experiência corporal no cotidiano podem sofrer um empobrecimento. Quando as alterações e os elementos urbanos se comportam de maneira a provocar uma resistência a esta dinâmica acelerada das rotinas diárias das cidades, e do roteiro memorizado enquanto exercício corporal. Esta desaceleração liga diretamente o corpo e seu movimento a uma funcionalidade não pensante das cidades, principalmente quando as alterações são produzidas de modo arrogantes e ilegítimas, através de estruturas ou elementos urbanos fixos e/ou móveis, transformando as cidades em espaços “incorpóreos” de exercícios impossíveis.

Walter Silva Costa

Transporte humano?

Uma questão do cotidiano de todas as pessoas do mundo é o transporte, seja ele de ônibus, trem, avião ou qual outro for. As questões são no mínimo parecidas, diariamente as pessoas se transportam no núcleo urbano, em áreas rurais ou de uma cidade para outra. É Comum pessoas viajarem constantemente para outra cidade no final de semana, ou mesmo em ocasiões de cotidiano as pessoas precisam utilizar os meios de transporte públicos para se locomover dentro da cidade/região.
Com a evolução da economia foram desenvolvidas diversas formas para transportar grandes quantidades de produtos de uma só vez, tendo como objetivo aumentar o lucro no setor de logística, o trem, por exemplo, no Brasil é um meio de transporte lento, mas de uma só vez carrega vários vagões e cada vagão toneladas de produtos, é uma lógica de baixo custo, mas em grande maioria os produtos transportados dessa maneira são produtos que precisam ser enviados em grande quantidade (tijolos, grãos, minério de ferro entre outros) ou produtos de grandes dimensões (pedras de granito, mármore, peças de aço entre outros), ficando fora desses os produtos frágeis que precisam de maiores cuidados (produtos eletrônicos, peças de vidro, mobiliários entre outros), isso acontece por causa da viajem onde nem todos os produtos suportariam se expor as condições de uma viajem dessas, claro que existem formas de amenizar as situações problemáticas da viajem, mas não é utilizado por algum motivo.
Nos meios de transportes para produtos frágeis, existe uma série de cuidados a serem tomados, os produtos não podem ficar soltos nas carrocerias ou contêineres, não podem ser expostos a umidade ou até mesmo a radiação solar, esses são cuidados mínimos que se tomam para os produtos não perecerem durante a viajem.
No transporte público fornecido para a população pode se dizer que os usuários são estocados e empilhados durante a viajem, seja ela de longa ou curta duração, e cuidados tomados com produtos frágeis em transportes não são usados com a população, quem já se aventurou em utilizar meios de transporte em horário de pico sabe bem o que é isso, faça chuva ou faça sol a situação de um ônibus hiper-lotado não melhora muito. As empresas especializadas em logísticas estão preparadas para transportar qualquer tipo de carga, perigosa, inflamável, frágil, mas isso não acontece com o transporte público, onde as empresas têm dificuldade para transportar até mesmo uma pessoa com algum tipo de deficiência, poucos ônibus possuem suporte para tais passageiros, e quando possuem os funcionários não sabem utilizar, ou os equipamentos não funcionam.
Nem tudo é culpa das empresas responsáveis pelo serviço, as pessoas também são mal instruídas ou não percebem a situação por várias vezes, para ilustrar isso, basta lembrar-se do ônibus lotado e a maioria dos que estão de pé estarem perto da roleta, ou então as pessoas que adoram sentar do lado do corredor na mesma situação de ônibus lotado e não perceberem que as pessoas querem sentar na outra cadeira ao lado que por acaso esta vazia. Existem também nas viagens de maior duração pessoas que não percebem que incomodam em diversas situações, podemos citar uma pessoa com três crianças com menos de cinco anos que ao viajar compra apenas uma poltrona, ela não vai colocar três crianças no colo, mas a pessoa que comprou a cadeira ao lado vai querer se sentar, não é o direito das pessoas que está em questão, mas sim a forma com que esse é utilizado.
Julgar quem é o responsável por isso não é o caso, mas sim perceber como é estranha a distância do modo de transporte de produtos do transporte humano, ao que parece o lucro é muito mais importante.

Hugo Marlon

PRAÇA

A praça é caracterizada em todas as civilizações como sendo um espaço “público”. Da mesma forma que as ruas, ela, dentro do urbano é considerada pública (SALDANHA, 1993).

As cidades crescem cada vez mais, as pessoas perdem os espaços de lazer e a convivência espacial para se confinarem em shoppings, cafés, restaurantes, bares, e o local público deixa de ser o espaço de convívio, perdendo força como espaço simbólico.
A praça é o espaço coletivo mais relevante de todo o meio urbano. Seu papel na cidade é de ponto de encontro. A praça humaniza os espaços com a presença do todo, sem recortes, porque, ao contrário do jardim moderno que pertence a cada casa, a praça abarca todas as casas.
A praça tem grande dimensão morfológica, mas se transforma em um espaço vazio, desarticulado do cotidiano urbano, o que fazem deserta e apenas ocupada em situações muito particulares.
Hoje, ela não e vista mais como nossos últimos fragmentos de espaços ricos, de particularidades e historias, nosso refugio da cidade de concreto, ultimas zonas verdes no meio urbano.
Visto que as praças não estão sendo ocupadas, mal sendo usadas como área de transição, entre uma casa e outra, ou entre um quarteirão.

Na Idade média, a praça não era entendida apenas como um marco zero da cidade, mas como um retrato de sua vida íntima, como seu micro modelo, centro de operações e decisões. (FERRARA,1986).

Arquitetura e Urbanismo


Nossa formação é Arquiteto Urbanista, mas muitos profissionais se resumem em arquitetos somente... Adianta ter uma bela e boa moradia sendo que o entorno não compete com a mesma? Qual será o porque do urbanismo ficar em segundo plano? Porque não se discute a cidade em suas minúcias? A maior parte dos arquitetos constroem casas paraísos, onde o usuário entra e esquece a cidade, pensa na pessoa que tem carro, onde o pedestre não tem vez. É que atualmente estamos vendo exemplos de mega urbanismos fora do país que transbordam a vontade de se fazer verdadeiras cidades paradisíacas pra se viver, mas isso é um atraso, já que Curitiba é considerada cidade modelo a tanto tempo, mas um modelo nunca usado. Acho que chegou a hora de se pensar em urbanismo propriamente dito, pra quando se falar nas qualidades das cidades, não citar o bairro tal porque é mais chique, ou citar o condomínio tal, o bacana é nós profissionais se preocupar em dizer que a cidade inteira é prazerosa de se viver...


Luiz Gustavo de Ávila Lelis

Outubro 21, 2009

Som e Arquitetura

A relação do ser humano com o espaço no qual ele se encontra se dá através dos sentidos, é através de estímulos externos que sentimos o ambiente que nos rodeia. Falando especificamente do sentido da audição, a arquitetura pouco tem feito, para proporcionar um bom conforto acústico nos espaços concebidos.
Geralmente o sentido que mais se busca estimular é a visão, muito se discute sobre formas, cores, estética, design, etc.
A acústica é um assunto pouco explorado e pouco difundido, fazendo com que projetos sejam feitos sem se levar em consideração os prejuízos que a falta desse estudo pode acarretar, ou deixando de desfrutar dos benefícios que uma boa acústica pode proporcionar.
As literaturas voltadas para essa área, geralmente são de difícil entendimento, fazendo com que o leigo não desfrute desse conhecimento, mas apenas os especialistas da área. Esse talvez seja um dos motivos que fazem com que o leigo na hora de construir, não se preocupe com estes estudos, pois sequer sabe de sua existência.
O som por ser invisível, geralmente não se dá a devida importância a ele, e quem sofre as conseqüências da falta da aplicação de um estudo de acústica, muitas vezes sente o problema, mas não sabe sua origem e nem como o resolver. Por exemplo, pessoas que querem dormir durante o dia, mas não dispõem de ambientes tranqüilos para isso, às vezes usam protetores auriculares para conseguir silêncio, ou tem outro cômodo além de seu quarto para poder dormir durante o dia. Outro exemplo: em igrejas, às vezes o som está embolado, sem definição e se tem a sensação de que o volume está alto, as pessoas acham que a solução é simplesmente abaixar o volume dos aparelhos, quando na verdade o problema está em uma arquitetura que não proporciona um bom conforto acústico.
Outro fator que contribui para que a acústica seja deixada de lado, é o alto preço das soluções que podem ser encontradas no mercado, para se ter um exemplo, janelas que isolam o som externo podem chegar a R$ 5000, e não é qualquer um que tem condições de adquirir uma dessas.
Então cabe a nós arquitetos buscarmos soluções mais viáveis e fazer com que a importância do assunto seja mais difundida, buscando a criação de espaços que ofereçam um melhor conforto acústico.

Som como gerador de arquitetura

A melhor maneira de escutar a arquitetura seria ensinar o público a ouvi-la. Na teoria, a maioria das escolas de arquitetura desempenha este papel, porém na prática, tal atividade não é desenvolvida em um curso onde as disciplinas em quase toda grade curricular estão ligadas a visão. A arquitetura podia valorizar mais o som de maneira a potencializar a audição da maioria das pessoas que tem este sentido adormecido devido à visão, fazendo assim com que as pessoas enxerguem de maneira diferente a arquitetura.
Se pudessemos fazer com que as pessoas passem a ler a cidade com os ouvidos de tal maneira que assim possamos identificar o espaço edificado, assim como sua influencia nas ações de quem o utiliza, potencializando sua capacidade de interagir com o meio, imaginando-o da maneira que deseja, descobrindo assim, outras maneiras de encarar sua configuração, volumes, vazios, materiais com o qual foram construídas, atividades e suas falas através da audição feita pela gravação Binaural.
Através da audição podemos sentir através do som esta experiência única onde é possível conceber personagens, cores, cheiros, tamanhos, espaços...
Isso se baseia em meu projeto de conclusão de curso cujo a presença de atividades que envolva a capacidade sonora humana, sendo assim acessível a deficientes visuais que são excluídos pela maioria das atividades, mas também potencializando a audição das demais pessoas que se encontram em uma “surdez passiva” no qual a percepção humana é agrupada de modo a valorizar as informações visuais.

Outubro 20, 2009

Arquitetura Postal

Pelas janelas do meu apartamento eu vejo pedaços de uma cidade, fragmentada pelas placas, letreiros, outdoors com pequenas manchinhas verdes uma aqui e outra ali mesclando-se entre os trincados de concreto,aço, ferragens e revestimentos cerâmicos.
Entre letras, formas, fotos, imagens, carros, pessoas; tudo quase se mistura. As pessoas, os veículos e os edifícios parecem esconder-se atrás de estampas em roupas, adesivos, pinturas e seus glamurosos néons.
A cidade aos poucos vai perdendo o aspecto arquitetônico, as pessoas em seus prédios parecem querer esconder-se atrás de propagandas, e o que sobra é apenas uma necessidade frenética de “tentar” vender e “querer” comprar. O que?
Os outdoors do outro lado da estrada parecem grandes TVs, pois a cada dia em que eu os observo vejo imagens diferentes, imagens com prazo de validade, mas com validade suficiente para que em algum momento eu pare, olhe,e os observe mesmo com a velocidade do ônibus ou carro – (quando estou percorrendo a cidade em um deles) eu consiga lê-los.
Em todo o percurso vejo uma arquitetura sendo sucumbida pela propaganda. E em meio à todo esse misto de informação,cor/luz vejo uma arquitetura contemporânea que surge com o intuito de se impor na cidade através da visibilidade clara do espetáculo. Uma arquitetura postal usada como forma de marketing de empresas, lugares e até mesmo de pessoas.
Aos poucos o espaço urbano vai se descaracterizando e deixa de ser um lugar de trabalho e moradia e passa a ser um espaço teatral, que parece não mais ser capaz de seduzir por sua própria conformação, e necessita agora de “super-produções” e “pesadas maquiagens”, como os jogos de luzes nos arranha-céus de Pudong em Xangai,os grandes letreiros e outdoors da Times Square ou os estrondosos prédios de Dubai.

Outubro 19, 2009

Cotidiano Urbano P R A Ç A P Ú B L I C A Lugar de encontros ou grande palco vivo...


O cotidiano é o lugar onde o homem constrói a sua história em vistas das circunstâncias que se encontra, defronta passado e o presente, valores, vontades, sonhos e possibilidades. Assim, quando se trabalha com os sentidos do cotidiano é fundamental compreender a linguagem dos gestos e comportamentos mais simples e aparentemente banais, ouvir seu silêncio e compreender sua complexidade.

Às oito horas da manhã pequenas multidões de pessoas descem dos ônibus que estacionam na BR ou em outros pontos, passageiros de vários lugares da cidade. Aos poucos as ruas e lojas são tomadas de trabalhadores, consumidores que fazem do centro da cidade de Ipatinga espaço de trabalho, espaço de lazer, espaço para perder tempo, espaço para ganhar tempo. Seja frequentando, trabalhando, comprando, morando, sobrevivendo de algum modo. O centro é um lugar dos acontecimentos.

As praças centrais acolhem vários personagens da cidade, possuindo um aglomerado de usos, como um grande palco vivo, poses e cenas da vida cotidiana. Nela há espaço para a loucura, para o vício, para o feio, para o impróprio, resultando numa linguagem de forma franca e livre.

Espaço territorializado por atores sociais diversos, vendedores ambulantes, jogo do bicho, engraxates, religiosos e até um público para assistir os espetáculos ou consumir algum serviço prestado na praça, que varia desde o cafezinho à prostituição. Na realidade, o que aconteceu com o centro da cidade e seus espaços, Esses espaços transformaram-se, assim, em locais de perigo, até mesmo para aqueles que somente utilizam as praças como “passagem”.

Mas é preciso lembrar que os menos favorecidos estão na cidade. Cruzamos seus diversos espaços, desfazendo fronteiras estabelecidas, tomando ônibus, trem, caminhando a pé, cruzando por vários territórios, até chegarem ao seu destino: Shopping, bairros nobres, entre outros. O espaço público promove o inevitável encontro entre as classes sociais. E os poderosos vão sempre tentar esconder esta paisagem. Devemos refletir sobre estas relações entre o espaço público e espaços privados, analisar o papel e os valores destes espaços na cidade atual.

Helen Judith Bussinger Dias Neubert

Outubro 11, 2009

TEMA 4

Pessoal, o tema 4 é livre. Aproveitem. Abraço, Flávia.

Outubro 09, 2009

Forma aliada a Função

No meu pensar, a função é mais importante que a forma, pois atendendo os anseios da pessoa pra quem vais projetar já é essencial em um projeto. A forma vem depois. A pessoa pra quem se trabalha contrata um profissional confiando na capacidade dele de criar, colocar elementos e formas que dá a cara do projeto. Bons profissionais conseguem aliar funções a belas formas, tornando o projeto atrativo e gostoso de se ver, provocando sensações internas e externas.
O fato é que preocupamos com o habitar. Fazemos projetos que dão prazer aos usuários e não simplesmente que exercem sua função e pronto. Apesar da função ser muito importante, a plasticidade do projeto é necessária para provocar prazeres e sensações diferentes e cada ambiente. Então pra um ótimo trabalho, forma e função são aliadas para se conseguir o sucesso.

Outubro 08, 2009

Comumentemente

Forma e função
Formam a função
Funcionalizando a forma
Formando funções
funcionalizadas formações
formadas por funções
formais.
Formadas as funcões formais
a forma
funcionará como função
formando novas formas funcionais.
É meio viajado mas é proposital, se parar para pensar, logo percebe-se que as formas e funções são especiais do criador, que nos remete ao pensamento ilusionista ou sensato.
Formas no espaço- Volumes ao ar livre, linhas retas e curvas e o
ambiente circundante.

A forma segue a função, ou a função segue a forma?

Forma: aparência física de alguma coisa

Função: finalidade, atividade exercida

Estética: aparência física, plástica


A resposta para esta pergunta é relativa ao desejo do criador (projetor ou construtor). O que determina o processo de criação de algo, como exemplo um objeto, não é a finalidade da função, mas a finalidade da intenção.


Há pessoas que se preocupam em relacionar a forma à função. Mas para compreender a função de um objeto é preciso entender o seu uso. Portanto, é um processo de regulação, de ajuste, de atualização. Como auxílio para o desenvolvimento, são realizados vários ensaios relacionados à usabilidade, acessibilidade, design participativo, uso pós-ocupação...




Há também pessoas que criam funções para se utilizar um objeto de certa forma, ou que subvertem a função inicial de algo pré-existente, gerando algo inovador. Parte-se do pressuposto de que a experiência pode afetar a própria noção de existência, independente de estar servindo à forças sociais majoritárias.





A estética, independente da beleza como é entendida atualmente, nada mais é do que a aparência física. Adicionar texturas, cores, etc. faz parte de um processo para agregar valores pessoais, culturais e de uma atração e sedução do marketing. "A variedade é a alma do prazer" como dizia Aphra Behn.




Existem casos onde a estética sobressaiu à função prática dos objetos e se tornou meramente simbólica. Porém, este processo foi muitas vezes condenado, tomando como partido uma visão funcionalista em que diz que o ornamento é considerado um crime.

O que se comprqa não são só produtos, mas estilos de vida. Proporcionar estilos de vida é uma das funções dos objetos. Se o objeto não funciona bem, ele invalida todo o planejamento das funções. Desta forma, a existência de contradições têm um papel fundamental para o desenvolvimento. Como diz Nietzsche: as crises são favoráveis à evolução. Ou seja, é preciso haver instabilidade, destruição ou reconstrução para que algo melhor possa surgir.



Desenho, design e orgulho!

O resultado de um projeto pode ser gerado por diversos fatores, mas existem duas linhas de pensamentos os funcionalistas e os formalistas. Através de seus discursos chegamos a conclusão que os funcionalistas querem resolver logo o problema e pronto, mas na verdade existe uma preocupação do que será gerado, tratar arquitetura como desenho é uma preocupação mínima, é um princípio de uma boa arquitetura, mas boa para quem?
Os Formalistas tentam gerar isso a priori se esquecendo do usuário totalmente, simplesmente o desenho final é o mais importante, como se fosse um vaso de decoração que se coloca na sala, assim como a arquitetura é lançada nas ruas, e do mesmo modo se mostrar para quem?
Design, desenho, orgulho, fetiche, coisas de arquiteto, uma raça que adora questionar o próximo, porque tudo que é dos outros é pior do que o meu, assim como tudo que eu faço é melhor do que o de todos, são Deuses intocáveis, como aqueles do Olimpia. E o pior que isso é aprendido por osmose dentro do meio acadêmico, mas existe aqueles que discordam.

"arquiteto precisa é cagar mais!"
Ex Prof. Eduardo Moreira – Adi

''Arquitetura é dar a cara a tapa, se achar é parte.
Na arquitetura (não só no Unileste) é assim mesmo. Todo mundo se acha e acha os outros (qualquer um) sempre piores. Se os alunos do 2º período se acham praticamente uns arquitetos, os TFGs se acham premiados arquitetos internacionais. Os professores se acham colegas de Deus (muito criticado pelas costas), o grande criador (Oscar Niemeyer é apenas um fantasma omnipresente). Mas, enfim, nesse campeonato de "dar a cara a tapa" ganha quem não bate nem apanha à toa. Nem todo mundo percebe, mas querer aparecer (coisa que o povo gosta) é se oferecer para ser criticado (coisa que o povo não gosta). Não se intimidem portanto. Vão metendo logo bronca e enfiando a cara, o pé etc. Mas, aproveitem para ir se acostumando com essa raça desgraçada de que vocês já fazem parte. É ruim, mas é muito bom. Depois... Um tapinha não dói...''
Prof. Rogério Braga - Tio Gegeca

Hugo Marlon

FUNÇÃO E FORMA: PARTES DISTINTA DA ARQUITETURA

Chama-se genericamente por “Função” o atendimento a um conjunto de necessidades. E em arquitetura se costuma opor à função a “Forma”, que nada mais é a figura ou aspecto exterior dos corpos materiais.

Para alguns em arquitetura nada há mais do que função. Qualquer outra corrente que busque afirmar a lógica “formalista” se torna equivocado ou redundante. Pois bem, As regras são sempre bem evidentes basta saber que para se fazer arquitetura, os elementos são sempre os mesmos: arquiteto, construção, usuário. Os primeiros, sempre que possível, confundem-se com os terceiros. Sempre pelo fato de serem seres humanos, mas toda construção é concebida pelos arquitetos para os usuários. Arquitetura é conformação do espaço para o homem e pelo próprio. Conformar no sentido de mudar de se adequar para o atendimento de alguma necessidade. Se for o homem quem conforma, tem a consciência de seu problema antes da solução. Portanto a arquitetura é sempre planejada, mesmo que o mínimo possível. Assim como qualquer outra atividade humana especifica.

A partir de tal idéia, podemos considerar diversos exemplos: entender um pano na janela como barreira para o sol é arquitetura, assim como construir uma casa. Isso significa assim uma precedência da arquitetura frente aos que independe dos “arquitetos”. Mas as necessidades dos usuários vão além das suas imediatas, exemplo são as partes artísticas de uma obra arquitetônica, necessidade exclusivamente humana, diferente, por exemplo, da construção de uma escada, que corresponde a uma necessidade imediata, instintiva, se ela possui degraus, é para que se possa subir por ela; se há um elemento artístico em forma geométrica, é para atender à necessidade respectiva. Portanto a forma nem sempre está no mesmo patamar da função.

Não há arquitetura sem forma. Forma é cor, textura, formato... Muito embora a forma seja cultural, é algo inevitável para a prática arquitetônica. Todavia, a forma é um meio para se alcançar a resposta para uma demanda. Então, dizer que arquitetura é forma ou função sem perceber que são coisas distintas é ser equivocar, afinal a forma está incluída na função.


Walter Silva Costa

A forma não segue necessariamente a função.

STEVEN HOLL - Linked Hybrid, Pequim, 2009


A única coisa determinante sobre a forma é a frustração com o que já existe. O desejo de ter algo melhor é o que motiva a invenção de novas formas e não necessidades pré-existentes.
A arquitetura não é uma ciência exata, pois caso o fosse só haveria uma arquitetura possível e não várias como se constata. Na verdade diferentes arquitetos provenientes de diferentes backgrounds e com conhecimentos e sensibilidades diferentes quando confrontados com o mesmo problema, apresentam sempre soluções diferentes.
Um conceito importante e, sobre a total inutilidade/funcionalidade dos objetos que se qualificam como ARTE, então a arquitetura devido à sua função programática fica automaticamente dela excluída.
Pessoalmente não concordo com esta definição de arte e de qualquer forma acho que a arte, mesmo a dita inútil, é-nos necessária. Somos humanos e a nossa inteligência já suplantou os nossos instintos primários há muitos séculos. Eu, pelo menos, preciso de arte. Talvez não para sobreviver, mas para viver! Também acho que o rigor aplicado tanto no desenho como nas soluções construtivas da arquitetura é o resultado/fruto do nosso conhecimento cientifico.
A arquitetura a meu ver tem tanto de cientifico como de artístico... Umas são mais racionais, outras mais intuitivas ou emocionais.


Função | s.f: Uso especial para que algo é concebido
Forma | s.f: Configuração, feição, modelo, formato

A forma e a função devem andar juntas, devem ser aliadas, para um bom resultado final, analisando o resto do mundo, tudo que tem a forma mais não desempenha a função exigida é descartado em pouco tempo. Do mesmo modo acontece com o que tem a função mais não tem uma boa forma. A forma segue a função, ou form follows function, esse é um dos principais principios da arquitetura moderna do seculo XX
A forma surge de acordo com a necessidade exigida função, porriso não podemos dizer que pouco me importa a forma e que a função e mais importante. A bola de futebol, não é redonda só por que alguém achou que era a forma mais bonita para ela, ela é redonda por que precisa rolar, a função dela é essa .Ou seja, do que valeria uma bola quadrada que não rola, Mas também o bola de futebol não poderia ser muito pequena como uma bolinha de gude, rolaria, faria sua função de rolar, mas seria difícil de chutá-la.

Ramon Silva Pereira
Função | s.f: Uso especial para que algo é concebido
Forma | s.f: Configuração, feição, modelo, formato

A forma e a função devem andar juntas, devem ser aliadas, para um bom resultado final, analisando o resto do mundo, tudo que tem a forma mais não desempenha a função exigida é descartado em pouco tempo. Do mesmo modo acontece com o que tem a função mais não tem uma boa forma. A forma segue a função, ou form follows function, esse é um dos principais principios da arquitetura moderna do seculo XX
A forma surge de acordo com a necessidade exigida função, porriso não podemos dizer que pouco me importa a forma e que a função e mais importante. A bola de futebol, não é redonda só por que alguém achou que era a forma mais bonita para ela, ela é redonda por que precisa rolar, a função dela é essa .Ou seja, do que valeria uma bola quadrada que não rola, Mas também o bola de futebol não poderia ser muito pequena como uma bolinha de gude, rolaria, faria sua função de rolar, mas seria difícil de chutá-la.

Forma ou função? Forma e função? Forma sem função? (...)

Formas são geradas de duas maneiras; a partir de funções aleatórias, desconhecidas ou ignoradas e por meio de funções conscientes e centradas.
A moral é o juri da forma, julga valores por meio da utilidade de suas funções.
Funções são designadas ou atribuídas, formas são fabricadas e usadas.
A função é pródiga à forma, a forma uma avaria à função.
Forma em função da forma; obviedade.
Função em forma de função; impraticável.
A função se resume num potente jogo estético. A estética, mais que uma relação entre matéria e forma, impõe no "produto forma" peculiaridades e sentimentos.
Funções idealizadas sempre existirão. Transpor tais funções em formas "definitivas" é algo que jamais se realizará.
A forma, por mais gratuita que tenha sido produzida, está impregnada de função.
A função primária da forma é ser "forma".
Produzir forma sem função é como uma tentativa de escapar de um sistema ou uma inconformidade com uma prisão perpétua.
A arte é contraditória, repleta de significados e críticas. Tenta negar a função. Esse é seu papel, ser “inútil" (se tratando do caráter funcional das coisas).
A inutilidade é um conceito utópico, irrealizável. Tudo possui finalidade, e por mais que seja negado, um ranço de funcionalidade sempre prevalece.

Delineado ou Tracejado



Na linha funcionalista, acredita-se que a forma de um objeto projetado segue a sua função.
Criamos formas inanimadas e lhes damos vida ao designarmos sua função.
Um pedaço de madeira vira mesa, cadeira, armário, assoalho, divisória, teto, mas, ao lhe designarmos a função, que nem sempre e a que já foi designada um dia, ganha vida.
Cadeira vira assento, que reúne pessoas, ao redor da mesa, que acolhem conversas, que planejam, vivem...
Casas, portas, janelas, ganham vida nas formas dos desenhos que lhes determinam a função.
E a função gera vida: uma mesa, um lustre, uma casa ... quantas formas e funções delineadas, imaginadas, executadas criam vida...
Criatividade em imaginar e transformar pensamentos e quimeras em formas e funções ou funções em forma ...
A forma é, portanto, delineada por uma multiplicidade de fatores difíceis de serem tracejados fora de contexto. Novos modelos surgem por mudanças nas condições de uso, nos padrões de comportamento social e nas tendências de estilos. Devemos seguir tais mudanças, e não ficarmos presos a um só ideal.

Outubro 07, 2009

A forma tem sua função

Não é de hoje que se vem discutindo a questão da forma na arquitetura, este tema que pra mim é um erro lamentável induzido pelo funcionalismo, feito por um grupo de arquitetos que ainda se discutem até hoje.

A plasticidade na arquitetura acontece devido às novas tecnologias de construção e materiais possibilitando inovações nas edificações e na arquitetura como um todo.

Cada um no seu tempo, a época em que materiais como a argila e pedra eram muito utilizados geravam formas mais grotescas de acordo com a capacidade do material, depois vieram os grandes vãos vencidos pelo concreto , abobadas, arcos e formas mais orgânicas a medida em que o material e a época mais moderna iria solicitando.

Para uns arquitetura é funcionalismo, para outros arquitetura é beleza, fantasia de cada obra, pra mim o que conta é a particularidade de quem o concebe, existem projetos, frios e monótonos, assim como projetos belos e inovadores, tudo depende do seu criador, da sua formação e criação.

Podemos dizer que a forma gera uma liberdade que o funcionalismo não nos permite, uma obra funcional é estritamente funcional na sua época e no seu contexto, já a forma segue por gerações encantando e impressionando.

Se formos analisar em um contexto mais detalhado, forma significa: Modo sob o qual uma coisa existe ou se manifesta;

A forma não deixa de ser forma por ser quadrada ou curva.

Muitas vezes deixamos de analisar que a função de uma obra pode ser sua plasticidade suas formas. Assim como diz Niemeyer, “Quando a forma cria beleza ela tem uma função”

Outubro 06, 2009

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